No dia 4 de outubro de 2026, aproximadamente daqui a um ano, milhões de brasileiros exercerão aquele que é o direito mais importante em uma democracia: o direito ao voto. Nesse momento, cada cidadão terá a oportunidade de escolher os novos representantes que ocuparão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual
Independentemente do cargo em disputa, cada voto depositado carrega sonhos e esperanças de um povo que há muito tempo se mostra cansado de falsas promessas vindas da classe política (com as devidas e justas exceções). Na percepção da população, os representantes vivem, muitas vezes, distantes da realidade enfrentada pela maioria dos cidadãos. Essa constatação exige dos postulantes uma nova abordagem e uma estratégia eleitoral mais sensível às demandas da sociedade.
Os processos eleitorais são cíclicos, não apenas pela sua periodicidade, mas porque, a cada eleição, as motivações do voto se transformam. Essas mudanças são influenciadas pela conjuntura política, econômica, social e cultural de cada momento. Para confirmar essa premissa, basta observar as eleições gerais realizadas desde 2014. Pesquisas quantitativas e qualitativas apontam que o principal desafio dos candidatos em 2026 será provar ao eleitor que são capazes de entregar resultados concretos, que melhorem a vida das pessoas que desejam representar.
Mesmo quando se trata da defesa de ideias ou de um posicionamento ideológico, a capacidade de realizar entregas efetivas nunca foi tão determinante. Hoje, a ideologia política exerce um peso significativo na decisão do voto, mas o eleitor busca, acima de tudo, coerência e credibilidade.
E o que tudo isso significa, na prática? Significa que cada dia que antecede a eleição deve ser aproveitado desde já para que os candidatos aprofundem o conhecimento sobre seu eleitorado. É essencial compreender, de forma aprofundada, as principais aspirações, demandas e expectativas do público-alvo, a fim de construir um planejamento estratégico consistente, capaz de projetar uma imagem autêntica e representativa.
A regra é clara: o eleitor tende a votar por afinidade e por reconhecer no candidato alguém com quem se identifica. Criar vínculos e construir uma relação de confiança leva tempo. Aqueles que já iniciaram um trabalho consistente de fortalecimento de imagem e reputação têm vantagem competitiva em relação aos adversários. Em muitos casos, alcançar esse nível de conexão leva uma vida inteira, por isso, quem pretende disputar as próximas eleições deve iniciar o quanto antes um processo estruturado de planejamento, comunicação e construção de credibilidade rumo à vitória.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Fundação Republicana Brasileira (FRB).
Texto: Gilmar Arruda – Estrategista de Marketing Político e Eleitoral e Especialista em Comunicação Política