Na última terça-feira (26), o Palácio do Planalto promoveu a segunda reunião ministerial de 2025, reunindo todos os ministros do Governo Federal
O encontro foi marcado por discussões voltadas às eleições de 2026 e às preocupações quanto ao futuro do Governo. O Planalto teme perder alianças com partidos de centro e centro-direita, o que poderia comprometer a governabilidade do Executivo.
As apreensões do Planalto aumentaram após o evento de homologação da federação União-PP, marcado por discursos de oposição ao Governo Federal e elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atualmente, os partidos que integram a federação, União Brasil e PP, comandam quatro ministérios: Celso Sabino (PP), do Turismo; Frederico Siqueira (União), da Comunicação; e Waldez Góes (União), da Integração Nacional.
Essa participação expressiva da aliança União-PP no primeiro escalão exige também apoio no Congresso. No entanto, após a formalização, líderes partidários passaram a admitir a possibilidade de romper com o Governo.
Antônio Rueda, presidente do União Brasil, fez diversas críticas ao Executivo e sinalizou uma possível aliança de centro-direita contra Lula.
Diante disso, o Planalto articula uma nova reunião com partidos de centro, que deve contar com a presença do senador Davi Alcolumbre (União), dos líderes do PP e do União na Câmara e no Senado, além de Antônio Rueda, para questionar o eventual desembarque das siglas.
O cenário político se mostra delicado: a proximidade com as eleições de 2026 e a alta desaprovação do Governo reduzem a disposição das legendas em manter fidelidade ao Planalto.
Assim, o custo-benefício de permanecer na base governista torna-se cada vez menos viável, tendência que pode levar ao isolamento da ala governista.
Apesar das tensões, o presidente Lula reforçou a relação de confiança com os ministros. O Planalto avalia, contudo, que muitos deles devem deixar os cargos em abril de 2026, devido à necessidade de desincompatibilização para disputar as eleições.