Os sucessivos apagões que atingiram a capital e a região metropolitana de São Paulo colocaram a Enel no centro do debate político
As falhas no fornecimento de energia, que afetaram milhões de consumidores, reacenderam críticas à qualidade do serviço e pressionaram autoridades a reagir.
Diante do impacto social e econômico da crise, o governo federal subiu o tom. O Ministério de Minas e Energia afirmou que a concessionária pode perder a concessão caso não cumpra as metas de atendimento e continuidade previstas em contrato, sinalizando maior rigor na fiscalização.
A situação também aproximou atores políticos de diferentes esferas. O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT/SP), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos/SP) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB/SP) passaram a fazer cobranças públicas à empresa, apesar das divergências políticas entre si.
O episódio evidencia um conflito federativo relevante, ao envolver União, estado e município na resposta a um serviço essencial. Mais do que um debate técnico, o caso expõe a disputa política em torno da responsabilidade sobre falhas que afetam diretamente a população.