Data comemorativa ou de reflexão?

Celebrado neste mês de agosto, o “Dia Internacional da Juventude” é uma data que vem ganhando representatividade no nosso calendário. Sem sombra de dúvidas as políticas para juventude estão adquirindo espaço no cenário mundial. No entanto, um longo e árduo caminho ainda deve ser percorrido no que diz
respeito ao Brasil.

A data reforça a necessidade de um olhar sensibilizado para antigos problemas e anseios enfrentados pela juventude, como a baixa qualidade de serviços públicos o pouco incentivo à educação, lazer e a oportunidade no mercado de trabalho.

Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017, do IBGE, o número de jovens entre 16 e 29 anos que não estudam e nem exercem atividade remunerada saltou de 22,7% em 2014 para 25,8% em 2017. No Brasil são mais de 50 milhões de jovens, todavia os dados estatísticos dessa faixa etária não são os mais animadores. Ano após ano, cerca de 30 mil jovens são assassinados no país, sendo a maioria das vítimas homens negros. Inclusive, estima-se que ocorre um assassinato a cada 24 minutos.

E para completar a triste estatística, os dados do TSE revelam que a proporção de jovens entre 16 e 17 anos que tiraram o título para votar pela primeira vez nas eleições deste ano caiu em comparação a 2014. No pleito de 2014, a proporção de jovens nessa faixa etária, cujo voto é opcional, era de 23,33%. Já em 2018 a proporção é de apenas 21,58%.

Muitas pessoas enxergam os jovens e adolescentes como o futuro da nação, e é pensando nisso que afirmamos que a data não é comemorativa, e sim um ponto de reflexão para os jovens brasileiros. Precisamos de mais incentivo, investimento e oportunidades para essa parcela da população. Algumas perguntas que surgem quando ponderamos a participação do jovem atualmente são: o que estamos fazendo para impactar o nosso meio? Como posso ser um agente de transformação social?

Renato Junqueira – presidente da Fundação Republicana Brasileira e coordenador Nacional do PRB Juventude