Renato Junqueira faz balanço de um ano de gestão à frente da FRB e fala sobre inovação para 2019

Aos 29 anos, jovem gestor é presidente da Fundação Republicana, coordenador nacional da militância jovem do PRB e 1º secretário do partido

Renato Junqueira completou um ano de mandato à frente da Fundação Republicana Brasileira no dia 1º de junho. Neste período o jovem gestor manteve os projetos em andamento e propôs inovações. No total, durante os primeiros 365 dias de trabalho, foram realizadas mais de 30 edições gratuitas de projetos educativos e de atendimento ao público, entre cursos de política e de lideranças femininas presenciais e on-line, debates, seminário com transmissão ao vivo para todo Brasil, workshop para jovens, “Política pra quê?” em escolas públicas e privadas do DF, palestras de conscientização sobre bullying e combate à violência sexual, doação de livros; e ainda, uma edição do Bate-papo Político com a presença de especialistas e comunidade.

Ao final de 2017, a instituição investiu na reformulação dos cursos a distância e também na metodologia das classes de inglês e espanhol. As novidades, bem como logotipo institucional, identidade visual, portais na internet repaginados e jingle próprio, foram lançadas no evento comemorativo FRB 10 Anos, realizado na capital federal, com a presença de convidados e autoridades de várias partes do país. Em maio deste ano, com o objetivo de capacitar os quadros do PRB e preparar os possíveis pré-candidatos republicanos para a disputa eleitoral, foi iniciado o curso Eleições 2018, com versão itinerante em Brasília e nos estados.

Junqueira também investe em capacitação para o público de municípios distantes das capitais e implementou a ideia de levar o principal curso da instituição – o de política – às cidades interioranas. Atualmente sua principal proposta visa a criação de subseções regionais da FRB, para atender os estados brasileiros de forma mais abrangente e homogênea. Em entrevista, dividida em duas partes, o líder fala sobre carreira, vida pessoal, planos, metas, militância e participação política.

1. O senhor está completando um ano de mandato à frente da FRB. Como foram seus primeiros passos dentro da instituição? Fiquei muito feliz pelo novo desafio, porque sempre participei das ações e projetos da Fundação como aluno e parceiro até chegar ao conselho administrativo que existia à época. Sempre via que a Fundação era muito organizada, trabalhava com unidade e oferecia serviços com padrão de qualidade alto. Então trabalhamos para manter esse padrão e fazer as coisas sempre com excelência. Isso me motivou. Logo que cheguei me senti muito seguro, devido à unidade e competência da equipe. Meus antecessores Vítor Paulo, Mauro Silva, Paulo César e Telma Franco deram sua parcela de contribuição e realizaram um excelente trabalho. Me foi confiada essa missão, dentre tantas pessoas – um verdadeiro privilégio. Fui ensinado a desafiar e ser desafiado. Sempre pensei em gerar resultados e de que forma seria possível avançar na FRB. Quando cheguei, a Fundação já estava em processo para alcançar todos os estados, faltavam apenas dois. Então a atitude inicial foi atingir a meta dos 27 até o fim de 2017 e conseguimos.

2. Qual ação mais marcante gostaria de destacar até agora? Certamente um dos momentos mais marcantes da minha trajetória na FRB foi a celebração do aniversário de 10 anos. Já completamos 11 anos de existência, o tempo vai passar, mas lembrarei daquela ocasião. Foi uma oportunidade de apresentar melhor nosso trabalho, de mostrar quem somos e o que fazemos. Muitas pessoas ainda precisam conhecer a Fundação. Tivemos quatro dias intensos, trabalhando sem parar, sem contar o período de planejamento, que durou meses. Programamos ações e serviços gratuitos para a comunidade e o evento comemorativo, que reuniu autoridades como o presidente nacional do PRB, à época ministro, Marcos Pereira; o senador e atual presidente em exercício do PRB Nacional, Eduardo Lopes; parlamentares, presidentes anteriores da FRB, autoridades de outros partidos, comunidade, alunos, equipe de colaboradores e voluntários, além de convidados do Brasil inteiro. Foi uma celebração muito especial, na qual foi possível ver o resultado da nossa união.

3. Existem novas propostas para o trabalho que possam ser adiantadas para o público? Neste ano, além do curso Eleições 2018, que tem como foco capacitar os pré-candidatos e colaboradores do PRB, atenderemos mais municípios. Os cursos preparatórios para as eleições são realizados nas capitais por questão de logística, mas agora os de política e de lideranças femininas serão focados nas cidades menores, mais afastadas do centro, para conseguirmos alcançar um número maior de pessoas que precisam do nosso trabalho. Além disso, estamos trabalhando na criação da Gestão de Projetos Institucionais (GPI), com o objetivo de garantir a eficácia dos projetos existentes e contribuir na elaboração e aplicação de programas futuros da FRB.

4. Quais são suas expectativas para o segundo semestre de 2018 e para 2019? Daremos continuidade à formação da comunidade e também dos quadros do PRB com nossos serviços gratuitos de política e idiomas. Além disso, afirmo que temos um papel fundamental para as eleições deste ano, uma vez que nosso trabalho também prepara as pessoas para fazer boas escolhas. Para 2019, temos um importante projeto educacional. Já passamos por duas fases de avaliação para o credenciamento da Faculdade Republicana Brasileira e, possivelmente, daremos novos passos para a abertura da instituição de ensino superior no ano que vem. Um projeto de destaque que planejamos para o próximo ano é a abertura de novas subseções da FRB para alcançarmos as cinco regiões do país.

5. Como resume o trabalho da FRB? O que é e o que faz essa instituição? Trabalhamos pautados em educação, independente de bandeira partidária servimos as pessoas, nossos cursos e projetos são para todos. Nossa missão é disseminar os valores éticos, culturais e políticos, fazendo as pessoas entenderem que a política existe como ferramenta de transformação social. Nosso trabalho é contribuir para que as pessoas façam parte do processo, se sintam de fato ouvidas, respeitadas e bem representadas.

6. Qual marca, qual identidade o senhor quer dar para a FRB? A identidade que quero dar para a Fundação é a facilitação de acesso das pessoas aos serviços prestados pela instituição, para que todos possam se aproximar, conhecer, participar. A FRB é uma organização respeitada, que pode contribuir para o desenvolvimento dos cidadãos e para o crescimento do país. Quero deixar como marca da Fundação a expansão, para que consigamos ultrapassar os limites do Distrito Federal e de São Paulo e atingir, pelo menos, todas as regiões do país.

Por Suellen Siqueira / Foto: Carlos Gonzaga – Ascom FRB