Autor: Tamires Lopes

  • Bancada Evangélica define nova presidência após disputa polarizada – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    Bancada Evangélica define nova presidência após disputa polarizada – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    Na última terça-feira (25), a Frente Parlamentar Evangélica, popularmente conhecida como Bancada Evangélica, elegeu o deputado Gilberto Nascimento (PSD/SP) para presidir o grupo parlamentar nos próximos dois anos.

    A disputa pelo cargo ficou entre o deputado Gilberto e Otoni de Paula (MDB/RJ), resultando em um racha interno entre os membros do grupo. Ambos os candidatos admitiram que a polarização entre Lula e Bolsonaro afetou o pleito, impedindo que a bancada definisse um líder sem a necessidade de realizar eleições.

    A vitória de Gilberto Nascimento pode ser considerada uma derrota para o Governo Lula em face do seu alinhamento ao ex-presidente Bolsonaro. O Planalto já vinha buscando uma aproximação aos evangélicos que deverá ser dificultada por Gilberto ao longo de sua gestão.

    Por outro lado, o contexto em que se deram as eleições da bancada sinaliza um risco iminente para a relevância do grupo, pois, apesar de conter 244 parlamentares, a frente é considerada um veto player, o que significa que a união desses parlamentares é capaz de frear o avanço de determinadas pautas, como flexibilização do aborto, costumes e práticas religiosas. Entretanto, uma eventual polarização interna pode resultar na perda significativa da atuação em bloco, o que afeta negativamente a capacidade de negociação e veto do grupo parlamentar.

  • Pesquisas demonstram pior índice de popularidade do Governo – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    Pesquisas demonstram pior índice de popularidade do Governo – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário político desafiador, com índices de desaprovação inéditos em sua trajetória.

    Pesquisas recentes indicam que, pela primeira vez, a rejeição ao governo supera sua aprovação, um sinal preocupante para a viabilidade de uma eventual reeleição em 2026, especialmente porque a insatisfação atinge setores tradicionais de sua base eleitoral.

    Apesar de reconhecer a queda na popularidade, o governo atribui o fenômeno a falhas na comunicação entre o Planalto e a população e não à sua gestão. No entanto, para conter o desgaste e recuperar apoio, a administração tem apostado em medidas populistas, como o programa “Pé de Meia”, voltado à redução da evasão escolar, além de outras iniciativas direcionadas aos seus eleitores históricos.

    Entre os principais fatores que explicam a perda de popularidade, estão a inflação dos alimentos e a alta do dólar, que pressionam o custo de vida e afetam diretamente a população, sobretudo as camadas mais vulneráveis.

    O aumento no preço de itens básicos, como café e ovos, reforça a percepção de piora nas condições econômicas. Paralelamente, o avanço do conservadorismo no cenário político global fortalece a oposição, tornando o ambiente eleitoral ainda mais adverso. A desinformação também tem desempenhado um papel importante nesse desgaste, como evidenciado no episódio da polêmica sobre o Pix, em que o governo não conseguiu conter a disseminação de fake news e recuou em sua decisão.

    No Congresso Nacional, a falta de maioria parlamentar e a forte oposição dificultam a governabilidade. Com a iminente reforma ministerial, o governo buscará ampliar sua base por meio da distribuição de cargos e maior articulação política. No entanto, a estratégia de minimizar os problemas de gestão e responder com ações paliativas, sem ajustes estruturais na política econômica, pode intensificar o desgaste e tornar a disputa pela reeleição ainda mais desafiadora.

  • Com atraso, orçamento fica para depois do carnaval – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    Com atraso, orçamento fica para depois do carnaval – Conjuntura Republicana Ed. nº 201

    No dia 1º de fevereiro deste ano, o Congresso Nacional retomou os trabalhos legislativos, iniciando oficialmente a terceira Sessão Legislativa Ordinária (SLO), da 57ª Legislatura.

    A retomada dos trabalhos foi impactada sobretudo pelas eleições das novas mesas diretoras das Casas Legislativas. Na Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos/PB) assumiu a presidência e, no Senado, o escolhido foi o senador Davi Alcolumbre (União/AP).

    Sendo assim, os primeiros desafios do ano já se firmaram na arena política. A aprovação do Orçamento de 2025 e a definição das presidências das comissões devem ser os primeiros grandes desdobramentos políticos nas próximas semanas.

    O relator da peça orçamentária, deputado Ângelo Coronel (PSD/BA), afirmou que a votação final deve ocorrer apenas em 17 de março, estendendo ainda mais o atraso na definição do Orçamento, que deveria ter sido votado até o fim de 2024.

    Embora esse tipo de lentidão não seja incomum, a indisponibilidade da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) possui algumas implicações legais que prejudicam as capacidades operacionais do Governo Federal e podem gerar inúmeros desgastes.

    Dessa forma, as incertezas com relação ao orçamento podem ter contribuído para a corrosão da popularidade do Governo Federal, como está evidenciado pelas recentes pesquisas.

    O atraso do Orçamento também prejudicou diretamente o relacionamento do governo com os setores do agro, que tiveram as linhas de créditos do Plano Safra temporariamente interrompidas.

    O conflito se estendeu aos membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que têm repudiado as declarações de integrantes do primeiro escalão do governo. Estes, por sua vez, atribuem a culpa do atraso ao colegiado.

    Como destacado ao longo do texto, a lentidão no processo de tramitação da LDO não causa grandes prejuízos legais, mas os danos ao capital político do Planalto podem ser percebidos em diferentes segmentos.

    Vale ressaltar que o atraso desse projeto não deve interferir no andamento de outras discussões legislativas que devem ser retomadas após a semana do feriado de Carnaval, a partir do dia 10 de março.

  • Quem é a nova presidente da FRB? – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    Quem é a nova presidente da FRB? – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    Renata Sene assume, em 25 de fevereiro de 2025, a presidência da Fundação Republicana Brasileira (FRB), entidade partidária mantida pelo Republicanos. Ela é a segunda mulher a ocupar o cargo, sucedendo a Rusembergue Barbosa (2021-2025).

    Ellen Fernandes – Ascom FRB

    Com uma trajetória política destacada, Renata Sene foi prefeita de Francisco Morato (SP) por dois mandatos consecutivos pelo Republicanos. Sua atuação à frente da gestão municipal acarretou expressivos resultados eleitorais. Em sua primeira disputa, em 2016, conquistou 29,78% dos votos válidos. Em 2020, foi reeleita com uma elevadíssima aprovação popular, alcançando 86,9% dos votos.

    Seu perfil inovador e comprometido com ações sociais consolidou uma reputação sólida durante seus mandatos. O reconhecimento de sua gestão eficiente e humanizada converteu-se em sua indicação para a presidência da FRB diretamente pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que destacou sua capacidade para liderar o principal centro de formação intelectual do partido.

    UMA GESTORA HUMANITÁRIA

    Em entrevistas concedidas a podcasts voltados às comunidades de Francisco Morato, Sene compartilhou a experiência que a levou a se dedicar às causas sociais. Segundo ela, sua motivação teve início ao presenciar uma criança em situação de extrema vulnerabilidade, o que despertou seu comprometimento em fazer a diferença na vida das pessoas. O impacto dessa vivência reforçou sua determinação em atuar na redução das desigualdades sociais e econômicas.

    DA GESTÃO MUNICIPAL À REPRESENTAÇÃO GLOBAL

    Formada em Serviço Social e mestre em Desenvolvimento Regional, Renata iniciou sua experiência na Administração Pública em 2001, aos 22 anos, na Prefeitura de Francisco Morato. Atuou em projetos voltados ao desenvolvimento sustentável, tecnologia e proteção ambiental, temas que, posteriormente, se tornariam prioridades globais.

    Com passagem pela Secretaria de Educação e posteriormente pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do município, acumulou uma vasta experiência na formulação de políticas públicas. Esse histórico fortaleceu seu engajamento em agendas nacionais e internacionais. Representante brasileira na COP28, Sene se tornou uma das lideranças brasileiras comprometidas com a Agenda 2030 da ONU e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reafirmando sua atuação no cenário global.

    O QUE ESPERAR DA GESTÃO SENE?

    De acordo com a nova presidente, sua meta é “tornar a FRB um centro de referência entre as fundações partidárias e ainda mais: um verdadeiro showroom de tecnologias sociais para agentes públicos em ação no país. Tendo em vista importantes agendas globais, como clima, podemos construir com nossa equipe técnica centros de pesquisa e inovação que servirão como laboratório e, assim, poderão contribuir significativamente na criação de estratégias inteligentes. Quero que nos vejamos sempre 10 anos à frente!”, vislumbrou.

    No âmbito internacional, o Brasil é signatário de diversos compromissos, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. A própria presidente Sene é representante BR na Conferência das Partes (COP), por isso, seu olhar possui a intenção de fazer da Fundação Republicana Brasileira uma instituição responsável pelo desenvolvimento de mecanismos que não apenas representem o país em fóruns internacionais, mas também resultem em ações concretas e trabalho de base em prol da população.

    Gestão consolidada no cuidado às pessoas: educadora e assistente social, a então prefeita de Francisco Morato (SP), Renata Sene, confere uniformes escolares com o seu vice, lldo Gusmão.

  • Ensino superior acessível e de qualidade – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    Ensino superior acessível e de qualidade – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    A Faculdade Republicana é a única Instituição de Ensino Superior (IES) mantida por uma fundação partidária no Brasil

    Djan Moreno – Ascom Republicana

    Pioneirismo é uma palavra que define bem a FRB. Cumprindo com o seu papel de fortalecer a democracia por meio da educação política, a Fundação ousou ir além da tradicional oferta de cursos e seminários e solicitou autorização ao Ministério da Educação para ofertar cursos de graduação. Assim, nasceu um dos projetos mais ousados da instituição e que representa um marco para o ensino superior no Brasil: a Faculdade Republicana.

    Primeira e, até o momento, única Instituição de Ensino Superior (IES) vinculada a uma fundação partidária, a Faculdade Republicana iniciou seus trabalhos em 2019 e, desde então, tem se destacado pela excelência educacional com corpo docente gabaritado e com experiência acadêmica em instituições consolidadas. Atualmente, a instituição tem como diretor-geral o prestigiado cientista político e professor Valdir Pucci, doutor em Direito Constitucional e mestre em Ciência Política.

    As primeiras turmas de graduação da IES já formaram cientistas políticos que estão inseridos no mercado de trabalho e comprovam a qualidade do ensino ofertado pela Faculdade Republicana.

    Além de Ciência Política, que pode ser cursada na modalidade presencial ou EaD, a Faculdade Republicana oferta o curso presencial de Direito, que tem se destacado em Brasília por garantir a união entre teoria e prática desde o primeiro semestre.

    Ao formar quadros qualificados e produzir conhecimento relevante, a Faculdade Republicana reforça o compromisso do partido Republicanos e da Fundação Republicana Brasileira de fortalecer a democracia e melhorar a qualidade da participação política na sociedade. A formação de quadros qualificados para atuarem na formulação de políticas públicas, no Direito e na política em geral está entre os diferenciais da IES.

    Pensando na qualidade do trabalho produzido por entes políticos, a Republicana tem como carro-chefe na sua cartela de cursos de especialização, a exclusiva pós-graduação em Assessoria Parlamentar, RelGov e Lobby – que eleva o nível profissional daqueles que atuam nos bastidores das relações institucionais e assessorias. A pós é on-line com aulas ao vivo.

    Recentemente, a Republicana reformou suas instalações e criou duas novas salas.

     

     

     

     

     

     

    Além disso, realizou a inclusão aos neurodivergentes, elevando, assim, o nível em acessibilidade investindo em tons que acalmam.

     

     

    Também estão entre as especializações ofertadas a pós-graduação em Marketing Político Digital e mais de uma dezena de pós e MBAs EaD.

    “A Republicana me abriu inúmeras portas. Hoje, estou formada, sou cientista política, já trabalho na área e quero ainda me especializar em assessoria parlamentar.”

    Lorrayne Alvim – Cientista política formada pela Faculdade Republicana

     

    “Estou muito feliz por estar vivendo tudo isso. Na Republicana, pude ter a experiência de um tribunal simulado já no meu primeiro semestre e isso me mostrou o quão longe posso ir.”

    Monaliza Carvalho Aluna de Direito da Faculdade Republicana

     

     

     

     

    “A especialização que fiz foi um plus na minha carreira profissional, pois me trouxe conhecimentos amplos sobre os processos e regimentos do Congresso Nacional e me deu as habilidades necessárias para atuar na área.”

    Mayara Kellen – Pós-graduada em Assessoria Parlamentar pela Faculdade Republicana

  • Legado Rusembergue Barbosa – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    Legado Rusembergue Barbosa – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    Dono de uma consolidada biografia direcionada ao cenário político, Rusembergue Barbosa ocupou o cargo de vereador na capital goiana por dois mandatos (2005- 2012) e desempenhou a função de vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia de 2007 a 2008. Foi cofundador e primeiro presidente do Diretório Municipal do então Partido Republicano Brasileiro (PRB) de Goiânia (GO).

    Na capital federal, a trajetória de Barbosa obteve experiência parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), onde exerceu função como assessor, chefiou a Ouvidoria da casa e foi secretário da Comissão de Assuntos Sociais.

    Na seara acadêmica, é advogado formado pela PUC Goiás e pós-graduado em Direito Administrativo pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

    Então, em fevereiro de 2021, tomou posse como presidente da Fundação Republicana Brasileira e foi reconduzido ao cargo para o biênio 2023-2025, obtendo a marca registrada de estupendos números de alcance nos cursos remotos, somando 38.901 pessoas certificadas ao longo do período somente em capacitações virtuais. As quase 62 mil pessoas certificadas no balanço das gestões Rusembergue confirmam que a FRB é o braço educacional do Republicanos.

    Assumindo a FRB em meio à pandemia de covid-19

    FRB superou desafio global adaptando e criando cursos 100% on-line

    Em 22 de fevereiro de 2021, durante o cenário mundial de pandemia do coronavírus, acontecia a transmissão de cerimônia on-line oficializando a posse presidencial de Rusembergue Barbosa: tratava-se do Seminário Conservative Tech e Valores Republicanos, orquestrado pela equipe da FRB em conjunto à Agência Republicana de Comunicação (ARCO). Exibida ao vivo para os inscritos diretamente do estádio Mané Garrincha (DF), a ocasião teve entre seus pontos altos a esperada palestra do badalado filósofo Felipe Pondé, fenômeno em debate político nas redes sociais.

    Acompanhado pelo público virtual, Barbosa recebeu do antecessor Renato Junqueira e de Marcos Pereira as devidas honrarias que deram start ao seu mandato, assumindo então a liderança da Fundação. Em seu ano de estreia, registrou no balanço do primeiro ano de gestão um recorde de impressionantes 20 mil pessoas formadas nos cursos virtuais, e, ao todo, seu legado alcançou 61.557 certificações.

    O DESAFIO PANDÊMICO

    A nada simples tarefa de encabeçar uma instituição do porte da FRB em plena época do maior desafio global do último século foi cumprida com presteza na gestão Rusembergue. O maranhense deixa um legado de produtividade, resiliência e oportunidades para se adaptar às tecnologias em vigência. Foi durante seu comando que todos os cursos presenciais da FRB foram analisados e adaptados para o formato on-line, permitindo a capacitação remota de alunos. Um exemplo disso são os Cursos de Idiomas, que antes eram ministrados apenas presencialmente e hoje atendem estudantes de todo o país, sem que precisem sair de casa.

    O escritor e palestrante Felipe Pondé participou virtualmente do evento Conservative Tech e Valores Republicanos.

  • 18 anos Ajudando a Formar Cidadãos – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    18 anos Ajudando a Formar Cidadãos – Conjuntura Republicana Ed. Especial

    O que torna a FRB tão distinta das outras entidades partidárias?

    Chegar à maioridade com exponenciais números que comprovam a atuação política, educacional, democrática, social e até acadêmica não é um feito para qualquer um, ainda mais tratando-se de um breve resumo dos feitos inovadores da Fundação Republicana Brasileira (FRB), criada em março de 2007 e mantida pelo partido Republicanos. É sabido que o papel compelido às instituições da mesma categoria, subsidiadas por verba oriunda do Fundo Partidário, é o de estender educação política a nível nacional de modo democrático e acessível.

    No entanto, a FRB nunca se contentou em se limitar a “mais do mesmo”. Pioneira em iniciativas que vão além do simples cumprimento das suas obrigações legais, investiu no trabalho voluntário, na capacitação gratuita de idiomas e nas campanhas educativas de cunho solidário em projetos como o Reciclasse, na alfabetização de jovens e adultos e na responsabilidade inclusiva por meio do curso Política para Surdos.

     

    Ademais, entram ainda no circuito socioeducativo da FRB as coletas para doações de livros e um catálogo que ostenta centenas de formações que certificaram milhares de pessoas. Não obstante, a FRB entrou na história partidária brasileira por ter sido a primeira fundação do segmento a credenciar uma Instituição de Ensino Superior (IES) junto ao Ministério da Educação: a Faculdade Republicana.

    Para o cientista político e mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), Fábio Vidal, a história da FRB se entrelaça com a de cada voluntário, colaborador, fornecedor, estudante, parceiro e público atingido com suas proposições ao longo destas quase duas décadas:

    “Orgulhosamente chegamos aos dezoito anos! Desses dezoito, sou testemunha ocular de doze. Para mim, é gratificante falar da Fundação, pois foi aqui o local onde tive a oportunidade de crescer na carreira de cientista político e acompanhei de perto a estrutura partidária e a atuação de uma fundação. Aqui, dei meus primeiros passos, já que entrei como estagiário ainda. Hoje, coordeno o Núcleo de Estudos e Pesquisas e sou professor da Faculdade Republicana. É sempre prazeroso falar sobre isso porque a FRB significa, para mim, desenvolvimento pessoal e intelectual dentro dessa missão institucional que é ajudar a formar cidadãos. Sou um cidadão que também fui atingido pela missão institucional. Faço votos de que nos próximos anos, principalmente nesta troca de gestão, a FRB continue tendo boas entregas, capacitando, formando novos quadros e melhorando a qualidade da democracia.”

    O público-alvo formado por cidadãos também foi ouvido pela Ascom FRB para dar suas impressões acerca do trabalho desenvolvido na casa. Um dos atendidos pela entidade foi o comissário de bordo Afrânio Lins, que se surpreendeu com a cordialidade dos envolvidos nos eventos e com a qualidade elevada dos seus cursos:

    “Desde a recepção no elevador à volta para descer dele depois do curso, é impressionante a preocupação da equipe para que a gente se sinta à vontade para questionar, participar e entender. Nós fomos estimulados a cobrar das autoridades, aprender que a política está inserida no cotidiano e que nossa voz como povo é muito mais importante do que pensamos”, relembra Lins.

    A jornalista Mazé Rodrigues é um dos rostos mais conhecidos da instituição. Ela entrou como voluntária em 2013, antes de seu desempenho impressionar e levá-la à efetivação:

    “Conheci o programa de voluntariado da Fundação em 2013. Ao começar as ações realizadas em prol das pessoas, me apaixonei pelo projeto e nunca mais saí daqui. Sempre conciliei a atividade com outros empregos, então, muitas vezes chegava no fim de tarde e só saía de madrugada com as preparações de eventos e cursos para a comunidade. Depois, veio o convite para efetivação e sou grata pelo reconhecimento. A FRB abre portas para quem acredita na missão de formar cidadãos e não tem nada melhor na vida do que participar da conquista de alguém, estimular o crescimento da pessoa. Aqui, entrei como uma pedra bruta que foi lapidada”.

    Welton Mariano, motorista há meia década na casa, acompanha com animação os feitos institucionais ao longo deste período:

    “Fui contratado como auxiliar de serviços gerais em 2019 pelo presidente Renato Junqueira e, quando abriu uma vaga para motorista da Fundação, ele me promoveu com 5 meses porque trabalhei durante 19 anos para um desembargador. Sou muito grato pela oportunidade que ele e a FRB me deram. A instituição está de parabéns com os cursos e eventos porque a equipe se dedica pra ajudar a comunidade. Gosto muito daqui e desejo ao presidente Rusembergue uma vida abençoada, pois convivi diariamente com ele nos últimos anos e o admiro muito. Também dou boas-vindas para a presidente Renata e que Deus abençoe a nova gestão.”

    Outro case de sucesso da Fundação é Gabrielle Assumpção, que há 13 anos entrou como voluntária e hoje é a gerente administrativa da organização. Ela relembra com carinho os incontáveis eventos, formações e conquistas da FRB:

    “Meu primeiro evento foi um Encontro do PRB Mulher, onde me encantei com a força das mulheres na política e me voluntariei na Fundação por um ano. Depois, fui convidada a integrar a equipe, organizando eventos, cursos e capacitações, sempre com foco no contato humanizado. Participei da mudança de sede da FRB e da expansão de projetos, incluindo o crescimento do ensino on-line. Gerenciar os principais projetos da instituição tem sido um grande desafio e aprendizado. O mais gratificante é ver vidas transformadas, como alunos promovidos no trabalho e idosos alfabetizados pelo projeto da FRB.”

    Pautada no viés sociopolítico, a Fundação Republicana Brasileira entrou em vigor com a concretização de projetos como Política pra Quê?; Bate-papo Político; MasterClass; Workshop Eleitoral; FRB Perto de Você – que promovem ações junto à comunidade em parceria com órgãos públicos, como o Detran e a Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb). Visando contribuir com donativos literários a bibliotecas públicas como a Monteiro Lobato (Planaltina/DF), a FRB deu início à campanha Doe Livros – Ajude a Escrever um Futuro Melhor. A entidade também tem em seu histórico os projetos sociais Reciclasse e Alfabetização de Jovens e Adultos, além de iniciativas inovadoras voltadas à responsabilidade e inclusão social, como Política para Surdos e o Curso de Libras.

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) é uma organização sem fins lucrativos mantida pelo Republicanos. Criada em 2 de março de 2007, tem como principais objetivos a pesquisa e a educação institucional, política Case de sucesso: de voluntária à gerente, Gabrielle e constitucional.

  • Os desafios da educação política – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Os desafios da educação política – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Nesta edição comemorativa, a FRB celebra a publicação nº 200 da Conjuntura Republicana. Para a família FRB, especialmente os setores Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) e Centro de Apoio aos Municípios (CAM) e a nossa Assessoria de Comunicação (ASCOM), este é um momento ímpar para a instituição. Portanto, quero dedicar o quadro Visão do Especialista desta semana para chamar a atenção para a importância da educação política e da leitura de cenários políticos.

    Antes de adentrar a temática da educação política, é importante destacar que, embora muitas pessoas considerem relevante a discussão política, muitos não gostam de fazê-lo. No entanto, é importante destacar que a falta de interesse pela política não é um problema recente.

    Dentro da perspectiva grega clássica, já se atribuía o termo “idiota” àquele que era incapaz de pensar no público e vivia apenas focado em seus assuntos particulares. Em outras palavras, o cidadão cujos assuntos da sua comunidade não lhe despertavam atenção era visto como desprovido das honrosas virtudes cívicas, que nada mais são do que o senso de pertencimento à política.

    O cidadão da sociedade contemporânea, complexa por natureza, tem uma gama de atividades que ocupam boa parte do seu tempo: redes sociais, plataformas de streaming, podcasts, sem contar as obrigações, como trabalho, família, além das demais necessidades que uma vida saudável impõe. Mas, diante de tudo isso, como desenvolver a educação política?

    A educação política é um processo de conscientização do cidadão que visa desenvolver habilidades de participação ativa, valores e senso de pertencimento à coisa pública. Diferentemente da educação formal, que aplica provas e requer exercícios regulares, a educação política deve ser introduzida por meio de pílulas que complementem a formação educacional. E é exatamente esse o trabalho que a FRB promove por meio da Conjuntura Republicana.

    O que nossa instituição entrega a você, nosso leitor, é a chance de analisar acontecimentos políticos de forma analítica, por meio da comparação com gestões anteriores, tendências e descrições da atuação de atores políticos. Entendemos que, dessa forma, é possível trazer a realidade política para mais perto do cidadão.

    O trabalho da FRB em educação política não se limita à Conjuntura Republicana, mas abrange diferentes atividades que promovemos. No corrente ano, a FRB publicou uma cartilha sobre a elaboração de planos de governo e visitou mais de dez estados brasileiros, promovendo eventos de capacitação para candidatos e suas equipes. Além disso, realizamos o Masterclass, o maior evento de capacitação de pré-candidatos, com transmissão on-line para todo o país. O NEP também promoveu uma edição do evento “Política pra quê?” com alunos do ensino médio no Distrito Federal.

    Como mencionado anteriormente, a educação política é um processo que só termina quando deixamos de existir. Por isso, desejamos que 2025 seja um ano repleto de realizações e que você continue se informando e participando ativamente da política.

    Feliz Ano Novo e boas festas!

     

    Texto: Fábioi Vidal –  Coordenador do NEP/CAM – FRB

     

  • Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Governo do estado de São Paulo se manifesta sobre uso de câmeras corporais – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Governo do estado de São Paulo se manifesta sobre uso de câmeras corporais – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Na última segunda-feira (9), o Ministro Roberto Barroso, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o uso obrigatório de câmeras corporais pela Polícia Militar do estado de São Paulo (SP).

    A decisão atende ao pedido formulado pela Defensoria Pública de São Paulo em dezembro de 2023, que tramitava na corte desde então. O tema ganhou maior destaque nas últimas semanas devido à repercussão nacional de casos de violência e letalidade policial no estado.

    Em resposta à crise de segurança agravada por esses episódios, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou apoio à medida, destacando que considera o uso de câmeras corporais um instrumento de proteção tanto para a sociedade quanto para os próprios policiais.

    A gravação de vídeos das ações policiais também está associada a uma prática comum em canais de sucesso no YouTube. O uso de câmeras corporais durante operações policiais demonstra potencial significativo para gerar um estreitamento da confiança da população nas forças de segurança, o que também contribui para um aumento da sensação de proteção.

  • Frente Parlamentar Evangélica enfrenta votação inédita sobre a liderança do bloco em Brasília – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Frente Parlamentar Evangélica enfrenta votação inédita sobre a liderança do bloco em Brasília – Conjuntura Republicana Ed. nº 200

    Neste mês de dezembro, encerra- -se a gestão do Deputado Federal Silas Câmara (Republicanos/AM), na presidência da Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Desde então, o grupo parlamentar tem discutido quem será o próximo líder da bancada.

    O principal cotado para o cargo é o Deputado Federal Otoni de Paula (MDB-RJ), mas enfrenta resistência devido a sua proximidade com o Governo Federal. Outro postulante é o Deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), aliado dos deputados ligados ao Ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O impasse decorrente dessas divergências pode colocar um fim à tradição de consensos sobre os nomes indicados à presidência da frente. Desde a sua criação, a liderança da FPE sempre foi decidida de forma unânime, no entanto, o próximo líder deverá ser escolhido por votação.

    A disputa é de grande interesse do Planalto, pois uma liderança da FPE aberta ao diálogo com o Governo viabiliza a comunicação com os mais de 200 parlamentares que compõem o grupo. Além disso, esse estreitamento das relações tem ligação direta com o pleito de 2026, pois o eleitorado evangélico representa uma parcela significativa dos votos e é considerado indispensável.