Autor: Mazé

  • A escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã e seus efeitos sistêmicos – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    A escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã e seus efeitos sistêmicos – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    No último sábado (28/02), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, elevando rapidamente as tensões no Oriente Médio.

    A ofensiva foi seguida por reações iranianas direcionadas a países da região, incluindo Israel e nações que abrigam bases militares americanas, ampliando o risco de uma escalada regional.

    O Irã, com mais de 90 milhões de habitantes, é governado por uma teocracia consolidada após a Revolução Islâmica de 1979.

    Embora possua instituições formais, como presidente e parlamento, o poder está concentrado no líder supremo, o aiatolá, que exerce autoridade final sobre decisões políticas, militares e religiosas, tornando o regime menos suscetível a pressões externas.

    As justificativas oficiais de Washington e Tel Aviv envolvem preocupações com a segurança internacional, especialmente com o avanço do programa nuclear iraniano.

    Entretanto, o ataque ocorreu em meio a negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã sobre o tema. Para parte dos analistas, a ofensiva indica uma estratégia de pressão militar para redefinir os termos da negociação, elevando o custo político de Teerã em manter sua posição.

    Os impactos econômicos já são perceptíveis. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, provocando alta nos preços da energia.

    Para o Brasil, os efeitos são ambíguos, pois a valorização do petróleo pode beneficiar exportações e receitas da Petrobras. No entanto, o país também depende da importação de combustíveis refinados e fertilizantes, o que tende a pressionar a inflação e os custos agrícolas.

    Além disso, no plano internacional, juristas alertam que ataques preventivos baseados em alegações de ameaça iminente podem enfraquecer o sistema jurídico internacional estabelecido após a Segunda Guerra Mundial.

    Mais do que um episódio isolado, o conflito reflete um cenário mais amplo de erosão da ordem internacional, marcado pelo enfraquecimento de instituições multilaterais e pela crescente disposição das potências em recorrer ao uso da força para resolver disputas estratégicas.

  • PEC da Segurança Pública marca retorno do ritmo deliberativo – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    PEC da Segurança Pública marca retorno do ritmo deliberativo – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    Com o fim do período de menor atividade legislativa associado ao Carnaval, a Câmara dos Deputados voltou a apresentar maior intensidade deliberativa Entre as matérias que avançaram nas últimas semanas, destaca-se a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/25) da Segurança Pública, tema debatido ao longo dos últimos meses e que ocupa posição central na agenda política nacional.

    A proposta foi aprovada em dois turnos no plenário da Câmara e agora segue para apreciação do Senado Federal, consolidando um dos movimentos legislativos mais relevantes deste início de ano.

    A PEC busca ampliar mecanismos de coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado e na gestão das políticas de segurança pública.

    Entre os pontos discutidos durante a tramitação estão mudanças na estrutura de financiamento do setor, regras de distribuição de recursos e dispositivos voltados ao fortalecimento da cooperação federativa.

    O debate também envolveu ajustes no texto ao longo da negociação parlamentar, refletindo a tentativa de acomodar diferentes visões sobre o papel da União e o grau de centralização das políticas de segurança.

    Do ponto de vista político, a tramitação da proposta revela uma convergência relevante em torno da prioridade conferida ao tema da segurança pública.

    Trata-se de uma agenda que mobiliza parlamentares de diferentes espectros ideológicos e que ganha maior visibilidade em ciclos pré-eleitorais, quando pautas associadas à percepção de ordem pública tendem a ocupar espaço central no debate político.

    Paralelamente, o retorno das atividades após o Carnaval também reativou discussões em outras frentes legislativas, incluindo temas institucionais e propostas relacionadas à organização do sistema político.

    Nesse contexto, a aprovação da PEC da Segurança Pública funciona como um indicador da atual temperatura do Legislativo: um ambiente que combina a retomada da atividade parlamentar, a construção de maiorias em torno de pautas de forte apelo público e o posicionamento estratégico das bancadas diante do horizonte eleitoral que se aproxima.

  • TSE organiza calendário e regras para novo ciclo eleitoral – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    TSE organiza calendário e regras para novo ciclo eleitoral – Conjuntura Republicana Ed. nº 248

    A aprovação do calendário eleitoral de 2026 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marca o início da organização institucional do próximo ciclo político A definição dos prazos oferece previsibilidade ao processo eleitoral e orienta a atuação de partidos e candidatos.

    O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro de 2026, quando serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais ou distritais.

    Entre os marcos do calendário está o prazo para regularização do título ou transferência de domicílio eleitoral, que se encerra em 6 de maio, data em que o cadastro eleitoral é fechado.

    O TSE também aprovou normas que regulamentam o uso de inteligência artificial nas campanhas, estabelecendo parâmetros para a utilização dessas tecnologias.

    Do ponto de vista institucional, a definição antecipada do calendário e das regras contribui para estruturar o ambiente político que antecede as eleições e orienta o planejamento das estratégias partidárias para o próximo ciclo eleitoral.

  • O que mudou após um ano da proibição de celulares nas escolas brasileiras?

    O que mudou após um ano da proibição de celulares nas escolas brasileiras?

    A Lei 15.100/2025 completou um ano em vigor, restringindo o uso de celulares em salas de aula e intervalos em toda a educação básica, e os primeiros sinais sobre concentração, socialização e aprendizado começam a surgir, em meio a debates sobre eficácia, implementação e flexibilizações.

    Há pouco mais de um ano, em janeiro de 2025, foi sancionada a Lei 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive celulares, por estudantes em escolas públicas e privadas de todas as etapas da educação básica no Brasil. A norma determina que, durante aulas, recreios e intervalos, o uso desses dispositivos seja proibido, salvo em situações específicas, como atividades pedagógicas autorizadas por professores, casos de emergência ou condições de acessibilidade e saúde. A justificativa oficial da lei foi a de salvaguardar a saúde mental e física de crianças e adolescentes e criar um ambiente escolar mais focado no aprendizado e na interação social.

    A implementação dessa legislação começou formalmente com sua entrada em vigor no início do ano letivo de 2025, após publicação e regulamentação previstas nos primeiros meses do ano, incluindo orientações às escolas sobre estratégias de abordagem e respeito às exceções legais. A lei também exigiu que redes de ensino e escolas elaborassem ações para tratar do tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes, com formação de profissionais e conscientização sobre os riscos associados ao uso excessivo de telas e ao consumo de conteúdo impróprio.

    Passados cerca de doze meses, surgem os primeiros relatos e análises sobre o impacto prático da proibição de celulares no ambiente escolar. Relatórios preliminares e entrevistas com educadores e gestores indicam que uma parte expressiva das escolas já observa efeitos positivos no que diz respeito à concentração dos alunos durante as aulas. Em setembro de 2025, dados apontados pelo MEC indicaram que aproximadamente 80% dos estudantes relataram maior atenção e menos distrações com o uso restrito de celulares, sobretudo em sala de aula. Além disso, gestores escolares em diversas regiões relataram maior engajamento dos alunos nas atividades presenciais e a percepção de que o ambiente de convivência, especialmente durante recreios e intervalos, tornou-se mais propício à interação direta entre os estudantes, em vez de tempo isolado em frente às telas. Essas mudanças refletem parte dos objetivos da lei, que buscou não apenas melhorar o rendimento acadêmico, mas também fortalecer as relações interpessoais no ambiente escolar.

    Os primeiros indicadores sobre desempenho acadêmico ainda são preliminares e não permitem conclusões definitivas. Pesquisas sobre o tema, incluindo revisões internacionais sobre políticas semelhantes, apontam que medidas de restrição ao uso de celulares podem ter impacto moderado e positivo no desempenho escolar, embora as variáveis sejam múltiplas e dependam de como as escolas integrem a tecnologia de forma pedagógica quando autorizada. Por outro lado, a aplicação da lei encontrou desafios práticos. A implementação uniforme ainda varia entre estados e municípios, e algumas escolas relataram dificuldades em monitorar, de forma consistente, a proibição do uso durante recreios e intervalos, além de debates sobre as exceções previstas na lei, como o uso para acessibilidade ou fins pedagógicos. Em São Paulo e em outras regiões, redes de ensino definiram regras complementares para orientar alunos e famílias sobre quando os dispositivos podem ser utilizados e como garantir que esses usos específicos não comprometam o objetivo geral da norma.

    O balanço inicial sugere que a Lei 15.100/2025 alcançou parte de seus objetivos ao reduzir distrações e promover um ambiente de maior atenção nas salas de aula, ao mesmo tempo em que impulsiona debates sobre como equilibrar a proteção à saúde mental e ao foco escolar com a preparação dos estudantes para um mundo cada vez mais tecnológico. O desafio nos próximos anos será obter dados quantitativos mais robustos, consolidar boas práticas de ensino digital e aperfeiçoar a implementação nas escolas, de forma que o uso da tecnologia complemente, em vez de competir com os propósitos educativos.

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Crédito da imagem: Imagem gerada por IA (Gemini) 

  • Um ano de gestão, novos horizontes: Renata Sene e a força de uma liderança que inspira

    Um ano de gestão, novos horizontes: Renata Sene e a força de uma liderança que inspira

    À frente da Fundação Republicana Brasileira, presidente fortalece agendas históricas, amplia conexões e projeta a instituição no cenário internacional

     

    Brasília/DF – Tudo começa com um propósito. E foi com esse espírito que, na manhã do dia 25 de fevereiro de 2025, teve início um novo capítulo na história da Fundação Republicana Brasileira (FRB). Naquele momento, o que havia sido planejado e aguardado por muitos tornava-se realidade: Renata Sene assumia oficialmente a presidência da instituição.

    Era a chegada da sétima presidente da Fundação e apenas a segunda mulher a ocupar o cargo, marcando a continuidade de um ciclo pautado por inovação, transformação e fortalecimento institucional. Mais do que uma mudança de gestão, iniciava-se uma nova fase, com impacto não apenas para os colaboradores, mas para todos os cidadãos alcançados pelas ações da FRB.

    Desde o primeiro dia, Renata trouxe consigo uma visão clara: era preciso ampliar o alcance da Fundação, fortalecer suas entregas e mostrar, ainda mais, o propósito e a relevância do trabalho desenvolvido. Com esse direcionamento, a equipe abraçou o desafio. Mudanças foram implementadas, processos foram atualizados e, sobretudo, consolidou-se uma nova mentalidade institucional, que permitiu transformar planejamento em resultados concretos.

    Ao longo deste primeiro ano, a FRB alcançou feitos históricos. Espaços antes considerados distantes tornaram-se realidade. Com habilidade de articulação, visão estratégica, empatia e o apoio de uma equipe comprometida, a presidente conduziu a Fundação a novos patamares, ampliando sua presença e relevância nos cenários nacional e internacional.

    A liderança de Renata Sene é marcada pela valorização das pessoas e pela construção coletiva. Sua forma de conduzir inspira confiança, incentiva o desenvolvimento e fortalece o espírito de equipe. Com simplicidade, proximidade e firmeza de propósito, consolidou uma cultura baseada na verdade, no respeito e no compromisso com resultados que impactam positivamente a sociedade.

    Esse primeiro ano também reforça o caráter singular da FRB: a primeira e única fundação partidária da América Latina que mantém uma faculdade reconhecida oficialmente pelo sistema educacional brasileiro. Como presidente da instituição mantenedora, Renata tem fortalecido o compromisso com a formação cidadã e a qualificação de lideranças.

    Expansão nacional e protagonismo internacional

    Com poucos meses de gestão, a Fundação já operava em ritmo intenso. Entre maio e novembro, percorreu o país com o programa FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança, realizado em formato presencial e on-line, promovendo capacitação e fortalecendo lideranças em diversas regiões.

    Em junho, a FRB passou a integrar importantes espaços internacionais. Renata Sene participou como palestrante da 24ª Conferência Anual do Observatório Internacional da Democracia Participativa, em Córdoba, na Argentina, abordando o tema “Governança Metropolitana e Cooperação

    Federativa”. Em seguida, representou a instituição no Pan American Freedom Forum, em Orlando, um dos mais relevantes encontros sobre democracia e desenvolvimento nas Américas.

    O reconhecimento internacional se consolidou com o convite para representar o Brasil no 8º Fórum de Governos Locais e Regionais, realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A participação marcou um feito inédito: a FRB tornou-se a única fundação partidária brasileira presente nessa agenda global, dedicada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs).

    Inovação, qualificação e fortalecimento institucional

    A gestão também foi marcada por iniciativas estruturantes, como:

    • Implantação do programa de Onboarding para colaboradores do Complexo Republicanos;
    • Participação no Encontro Nacional do Mulheres Republicanas;
    • Realização de debates e rodas de conversa sobre políticas públicas e gestão;
    • Atuação na Marcha dos Prefeitos, com atendimento direto a gestores municipais na sede da FRB, em Brasília;
    • Relançamento do CAM como Centro de Inovação Municipal (CIM);
    • Participação ativa no Congresso Nacional do Jovens Republicanos;
    • Lançamento dos Cursos Livres da FRB, com certificação da Faculdade Republicana.

    A Fundação também ampliou sua presença institucional em eventos relevantes, como o Simpósio Internacional sobre Inteligência Artificial e Democracia, fortalecendo o debate sobre inovação e futuro das políticas públicas.

    Outro marco foi a celebração de convênio internacional com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, ampliando as oportunidades de intercâmbio acadêmico e institucional.

    Ainda em 2025, durante a COP 30, no Pará, Renata apresentou o Caderno de Boas Práticas em Políticas Públicas, uma publicação inédita voltada ao fortalecimento da gestão municipal e à preparação das cidades para os desafios climáticos.

    O reconhecimento desse trabalho veio por meio de homenagens, moções e manifestações institucionais, refletindo o impacto positivo da gestão.

    Para completar esse ciclo com projeção internacional, a presidente participou do United Freedom Forum 2026, em Roma, levando ao mundo a experiência da FRB e fortalecendo conexões que ampliam oportunidades de cooperação.

    Uma trajetória que explica o presente e projeta o futuro

    Assistente social por vocação e gestora por escolha, Renata Sene construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com as pessoas e pela transformação social. Natural de Francisco Morato (SP), foi eleita prefeita por dois mandatos, alcançando 86,9% dos votos em sua reeleição, um reconhecimento expressivo de sua gestão.

    Sua atuação é reconhecida pelo foco na inclusão social, sustentabilidade e desenvolvimento regional, características que hoje também orientam sua liderança na Fundação.

    Durante a elaboração desta retrospectiva, colegas e parceiros destacaram características que definem sua essência: responsabilidade, simplicidade, sensibilidade e paixão pelo que faz. Uma liderança que transforma desafios em oportunidades e inspira aqueles que caminham ao seu lado.

    Um ano que marca o início de um legado

    Ao completar seu primeiro ano à frente da Fundação Republicana Brasileira, Renata Sene consolida uma gestão marcada por expansão, inovação e impacto real. Sua atuação fortalece o compromisso com a formação cidadã, a qualificação de lideranças e o desenvolvimento de uma política mais preparada para os desafios contemporâneos.

    Mais do que resultados institucionais, este primeiro ano revela a construção de um legado: o de uma liderança que acredita nas pessoas, valoriza o conhecimento e trabalha, todos os dias, para transformar o presente e preparar o futuro.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Fotos: Carlos Gonzaga – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

  • FRB acompanha Audiências Públicas do TSE 2026 e reforça compromisso com a democracia

    FRB acompanha Audiências Públicas do TSE 2026 e reforça compromisso com a democracia

    NEP acompanha debates sobre as resoluções das eleições de 2026 e destaca a importância de regras mais claras, seguras e alinhadas aos desafios do ambiente digital

    Brasília/DF – A Fundação Republicana Brasileira (FRB), por meio de seu Núcleo de Estudos e Pesquisa (NEP), participou dos três dias de Audiências Públicas promovidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizadas de 3 a 5 de fevereiro, para discutir as resoluções que irão nortear as eleições de 2026.

    As audiências são etapas fundamentais no processo de construção e atualização das normas eleitorais. Nesse espaço, representantes da sociedade civil, partidos políticos, especialistas e instituições apresentaram sugestões e contribuições às minutas das resoluções que tratam de temas como propaganda eleitoral, prestação de contas, uso de tecnologias, enfrentamento à desinformação e regras para o ambiente digital.

    Representando a FRB, o cientista político Pedro Mendes esteve presente nos três dias de debates técnicos. Segundo ele, a participação da Fundação reforça o papel institucional da entidade na defesa da democracia e na qualificação do debate público.

    “A participação da Fundação Republicana Brasileira em eventos como esse reforça seu compromisso com o fortalecimento da democracia e da participação cidadã. As audiências públicas do TSE são espaços fundamentais de escuta e construção coletiva das regras eleitorais, e estar presente significa contribuir para normas mais transparentes, legítimas e conectadas com a realidade do país. Além disso, a FRB ajuda a aproximar esse debate técnico da sociedade, estimulando o engajamento cívico informado.”

    De acordo com as informações apresentadas pelo próprio TSE, as audiências têm como objetivo garantir maior segurança jurídica, atualizar procedimentos e ampliar a transparência do processo.

    Pedro Mendes destacou que o debate não aponta necessariamente para um endurecimento das regras, mas para maior clareza e precisão das normas:

    “Os três dias de audiências indicam que o TSE está atento às transformações do processo eleitoral, especialmente no ambiente digital. Não se trata necessariamente de regras mais rígidas, mas de regras mais claras, atualizadas e precisas. O foco é reduzir incertezas e dar mais previsibilidade ao processo eleitoral.”

    A presença do NEP nas audiências reafirma a missão da FRB de acompanhar, estudar e contribuir tecnicamente com os principais debates institucionais do país. Mais do que observar, a Fundação busca atuar de forma assertiva, fortalecendo a democracia e incentivando a participação cidadã qualificada.

    Em um cenário eleitoral cada vez mais complexo e digital, iniciativas como essa demonstram que o diálogo entre instituições e sociedade é essencial para a realização de eleições transparentes, seguras e alinhadas às demandas do país.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Carlos Gonzaga – Ascom FRB

  • FRB contribui para o fortalecimento da gestão municipal em evento do RenovaBR sobre eleições 2026

    FRB contribui para o fortalecimento da gestão municipal em evento do RenovaBR sobre eleições 2026

    Encontro capacitou lideranças municipais de diversas regiões do país para os desafios do próximo ciclo eleitoral

    São Paulo/SP – Em ano eleitoral, são muitos os questionamentos enfrentados por aqueles que pretendem participar do pleito. Para evitar equívocos que possam comprometer uma campanha e garantir uma atuação responsável, é fundamental manter-se atualizado. Com esse propósito, o RenovaBR, em parceria com a Escola de Governo da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizou o evento “Gestão Municipal e Eleições 2026: Equilíbrio Político-Institucional em Mandatos Locais”, nos dias 6 e 7 de fevereiro, na cidade de São Paulo.

    O encontro teve como objetivo capacitar as lideranças municipais para os desafios da gestão pública, considerando a proximidade do ciclo eleitoral 2026. O treinamento reuniu representantes do Poder Legislativo e do Executivo de diversas regiões do país e marcou a etapa presencial final do programa, que teve início em 2025, em formato virtual.

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) participou de um dos painéis do evento, representada pela coordenadora da Subseção no Pará, Renata Hage. Durante sua participação, abordou temas relacionados à democracia e ao fortalecimento institucional, destacando a missão da Fundação como braço educacional e formador:

    “A Fundação atua na formação política, na produção de conhecimento e na qualificação de quadros, sempre pautada nos valores republicanos. Embora seja uma fundação partidária, seu alcance formativo é suprapartidário, voltado ao preparo técnico, ético e democrático de agentes políticos e cidadãos”, enfatizou.

    Renata Hage também ressaltou que o fortalecimento das instituições e a sustentação dos mandatos locais exige reflexão técnica, prática institucional e uma escuta ativa da população.

    “Fortalecer mandatos e instituições passa, necessariamente, pela capacitação de pessoas que saibam ler seus territórios, praticar a escuta ativa e compreender as reais demandas da população. Esse processo reduz a distância entre o cidadão e as instituições, contribui para a consolidação de políticas públicas de médio e longo prazo e atua diretamente no combate à desinformação e à radicalização”, afirmou.

    O cientista político da FRB, Pedro Mendes, destacou que a participação da Fundação em debates sobre gestão pública municipal e eleições reafirma seu compromisso com a qualificação do debate público e o fortalecimento da democracia no âmbito local.

    “A participação da Fundação Republicana Brasileira em um evento desse porte é extremamente relevante, pois evidencia sua disposição em dialogar com diferentes organizações e perspectivas, nos âmbitos nacional e internacional, ampliando a troca de experiências e a incorporação de boas práticas que fortalecem a atuação de gestores públicos e lideranças políticas no Brasil”, afirmou.

    A formação buscou fortalecer as capacidades técnicas e políticas de prefeitos, vereadores, secretários e outras lideranças locais, promovendo reflexões sobre como conciliar a condução da administração pública com as pressões e dinâmicas do cenário político-eleitoral. Ao longo da programação, foram discutidos temas como governança municipal, articulação institucional, planejamento de políticas públicas e tomada de decisão em ambientes de alta complexidade.

    Mais uma vez, a FRB reafirma seu compromisso com o fortalecimento da gestão pública, conforme já demonstra em iniciativas como o Centro de Inovação Municipal (CIM), que atua junto aos municípios promovendo o aprimoramento de gestão e a conexão com soluções que funcionam. O objetivo é gerar impacto real na vida das pessoas, por meio do fortalecimento dos mandatos locais, do equilíbrio político-institucional e da qualificação da gestão pública no ciclo eleitoral.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: RenovaBR

  • Do local ao global: FRB leva a experiência brasileira ao United Freedom Forum 2026

    Do local ao global: FRB leva a experiência brasileira ao United Freedom Forum 2026

    Em Roma, Fundação Republicana Brasileira reafirma seu compromisso com a democracia, a formação política e o fortalecimento das cidades

    Roma/IT – Nos dias 6 e 7 de fevereiro, Roma foi palco de um dos mais relevantes encontros internacionais sobre democracia, liberdade e cooperação entre nações: o United Freedom Forum 2026  (UFF). Representantes do Brasil e da Europa se reuniram para debater caminhos para democracias mais sólidas, políticas públicas mais eficientes e uma atuação institucional conectada com as reais necessidades da sociedade.

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) participou ativamente dos dois dias de programação, levando ao debate internacional sua experiência em formação política, qualificação de gestores, produção de conhecimento e fortalecimento institucional, pilares que orientam a atuação da Fundação em todo o país.

    Para a presidente da FRB, Renata Sene, a participação no fórum reforça uma convicção central da Fundação: política pública precisa considerar a realidade de cada território.

    “Participamos de um fórum onde se discute democracia, liberdade, cooperação internacional e o futuro das cidades. Trago sempre minha experiência em Francisco Morato, em São Paulo, para lembrar que política pública não pode ser genérica. Não é qualquer projeto que serve para qualquer território”, destacou.

    Renata participou de um painel onde discutia a importância da participação da mulher na política e ressaltou que essa representatividade precisa ir além da resistência e avançar para a ocupação qualificada de posições estratégicas.

    “Garantir a participação das mulheres na política é essencial. Não apenas resistindo, mas ocupando espaços e decidindo. Governar é construir pontes e fazer com que elas cheguem até quem mais precisa.”

    Durante o evento, a FRB apresentou suas estratégias de atuação junto a parlamentares, gestores e lideranças, além de dialogar com pares internacionais sobre temas como governança e experiências do Parlamento Europeu.

    “A Fundação se posicionou, foi consistente e apresentou estratégias. É motivo de orgulho. Estar atenta às mesas globais é fundamental para que nossos municípios sejam mais atuantes e eficientes na política pública. Do local para o global: esse é o compromisso da Fundação Republicana Brasileira”, afirmou a presidente.

    A Faculdade Republicana também teve participação de destaque no UFF 2026. Para o diretor-geral da instituição, Valdir Pucci, o evento reforçou o papel do conhecimento como instrumento essencial para a sustentação democrática.

    “Discutimos como fazer com que as democracias continuem sólidas em todo o mundo. Foi um debate riquíssimo, no qual a Faculdade demonstrou que conhecimento é poder: poder para sustentar a democracia e fortalecer a participação.”

    Segundo Pucci, a presença internacional amplia o alcance da Faculdade Republicana e fortalece sua missão acadêmica.

    “Essa participação permite internacionalizar a Faculdade e levar o conhecimento produzido no mundo para os alunos no Brasil, conectando teoria, prática e realidade institucional.”

    No segundo dia do fórum, o Painel de Boas Práticas na Gestão Pública contou com a participação do professor Fábio Vidal, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) da FRB. O debate trouxe reflexões sobre diferentes modelos de gestão e a importância da troca de experiências entre países.

    “Foi uma experiência enriquecedora. A realidade de Roma é muito diferente da do Brasil, e essa troca de ideias contribui diretamente para nossa atuação no Centro de Inovação Municipal (CIM) e para o fortalecimento das políticas públicas em nível local”, explicou.

    Para Vidal, o diálogo internacional amplia horizontes e qualifica a atuação da Fundação nos municípios brasileiros.

    O líder do Conselho Curador da FRB e secretário nacional do Jovens Republicanos, Wallacy Rocha, destacou no evento o papel estratégico das fundações partidárias no processo democrático e que o investimento em formação é essencial para qualificar o debate público.

    “A democracia não se resume às eleições. Os partidos políticos são pontes entre a sociedade e as instituições, e as fundações partidárias são a base desse processo, atuando na formação, na educação política e na pesquisa.”

    “Sem formação, o debate empobrece, o processo se radicaliza e, onde deveria haver construção, surge apenas disputa de poder. A atuação das fundações é fundamental para fortalecer a democracia.”

    Ao longo dos dois dias, o United Freedom Forum 2026 promoveu diálogos sobre comunicação política, juventude, liderança feminina, economia e cooperação internacional, reunindo diferentes perspectivas e experiências, como: Eva Dohalova, presidente da União Internacional dos Jovens Democratas (IYDU), e de Maicol Pizzicotti Busilacchi, da The Foundation for European Conservatism e secretário internacional da Gioventù Nazionale (Fratelli d’Italia), Alberto Di Benedetto – Redes Sociais Gerente Fratelli d’Italia, Nora Junco García, parlamentar do Parlamento Europeu pela Espanha, deputados federais do Republicanos: Gilberto Abramo/MG, Maria Rosa/SP, Márcio Marinho/BA.

    Para a Fundação Republicana Brasileira, a participação no encontro reafirma seu propósito: formar cidadãos, qualificar lideranças e fortalecer instituições, levando o conhecimento produzido globalmente para a realidade local.

    Mais do que presença internacional, a FRB segue conectando ideias, construindo pontes e transformando o debate político em ações concretas que impactam a vida das pessoas, no Brasil e além das fronteiras.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

    Fotos: Equipe do evento

  • Retorno estratégico do Congresso Nacional em ano eleitoral – Conjuntura Republicana Ed. nº 245

    Retorno estratégico do Congresso Nacional em ano eleitoral – Conjuntura Republicana Ed. nº 245

    O retorno dos trabalhos do Congresso Nacional em 2026 ocorre sob forte pressão do calendário eleitoral e de um período legislativo significativamente encurtado, o que impõe limites objetivos à capacidade deliberativa ao longo do ano.

    Nesse contexto, a agenda legislativa tem sido organizada em torno de pautas com alto potencial de consenso ou forte apelo popular, capazes de gerar entregas concretas sem produzir desgastes excessivos.

    A segurança pública emerge como um dos eixos centrais dessa estratégia política. A priorização da PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), defendida pelo Executivo e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), articulada em paralelo ao avanço do PL Antifacção (PL 5.582/2025), evidencia um movimento de coordenação institucional voltado à sinalização de resposta às críticas recorrentes à atuação governamental na área, além de dialogar diretamente com uma das principais preocupações do eleitorado.

    Na agenda econômica, o Acordo Mercosul–União Europeia ocupa posição de destaque. Tratado como prioridade máxima, o texto reúne alinhamento entre governo e oposição, o que facilita sua tramitação acelerada e reduz custos políticos em ano eleitoral. A estratégia é garantir sua ratificação antes de possíveis entraves jurídicos no Parlamento Europeu.

    O fim da escala 6×1 também desponta como uma das pautas estratégicas mais sensíveis. Com elevado apoio popular, a proposta é vista como possível ativo eleitoral. Contudo, sua tramitação é marcada pela disputa de autoria e pela tentativa de diluir os dividendos políticos entre Executivo e Congresso.

    Além disso, medidas como a aprovação da Medida Provisória do programa Gás do Povo, votada pela Câmara e referendada pelo Senado logo na retomada dos trabalhos, reforçam a lógica de entregas rápidas com alta visibilidade social.

    Esse arranjo pode contribuir para a recomposição da imagem institucional do Congresso, desgastada após sucessivos embates em 2025, ao custo da postergação de debates estruturais mais sensíveis.

  • Política migratória dos EUA gera repercussões internacionais – Conjuntura Republicana Ed. nº 245

    Política migratória dos EUA gera repercussões internacionais – Conjuntura Republicana Ed. nº 245

    O endurecimento da política migratória dos Estados Unidos tem intensificado tensões internas e provocado repercussões no cenário internacional A ampliação das operações do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (U.S. Immigration and Customs Enforcement – ICE), como a Operation Metro Surge, resultou no aumento de detenções e deportações, desencadeando ampla mobilização social e política.

    O cenário tem alimentado o debate entre segurança pública e garantia de direitos humanos, com registros de protestos em diversas cidades e confrontos em Minneapolis. Governos locais, instâncias do Judiciário e organismos internacionais passaram a criticar a postura mais rígida adotada pelo ICE, apontando possíveis violações humanitárias e legais, incluindo remoções aceleradas de imigrantes sem a devida judicialização.

    No plano global, a intensificação das medidas migratórias norte-americanas reacende discussões sobre soberania nacional, cooperação internacional e proteção de refugiados. Esse movimento tende a influenciar políticas migratórias em outras regiões e a desafiar a eficácia dos mecanismos multilaterais na mitigação de tensões e na promoção de soluções que conciliem segurança, direitos humanos e a gestão dos fluxos migratórios.