Categoria: Notícias

  • Meninas SuperCientistas estimula carreira científica entre alunas

    Estão abertas, até a próxima quarta-feira (12), as inscrições para a segunda edição do Meninas SuperCientistas, evento que tem como finalidade despertar a curiosidade de estudantes mulheres pela ciência.

    Organizadas por professoras e alunas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as atividades serão realizadas durante todo o mês de março, sempre aos sábados, e terminam no dia 4 de abril.

    A programação incluirá palestras, oficinas e exercícios práticos, dentro e fora das dependências da Unicamp. Entre as atividades externas, destaca-se uma visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), base do acelerador de partículas Sirius, considerado uma das mais complexas estruturas científicas já arquitetada no país.

    Para se inscrever, é necessário cumprir alguns pré-requisitos: ser do gênero feminino, estar cursando entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ter disponibilidade para comparecer a todos os dias do evento e autorização de um responsável. O formulário está disponível em página da Unicamp.

    A organização também está recebendo inscrições de mulheres que queiram participar como monitoras das adolescentes. Exige-se que a interessada possa estar presente em todos os dias do evento. Além disso, a idade mínima estabelecida para a função é de 18 anos.

    Estímulo

    A idealizadora do evento, Marcela Medicina Ferreira, se lembra bem do entusiasmo que sentiu de imediato, ao conhecer o projeto Meninas com Ciência, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciado em 2016. A alegria de ver tantas cientistas terem amplo reconhecimento fez surgir a centelha que a encorajou a replicar a ideia na instituição onde ela mesma estudava.

    A emoção foi também relatada por meninas que estiveram na primeira edição organizada por ela. Segundo Marcela, ao final do evento, a organização pediu às jovens que comentassem como aquilo havia afetado suas vidas e muitas delas afirmaram que estavam se sentindo muito motivadas, porque na escola aprendiam somente sobre as descobertas de cientistas homens.

    Ela conta que até hoje observa o poder mobilizador reverberando nas garotas, que escrevem coisas como “daqui a alguns anos, sou eu aí!” quando posta fotos dela no ambiente acadêmico. “Ver esse exemplo de várias mulheres com pesquisas legais ou à frente de projetos que não imaginariam foi uma coisa transformadora. Algumas meninas, de escolas públicas, não conheciam a Unicamp. Praticamente nenhuma tinha entrado numa universidade”, acrescenta Marcela, que cursa bacharelado em matemática aplicada na Unicamp.

    Marcela pontua que o perfil do público do evento também não foi feito ao acaso. Ela diz que há diversos estudos que comprovam que é em determinada faixa etária que adultos começam a tentar convencer as meninas de que devem seguir determinadas carreiras e de que o melhor é que desistam de áreas tidas como masculinas. “Ou as pessoas falam para não irem para essas áreas, ou já não têm ninguém as incentivando a buscar experiências desse tipo”, emenda.

    Comunidade acadêmica da Unicamp

    De acordo com o Anuário Estatístico 2019 da Unicamp, 83.697 pessoas concorreram a vagas de cursos de graduação oferecidos pela instituição, em 2018. A maioria (76.327) tentou ingressar por meio do vestibular. Desse total, 42.663 eram do gênero feminino e 33.664, do gênero masculino.

    As mulheres também predominaram em relação às vagas reservadas para ingresso pelo Enem. No total, 10.679 concorreram às vagas dessa categoria, ante 7.298 homens.

    De 2009 a 2018, a participação de mulheres no vestibular cresceu mais do que a de homens, dobrou no período, conforme mostra o Anuário Estatístico 2018 . O grupo passou de 22.848 para 46.919 candidatas. A Unicamp registra também que, em 2018, tinha 1.865 docentes ativos, sendo 1.192 homens e 673 mulheres.

    Fonte: Agência Brasil

  • Pré-candidatos: saibam como registrar suas candidaturas nas Eleições 2020

    Brasília (DF) – Candidatos que submeterão seus nomes ao crivo dos eleitores nas Eleições 2020 deverão ter suas candidaturas registradas somente pelos partidos políticos. É o que define a Resolução nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece os critérios para o pleito em que serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios.

    A norma limita a formação de coligações de legendas às candidaturas para cargos majoritários, ou seja, para prefeito e vice-prefeito. A resolução também fixa o dia 20 de julho a 5 de agosto o período para a realização das convenções partidárias de escolha dos candidatos, bem como dispõe sobre as regras para a organização das convenções e para a elaboração de suas respectivas atas.

    Quem pode ser candidato

    Ter nacionalidade brasileira, estar em pleno exercício dos direitos políticos, em dias com o alistamento e o domicílio na respectiva circunscrição eleitoral há pelo menos seis meses, a filiação partidária por igual período de tempo. Candidaturas avulsas são expressamente vedadas e a idade mínima estabelecida para o cargo eletivo são as condições de elegibilidade apontadas pela resolução. Por se tratar de eleição municipal, a idade mínima constitucional para a elegibilidade de vereador é de 18 anos, vice-prefeito e prefeito 21 anos.

    Ainda de acordo com a resolução, cada partido poderá apresentar um candidato a prefeito e um a vice-prefeito, e candidatos a vereador no limite de uma vez e meia o número de assentos disponíveis na câmara de vereadores.

    Quanto ao pedido de registro de candidatura devem ser apresentados pelos partidos políticos aos respectivos juízes eleitorais até as 23h59 do dia 14 de agosto, pela internet, ou até as 19h do dia 15, no caso de documentos físicos. Caso os partidos não solicitem o registro de candidatura, o próprio candidato, desde que escolhido em convenção, poderá pessoalmente solicitá-lo até o dia 20 de agosto.

    São documentos para que a Justiça Eleitoral julgue o pedido de registro de candidatura, o Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (Drap), que é o documento que atesta a realização da convenção partidária e a escolha de um determinado candidato. Além do Drap, também devem ser apresentados o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) e o Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI). Documentos esses gerados pelo Sistema de Registro de Candidaturas (CandEx) da Justiça Eleitoral. Para ter validade, esses documentos precisam ser assinados pelo respectivo dirigente partidário com jurisdição no município.

    Junto do Requerimento de Registro de Candidatura, o candidato ainda deve apresentar a sua declaração de bens, a cópia de seu documento de identificação, certidões criminais para fins eleitorais, prova de alfabetização e de desincompatibilização de cargo ou função pública, se a candidatura for majoritária, precisa apresentar as propostas que defende.

    Nesse momento, o candidato a vereador também escolhe o número e o nome pelo qual quer ser identificado na urna eletrônica. Esse nome poderá ser o seu nome de registro civil ou parte dele, ou ainda um apelido, desde que não estabeleça dúvida sobre a sua identidade e não seja ofensivo, ridículo ou irreverente. A foto que o identificará na urna eletrônica também deverá ser apresentada. Nessa fotografia, ele poderá usar indumentária ou pintura corporal étnica ou religiosa, mas não poderá usar acessórios ou adornos, com exceção dos necessários às pessoas com deficiência.

    Texto: Agência Republicana de Comunicação (Arco), com informações do TSE

  • Política 4.0 movimenta debate na Faculdade Republicana

    Evento reuniu estudantes e comunidade para discutir temas atuais do ramo

    Brasília (DF) – Na última quarta-feira, 5, a Faculdade Republicana promoveu no auditório de sua sede a aula-debate Política 4.0 – Desafios para a Democracia no Brasil e no Mundo, comandada por Leonardo Barreto, diretor da instituição e doutor em Ciência Política, e por Yuri Achcar, jornalista da TV Record.

    O encontro levantou diversos temas acerca de digitalização, defesa da democracia, liberdade de expressão e modernização dos processos do âmbito político. Os mediadores provocaram a discussão com os participantes ao destacarem a nova realidade de inclusão de adventos tecnológicos dentro do Congresso, por exemplo, ao exibir uma imagem que registrou parlamentares portando smartphones para gravar, fotografar, acessar notícias e redes sociais durante uma sessão no plenário.

    “Será que nossos representantes não estão demasiadamente preocupados com suas próprias imagens ou mais interessados em expor em primeira mão as polêmicas de seus meios apenas para se autopromoverem?”, questionou Barreto, que teve sua contestação respondida pelo colega de palco quando convidou os presentes a refletirem se também não haveria vantagens em usufruir o acesso à internet e se de certa forma os congressistas não estariam sendo forçados a se manterem atualizados e informados como nunca antes visto na história da política mundial.

    Para o aposentado Luiz Maranhão, “o tema é altamente relevante e de interesse geral porque o jornalismo político é atualmente a pauta mais importante no Brasil e no mundo”.

    A Faculdade Republicana é mantida pela Fundação Republicana Brasileira (FRB), é a primeira instituição de ensino superior criada com subsídio de fundo eleitoral no país e oferece graduação em Ciência Política, além de cursos de pós-graduação em Análise & Marketing Político, Assessoria Parlamentar, Direito Constitucional, Direito Eleitoral, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos e Inovação e Gestão Pública e Compliance.

    Por Ellen Fernandes – Ascom FRB
    Fotos: Carlos Gonzaga – Ascom FRB

  • FRB realizará seu primeiro Curso de Política presencial de 2020

    Paraibanos serão os primeiros contemplados com a primeira edição do curso

    (João Pessoa – PB) – No próximo sábado,8, o mestre em Ciência Política Valdir Pucci conduzirá o Curso de Política presencial da Fundação Republicana Brasileira (FRB) no SESC Cabo Branco, localizado na capital paraibana, durante o período da manhã.

    A FRB oferece a formação gratuitamente para a população, que dá direito a certificado extracurricular. A inscrição pode ser realizada por meio da plataforma EaD da instituição.

     

     

     

     

     

    Serviço:

    • Curso de Política

    Data: 8/2/2020
    Horário: 9h
    Endereço: SESC Cabo Branco – Av. Cabo Branco, 2.788 – João Pessoa-PB

     

    Por Mazé Rodrigues
    Arte: Agência IV5

  • 2020: o ano do Republicanos

    Olá, republicanos de todo Brasil:

    Recomeça o ano legislativo no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e câmaras municipais com desafios ainda maiores do que aqueles que enfrentamos em 2019. Nós, do Republicanos, seguimos firmes na luta pelas reformas que o País precisa, sobretudo as mudanças no nosso sistema tributário. É preciso simplificar e reduzir impostos sobre quem produz e gera emprego no Brasil. Só assim vamos avançar e prosperar.

    Também teremos neste ano as eleições municipais. Pela primeira vez vamos experimentar a disputa proporcional (para vereadores) sem coligações entre os partidos. Ou seja, será cada um por si. Essa medida foi uma das mudanças na minirreforma eleitoral de 2017, e ela tende a diminuir o número de legendas nas composições das câmaras municipais.

    Alerto nossos presidentes estaduais e municipais do Republicanos para duas coisas: a janela partidária para que os vereadores com mandato possam mudar de partido, que vai do dia 5 de março a 3 de abril, e o fim do prazo para filiações gerais, que será dia 4 de abril, portanto, seis meses antes das eleições. Muito cuidado e atenção com essas duas datas.

    Diante disso, os próximos dois meses serão de intensas negociações para que possamos compor o melhor time em cada cidade. Peço atenção especial às cidades acima de 200 mil eleitores, ou seja, aquelas onde pode haver segundo turno. Uma resolução publicada pela Executiva Nacional do Republicanos determina que nestes municípios tenhamos, preferencialmente, candidaturas a prefeito(a).

    Essas eventuais candidaturas precisam ter alguma viabilidade eleitoral. Não vamos lançar candidato por lançar. É preciso avaliar a estratégia por trás dela ainda que seja com a perspectiva para eleições futuras, de 2022 (deputados e senadores) e 2024 (novamente prefeitos e vereadores). Essa decisão será tomada pelas executivas estaduais sob supervisão da Nacional.

    Não custa lembrar que precisamos manter e ampliar a representatividade do Republicanos em todo Brasil. Quero que vocês tenham em mente a importância deste momento, pois uma decisão errada pode comprometer os resultados do futuro. Mais do que números, precisamos de qualidade. Mais do que simplesmente eleger pessoas, devemos manter acesa a chama do espírito público que há dentro de nós.

    Vamos à luta.

    Boa semana.

    Marcos Pereira
    Presidente Nacional do Republicanos
    Vice-Presidente da Câmara dos Deputados

    Site: www.marcospereira.com
    Twitter: twitter.com/marcospereira04
    Instagram: http://instagram.com/marcospereira1010
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  • Inep divulga hoje as notas do Enem

    Hoje (17), os quase 4 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 poderão consultar os resultados das provas. Os estudantes terão acesso à nota da redação e à pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

    As notas estarão disponíveis na Página do Participante e no aplicativo do Enem. É preciso fazer o login com o CPF e a senha cadastrada. Quem esqueceu a senha, pode recuperá-la pelo próprio sistema. Saiba como recuperar a senha.

    Agora os estudantes terão acesso apenas à nota que obtiveram na redação. O espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos, será divulgado em março, 60 dias após a divulgação do resultado individual. As notam não cabem recurso.

    Os chamados treineiros, aqueles que fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos, terão que esperar mais um pouco, as notas desses participantes serão divulgadas também em março. Esses candidatos não poderão usar o Enem para concorrer a vagas no ensino superior pelos programas federais.

    Correção das provas

    O exame é composto por quatro provas objetivas, totalizando 180 questões, e uma redação. As questões objetivas são corrigidas pela chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

    Pela TRI, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e também de acordo com o desempenho de cada estudante na prova.

    Já a nota da redação varia de 0 a 1 mil. Cada redação é corrigida por duas pessoas, que dão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

    Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passa por um terceiro avaliador.

    Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação é avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

    As cinco competências avaliadas na redação do Enem são:

    1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

    2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

    3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

    4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

    5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

    Ensino superior

    Com os resultados, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

    O primeiro processo que terá as inscrições abertas é o Sisu. Para participar é preciso fazer a inscrição online no período de 21 a 24 de janeiro. As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro e, para o Fies, de 5 a 12 de fevereiro.

    Além dos programas nacionais, os estudantes podem usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.

    Fonte: Agência Brasil

  • FRB leva Curso de Oratória para Mulheres a Belo Horizonte

    Belo Horizonte (MG) – No último sábado (30), dezenas de pessoas participaram do Curso de Oratória para Mulheres, realizado pela Fundação Republicana Brasileira – FRB, na capital mineira. A aula foi dada pela cientista política e comunicóloga Daniela Rabello, que abordou temas relacionados à imagem pessoal, estratégias de Marketing para oratória, linguagem verbal e não verbal, aspectos da comunicação e planejamento de palestras.
    Segundo Daniela, o curso é uma forma de proporcionar transformações e novas atitudes. “O intuito é mostrar que por meio de suas histórias de vida, as mulheres podem trabalhar o desenvolvimento e conquistar. Trata-se do empoderamento feminino, na visão do presidente nacional, deputado federal Marcos Pereira, no sentido de capacitar e torná-las aptas em assumir cargos de decisão na política”, salienta.
    Luciana Crepaldi, secretária estadual do Mulheres Republicanas Minas, destacou que o curso é mais um incentivo para as mulheres que querem atuar na vida pública. “Trata-se de despertar para a realização de projetos, inclusive visando as eleições municipais”, reforça. O deputado federal Gilberto Abramo, presidente do Republicanos Minas, enfatizou que o Mulheres Republicanas vem realizando ações em várias regiões do estado buscando uma maior participação feminina na política. “No Republicanos, a mulher tem vez e voz. Nosso objetivo é promover interação, filiações e oportunidades para as pré-candidatas que almejam as disputas eleitorais em 2020”, destaca.

    O evento foi realizado o dia todo e contou a participação de republicanos e lideranças de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité (Vereador Dimas Ramos), Itabira e Santa Luzia.

     

    Por Lélia Queiroz – Ascom Republicanos/MG
    Fotos: Ascom Republicanos/MG

  • A renovação que não ficou só nas urnas

    A mudança política que observamos nas eleições de 2018 parece não ter ficado restrita ao deputados e senadores eleitos. Ela também atingiu os espaços de poder e influência na escolha da composição das mesas diretoras, tanto do Senado como na Câmara. A vitória de Davi Alcolumbre (DEM/RJ) para a presidência do Senado representou uma injeção de sangue novo na “velha política” de Renan Calheiros (MDB/AL), que presidiu a Casa por quatro vezes. A sigla que tinha tradição forte à frente do Senado desde a redemocratização
    deu lugar ao inovador.

    Em seu discurso de posse, Alcolumbre (DEM/RJ) demonstrou um tom conciliatório, desvinculando-se do revanchismo e da perseguição a aqueles que pensam de forma diferente. Prometeu acabar com o “segredismo” no Senado, eliminando o conforto do voto secreto. Sua aposta para a condução da Casa será por meio da transparência e o compromisso com a República. Em suas palavras, enfatizou: “precisamos reunificar o Senado da República em torno do que lhe deve ser mais caro: a República e o interesse público” (portal do Senado).

    Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também do DEM/RJ, foi reeleito ao terceiro mandato consecutivo com votação bastante expressiva e no primeiro turno, obtendo 334 votos. Maia é, sem sombra dúvidas, uma das grandes lideranças da Câmara e com certeza contribuirá para que o Brasil atinja os seus desafios.

    Juntamente com o deputado Rodrigo Maia, foram eleitos os cargos que comporão a mesa diretora da Câmara até 2021. O deputado federal e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira – PRB/SP, foi eleito para o cargo de primeiro vice-presidente da Casa com 398 votos. Isso representa 90 votos a mais do que o necessário para se aprovar uma emenda constitucional. Alguns dos seus objetivos para esse cargo são: cooperar para a formação de uma Câmara forte, produtiva e respeitada. Conhecendo o deputado Marcos Pereira, acredito que os seus anos de experiência não só à frente do PRB, mas como advogado, professor de Direito, e ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além de seus 10 anos na vice-presidência da TV Record, contribuirá e muito para alcançar os objetivos
    propostos.

    Na qualidade de cientista político e tutor on-line da FRB, eu cumprimento todos os eleitos
    para as mesas diretoras tanto na Câmara como no Senado, torcendo por mandatos bem-sucedidos. Espero que o nosso país retome o crescimento com a direção da nova equipe eleita. Inclusive, a FRB não só acredita nessa renovação política, mas também participou ativamente desse processo que tanto impactou as eleições de 2018, levando a conscientização política aos estados por meio dos seus diferentes cursos e palestras. Assim, esperamos que as reformas tão necessárias ao Estado sejam agora discutidas e
    aprovadas, resguardando sempre o respeito à coisa pública e à família.

    Nós da FRB desejamos um ótimo ano de trabalho produtivo a todos!

    Fábio Vidal – cientista político e tutor do Curso de Política On-line

    Foto: José Cruz /Agência Brasil

  • Polarização e crise da política impulsionam número de brancos e nulos em pesquisas

    Luiz Raatz, O Estado de S.Paulo

    02 de outubro de 2018 | 12h37

    A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na segunda-feira, 1, indica que 12% dos eleitores pretendem votar em branco ou em nulo para presidente no domingo. É o maior índice em levantamentos feitos na reta final do primeiro turno dos últimos anos. Em 2014, apenas 5% dos entrevistados pretendiam anular. Em 2010 e 2006 esse número foi de 4%. Em 2002, de apenas 3%.

    Analistas atribuem essa alta a três fatores. O primeiro deles é a polarização, que se traduz no alto grau de rejeição aos dois polos que lideram as pesquisas: o petismo, representado em Fernando Haddad (PT) e o antipetismo, identificado em Jair Bolsonaro (PSL).

    Candidatos à Presidência da República nas eleições 2018
    Os 13 candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018. Foto: Arte/Estadão

    Aliado a esse fenômeno, cientistas políticos veem uma certa instabilidade nessas duas candidaturas, relativamente recentes no cenário nacional. Por fim, o desgaste que a política tradicional enfrenta no País desde 2013, com as manifestações de junho, seguido da Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff aumentou a rejeição aos partidos tradicionais.

    “É uma batalha de rejeição. As pessoas não estão defendendo um candidato, elas estão evitando que a outra ideia prevaleça”, diz Kleber Carrilho, professor da Universidade Metodista de São Paulo. “As pesquisas estão mostrando uma instabilidade (em razão disso).”

    Para o cientista político Rodrigo Prando, do Mackenzie, a rejeição também tem papel importante. “Você não vota na proposta de alguém, mas contra alguém”, diz. “É um fenômeno interessante. É um voto com base na rejeição e eu tendo a crer que no segundo turno esse porcentual deve ser alto também.”

    “Os candidatos que lideram as pesquisas têm uma certa fragilidade em termos de construção. Em 2002, por exemplo, o Lula e o Serra eram conhecidos e todo mundo conhecia o posicionamento de cada um”, acrescenta Carrilho. “Um deles substitui o Lula de repente e a resposta antipetista, o Bolsonaro, não era um candidato viável há até pouco tempo.”

    Prando ainda considera o desgaste da política tradicional como um fator para o aumento dos votos brancos e nulos. ” O desgaste da política foi acentuado pela posição dos dois primeiros colocados de relativizar as instituições democráticas”, diz. “De um lado a narrativa do PT de que eleição sem Lula é fraude e do outro a de Bolsonaro de que ele não reconhecerá a derrota.”

  • Jovens têm mais interesse em atuar na política, mostra pesquisa

    Ana Estela de Sousa Pinto Joelmir Tavares
    São Paulo

    A geração de 16 a 25 anos poderá assumir na vida pública um bonde que representantes da faixa dos 40 anos acreditam ter perdido.

    Pesquisa Datafolha feita em agosto mostra que os jovens são o grupo com maior interesse em participar da política, seja disputando eleição ou assumindo cargo de governo.

    Entre os entrevistados, 29% dos que têm entre 16 e 25 anos responderam ter muito interesse ou um pouco de interesse em encarar as urnas.

    Conforme a idade sobe, diminui a disposição. De 26 a 40 anos, 19% das pessoas respondem dessa forma. Na faixa acima de 41 anos, a taxa é de 15%.

    Movimento semelhante ocorre quando a questão é ocupar um posto público, mas sem ter sido candidato. Enquanto 34% das pessoas de 16 a 25 dizem ter interesse na ideia, o percentual é de 30% na ala de 26 a 40 e de 23% no grupo com mais de 41 anos.

    A grande maioria em todas as faixas etárias, no entanto, é composta pelos que falam não ter nenhuma vontade de atuar em postos de decisão.

    O Datafolha ouviu 2.086 pessoas em 129 cidades (margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos).

    Mesmo quando havia interesse pela política, boa parte dos que eram jovens na fase na fase da redemocratização, entre as décadas de 1980 e 1990, ficaram afastados da esfera pública formal.

    Algumas dessas pessoas tentam se redimir criando movimentos para estimular a renovação dos quadros, casos dos grupos Agora!, RenovaBR e Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade).

    “A geração que hoje tem 40 anos fez uma opção por atuar fora da política tradicional e deixou um vazio que a nova geração agora procura preencher”, diz José Marcelo Zacchi, 42, um dos fundadores do Nova Democracia, grupo que se propõe a estimular renovação de práticas nas instituições.

    “Quando eu tinha 20 e poucos anos, era um momento de transição democrática, já conduzido por um conjunto de líderes. A grande tarefa não era na política institucional, mas nas políticas: como enraizar as instituições democráticas, como fortalecer a sociedade.”

    “Hoje, quem está com 23 anos e desejo de atuar já não vê vazios no ‘policy’ [na consolidação de políticas públicas], mas, sim, no ‘politics’ [na política tradicional]. Enfrentar essa lacuna é o desafio do momento e, sem isso, não haverá avanços”, diz o especialista em políticas públicas.

    A tal lacuna está no horizonte do estudante de ciências sociais Marcelo Rocha, 21, um dos jovens que têm interesse em mergulhar na política.

    O estudante Marcelo Rocha, 21, que é filiado ao PSOL e pensa em se candidatar
    O estudante Marcelo Rocha, 21, que é filiado ao PSOL e pensa em se candidatar – Karime Xavier/Folhapress

    Ligado ao tema desde a adolescência —quando sua igreja (a Batista Água Viva) o indicou para uma cadeira no Conselho Municipal de Juventude de Mauá—, ele já foi do PT, hoje está no PSOL e planejava concorrer a deputado estadual em São Paulo neste ano.

    “Os partidos não tratam as juventudes como prioridade. E não é só no PSOL. A velha política não dá espaço para novos nomes”, diz sobre ter desistido de se lançar, após ver que faltaria apoio da sigla à sua eventual candidatura. “Priorizam reeleição”, afirma.

    A verve política na vida de Marcelo, ele conta, aflorou no movimento de ocupação das escolas estaduais de São Paulo, em 2016. “A gente debatia educação de qualidade, reforma do ensino médio. A maior vitória foi trazer a juventude para discutir as questões.”

    Marcelo também fundou um movimento pró-renovação, o Nós, que tem 17 postulantes em nove estados. Embora haja “muita coisa” acontecendo fora da política institucional, ele mantém a ideia de se candidatar. “Precisamos ocupar espaços. Acho que 2018 é um passo, 2020 é outro.”

    No Rio, Renan Ferreirinha, 24, quer dar o primeiro passo. Estreante, o candidato a deputado estadual pelo PSB foi um dos 133 bolsistas do RenovaBR, projeto que se propõe a formar novas lideranças.

    “Pensava em me candidatar só em 2022, mas muita gente começou a mostrar que há pouca representatividade dos jovens entre os candidatos.”

    Para Ferreirinha, “a renovação é necessária e vai chegar. Se não chegar em 2018, por causa das artimanhas e obstáculos da velha política, vai chegar nas próximas eleições”.

    Estar no papel de candidato, porém, tem ainda seu preço. O fluminense, graduado em ciência política na Universidade Harvard, diz que há quem o acuse de oportunismo, atitude que considera “maléfica”.

    “A gente precisa parar de rechaçar o político como algo ruim. Precisa acreditar que é possível fazer política ética”, afirma. Ele se diz cético em relação à renovação do Executivo, mas vê uma “oportunidade de ouro” nos Legislativos.