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  • Como a gamificação motiva e engaja alunos no Brasil

    Como a gamificação motiva e engaja alunos no Brasil

    Jogos, quizzes, desafios e enigmas deixaram de ser vistos como distrações e passaram a ser aliados das salas de aula 

    Professores brasileiros têm incorporado elementos de jogos ao ensino para aumentar o engajamento e a motivação dos estudantes, cada vez mais imersos em telas e tecnologia. Conhecida como gamificação, essa metodologia utiliza competições, pontuações, recompensas e outras dinâmicas lúdicas para tornar o aprendizado mais envolvente e eficaz, aproximando a educação da realidade digital dos alunos. 

    Um dos principais atrativos da gamificação é o aumento da motivação e da participação dos estudantes. Ao trazer mecânicas típicas dos games para as aulas, o processo de ensino se torna mais dinâmico e interativo, rompendo com a rotina do modelo tradicional. Envolvidos em desafios e recompensas, os alunos se empenham mais e participam ativamente das atividades, demonstrando maior interesse em aprender e realizar novas tarefas gamificadas. 

    O uso de jogos na educação tende a crescer. Estimativas apontavam um aumento de 15% nesse mercado entre 2019 e 2024. Para muitos educadores, a metodologia representa um caminho promissor para tornar o ensino mais atrativo e eficiente. “A gamificação na educação é uma estratégia promissora para superar os desafios do ensino, promovendo o engajamento dos alunos a partir de técnicas de aprendizado envolventes”, destaca o artigo Gamificação na Educação: entenda como a estratégia auxilia o ensino, publicado pela PUCRS Online em dezembro de 2023. 

    Além do fator motivacional, há ganhos concretos no processo de aprendizagem. A combinação de desafios, feedback imediato e interação favorece a assimilação dos conteúdos, tornando o ensino mais efetivo. Também se destaca o desenvolvimento da autonomia: ao assumir o papel de “jogadores”, os estudantes tornam-se protagonistas do próprio aprendizado, tomando decisões e encontrando soluções de forma independente. 

    Técnicas
    Ao incluir atividades colaborativas e narrativas envolventes, a gamificação estimula competências socioemocionais, como trabalho em equipe e persistência, além de associar o estudo a uma experiência prazerosa. Diversas estratégias vêm sendo aplicadas do ensino fundamental ao médio. Entre as principais estão:  

    • Pontuação e rankings: os alunos acumulam pontos ao realizar tarefas e acompanham o progresso em um placar, estimulando uma competição saudável e motivadora;  
    • Quizzes e desafios interativos: questionários digitais e puzzles (quebra-cabeças) permitem revisar conteúdos de forma divertida. Plataformas como o Kahoot possibilitam ao professor a criação de disputas em tempo real;  
    • Missões e narrativas: o aprendizado pode ser estruturado como uma “jornada”, com fases e personagens que contextualizam o conteúdo e engajam alunos com perfil criativo;  
    • Feedback imediato e tempo limitado: jogos educacionais oferecem retorno instantâneo sobre o desempenho (acertos e erros), permitindo correções rápidas. Já os desafios com tempo restrito estimulam foco e agilidade.  

    Além disso, existem diversas plataformas gamificadas disponíveis para as escolas. Exemplos incluem o Minecraft Edu, que explora conteúdos em um mundo virtual; o Matific, com minijogos de matemática; e o ENEM Game, lançado pelo Ministério da Educação, que transforma questões do exame nacional em desafios interativos. Essas iniciativas aproximam a escola do universo digital dos estudantes.  

    Recompensas, pontuação e motivação  

    Um dos pilares da gamificação é o uso de recompensas para reforçar comportamentos desejados. No contexto educacional, podem ser pontos, medalhas virtuais ou pequenos prêmios simbólicos. A ideia é reconhecer o esforço do aluno imediatamente: ao completar um desafio ou responder corretamente, ele vê seu progresso valorizado. Esse sistema incentiva a continuidade do engajamento e reforça a sensação de avanço na aprendizagem. 

    O ranking ou placar acrescenta um componente de competição que, quando bem dosado, é saudável e estimulante. Cada aluno busca melhorar sua própria performance e subir de posição, em vez de focar apenas em “derrotar” os colegas. É importante equilibrar esses elementos para que o jogo não ofusque o aprendizado nem se torne desinteressante. 

    Geração digital  

    Os alunos de hoje cresceram em meio a dispositivos eletrônicos e jogos virtuais, o que torna os métodos tradicionais menos atrativos. A gamificação conecta a educação à linguagem dessa geração: ao trazer a lógica dos games para a sala de aula, o ensino passa a “falar a língua” dos nativos digitais e a ser visto como algo prazeroso e recompensador. Ao mesmo tempo, essa abordagem se insere nas metodologias ativas de ensino, em que o estudante deixa de ser passivo e assume o papel de protagonista, enquanto o professor atua como mediador do processo.  

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da imagem: Internet 

  • FRB Participa+ inspira jovens e fortalece formação  cidadã em Alagoas

    FRB Participa+ inspira jovens e fortalece formação cidadã em Alagoas

    Evento é voltado à formação de lideranças e ao papel dos jovens no contexto político em Alagoas

    Brasília/DF – No dia 25 de outubro, a partir das 14h, em Maceió (AL), a Fundação Republicana Brasileira (FRB) e a Faculdade Republicana realizam o FRB Participa+, evento dedicado à formação cidadã e ao incentivo ao empreendedorismo juvenil.

    Em parceria com o movimento Jovens Republicanos, o encontro tem como objetivo capacitar jovens para o mundo do empreendedorismo, estimular a inovação e promover autonomia financeira. A iniciativa reflete o compromisso da Fundação com uma política transformadora, formando cidadãos conscientes de seus direitos, deveres e do papel que desempenham na construção de um país mais justo e democrático.

    A programação contará com palestras de Wallacy Rocha, secretário nacional do Jovens Republicanos; Fábio Vidal, cientista político e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) da FRB; Guto Ferreira, estrategista político; e Oliveira Lima, secretário estadual do Jovens Republicanos em Alagoas.

    A Faculdade Republicana, Instituição de Ensino Superior idealizada pela FRB e reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), atua em conjunto com a Fundação para ampliar o alcance da missão educacional, alinhada ao propósito de educar para transformar.

    Cada iniciativa da FRB tem um objetivo central: transformar conhecimento em cidadania. Ao promover educação política de qualidade e incentivar o surgimento de novas lideranças, a Fundação reafirma seu papel na formação de agentes de mudança comprometidos com o futuro do país.

     

    Agenda:
    Data:
    25/10 (sábado)
    Horário: 14h
    Endereço: NORCON EMPRESARIAL (Auditório) – Av. Comendador Gustavo Paiva, 2789 – Mangabeiras, Maceió


    Por:
    Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

    Ilustração: Designer Ascom FRB

  • Fundação Republicana Brasileira promove bate-papo sobre regulamentação do trabalho por aplicativo

    Fundação Republicana Brasileira promove bate-papo sobre regulamentação do trabalho por aplicativo

    Brasília/DF – A Fundação Republicana Brasileira (FRB) realiza, no dia 21 de outubro, das 9h às 12h, o Bate-papo – Trabalho por Aplicativo, no seu auditório José Alencar, em Brasília. O evento visa criar um espaço democrático e plural para o diálogo construtivo sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo, reunindo representantes do poder público, do setor privado e da sociedade civil.

    O encontro contará com a presença de Renata Sene, presidente da FRB, e será mediado por Fábio Vidal, coordenador do Núcleo de Estudos Políticos (NEP) e do Centro de Integração Municipalista (CIM) da Fundação. A iniciativa busca promover a compreensão mútua entre os diversos atores envolvidos e contribuir para a construção de políticas públicas mais justas e equilibradas para trabalhadores e empresas de plataformas digitais.

    Do setor público, participará o deputado Augusto Coutinho (Republicanos/PE), relator da Comissão Especial dos Trabalhadores de Aplicativos. Outras autoridades foram convidadas, mas ainda não confirmaram presença.

    O setor privado será representado por Lorayne Andrade, do aplicativo Belascar – Só Para Elas. Outros representantes de plataformas digitais também receberam convites, mas ainda não confirmaram participação. A sociedade civil também terá voz ativa, com participação aberta a trabalhadores por aplicativo, entidades representativas da categoria, além de juristas e magistrados da Justiça do Trabalho.

    Com esta iniciativa, a FRB reforça seu compromisso em estimular o diálogo, a escuta e a construção coletiva de soluções que contribuam para o aprimoramento das relações de trabalho na economia digital brasileira.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

    Ilustração: Designer Ascom FRB

  • FRB realiza edição aberta do FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança em São Paulo

    FRB realiza edição aberta do FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança em São Paulo

    Evento reuniu participantes de várias regiões do Brasil em uma jornada de conhecimento, networking e debates sobre comunicação e política

    São Paulo/SP – Outubro começou com novidades na Fundação Republicana Brasileira (FRB). A instituição promoveu, em São Paulo, o FRB Mobiliza – Módulo 7, desta vez em edição aberta ao público. O encontro atendeu a pedidos da comunidade interessada em participar do treinamento, que tem como objetivo capacitar profissionais a atuarem de forma mais ativa na sociedade e a se posicionarem com assertividade diante de seus públicos.

    O evento foi realizado no Hotel Estanplaza, em clima de entusiasmo e expectativa. A cerimonialista Denise Matos deu as boas-vindas e incentivou os presentes a aproveitarem cada momento para adquirir novos aprendizados e ampliar conexões. Em seguida, o estrategista político Guto Ferreira ressaltou o trabalho da Fundação e reforçou o propósito do projeto: transformar conhecimento em cidadania e fortalecer a atuação republicana no Brasil.

    A manhã seguiu com palestras de alto nível. A doutora em Ciência Política Marcela Machado abordou o tema “Violência Política e Comunicação Não-Violenta”, refletindo sobre os impactos desse fenômeno nas instituições e na sociedade. Também apresentou estratégias para enfrentá-lo e promover um ambiente político mais inclusivo e respeitoso. Ao final, Marcela convidou o público para a próxima edição do FRB Mobiliza, em Brasília:

    “Para quem quiser sair na frente nas campanhas eleitorais que já começaram, é importantíssimo estar presente neste evento do dia 10/10/25. Vamos falar sobre as novas tendências eleitorais, sobre comunicação não violenta, sobre a questão da violência na política, como combatê-la. Vamos falar sobre o uso de IA nas eleições e também como chamar o eleitorado jovem para estar presente nas eleições. Não percam, FRB Mobiliza em Brasília, dia 10/10. Espero você lá”, enfatizou Marcela.

    Na sequência, o cientista político Murilo Medeiros apresentou a palestra “A força da Juventude: Comunicação que Engaja, Política que Transforma”, trazendo práticas para dialogar de maneira autêntica e transformadora com jovens eleitores. Já o cientista político Felipe Rodrigues conduziu a exposição “IA e Eleições: Riscos e Oportunidades”, incentivando a reflexão sobre os desafios e benefícios do uso da inteligência artificial em campanhas eleitorais.

    convidando os participantes a refletirem sobre os desafios e benefícios da Inteligência Artificial (IA) em campanhas eleitorais.

    Após a pausa para o almoço, a programação retornou com energia renovada. O estrategista digital Hélito Honorato apresentou “Digital na Veia: Prática, Engajamento e Resultado”, compartilhando experiências da campanha mais premiada do Brasil no Prêmio CAMP da Democracia. Ele destacou que, quando estratégia e autenticidade caminham juntas, o impacto é inevitável, ressaltando que o digital já não é apenas tendência, mas um caminho indispensável para alcançar resultados consistentes.

    O encerramento do encontro reforçou a certeza de que cada aprendizado adquirido se transformará em prática nas diferentes realidades dos participantes. O FRB Mobiliza reafirmou sua missão de ampliar a capacidade de mobilização de base e de desenvolver estratégias de comunicação que resultem em ganhos eleitorais sólidos.

    E a jornada continua: no dia 10 de outubro, será a vez de Brasília/DF receber a edição especial do Módulo 7, a partir das 9h, no Windsor Plaza Brasília Hotel.

     

    Agenda:

    Data: 10/10/2025
    Local: Windsor Plaza Brasília Hotel, Brasília – Distrito Federal
    Inscrição: Clique aqui    

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

  • Jovens Republicanos movimenta Brasília com IV Congresso Nacional voltado à formação e mobilização política

    Jovens Republicanos movimenta Brasília com IV Congresso Nacional voltado à formação e mobilização política

    O evento foi embasado no tema “Jovens que lideram, país que avança”

    Brasília (DF) – O IV Congresso Nacional do Jovens Republicanos, realizado no domingo (24/08), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, movimentou a capital federal, abrindo as comemorações de 20 anos do Republicanos. Com o tema “Jovens que lideram, país que avança”, o evento consolidou-se como um dos principais encontros de formação e mobilização política jovem do país. Nesta edição, reuniu dezenas de participantes de todas as regiões brasileiras – com destaque para as caravanas da Bahia, do Mato Grosso e de São Paulo –, marcando uma nova fase de fortalecimento da juventude republicana no cenário político nacional.

    A abertura foi marcada por um vídeo, descontraído e convidativo, do secretário nacional do Jovens Republicanos, Wallacy Rocha, bem como por apresentações artísticas do Projeto Arte Jovem, de Ceilândia (DF). Na sequência, o secretário também compôs o dispositivo de honra, ao lado de outras grandes lideranças do Republicanos: o presidente nacional, deputado federal Marcos Pereira (SP); o 1º vice-presidente do partido e presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (PB); a secretária nacional do Mulheres Republicanas, senadora Damares Alves (DF); a coordenadora do Observatório Nacional de Combate à Violência Política Contra a Mulher e secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Rosangela Gomes; e a presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB), Renata Sene.

    Esse momento solene foi iniciado com a execução do Hino Nacional, seguido das falas das autoridades, que ressaltaram a importância da juventude para o avanço democrático e o futuro próspero do Brasil. O presidente Marcos Pereira destacou, inclusive, que um terço dos vereadores eleitos pelo Republicanos, nas Eleições 2024, são jovens.

    A condução do evento foi marcada pela espontaneidade e carisma de dois membros da Executiva Nacional do Jovens Republicanos, que atuaram como mestres de cerimônia:  a coordenadora de Educação e Cultura, Denise Matos; e o coordenador de Articulação Política e Movimentos Sociais, Arthur Santos.

     

    Programação diversificada e participativa

    O congresso foi cuidadosamente estruturado com uma programação diversificada, que mesclou painéis temáticos, palestras, debates e dinâmicas interativas, envolvendo pautas atuais do contexto social, econômico e político.

    Logo após a abertura, o painel “Em Alta”, com os deputados Hugo Motta (PB) e Jadyel Alencar (PI), mediado pelo estrategista político Guto Ferreira, trouxe ao centro do debate o tema da “adultização e sexualização precoce de crianças e adolescentes”. Na ocasião, o parlamentar piauiense destacou a cronologia de discussões em torno da tramitação do Projeto de Lei 2628/22 – conhecido como ECA Digital – sob sua relatoria na Câmara, enaltecendo a postura moderada e aberta ao diálogo das lideranças republicanas, o que favoreceu o avanço da proposta no Congresso. O painel ainda contou com as contribuições do secretário de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Evandro Garla, e da senadora Damares Alves.

    Garla também participou do painel seguinte, “+ Jovem”, ao lado do secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, mediado pelo secretário executivo dos Jovens Republicanos, Daniel Kennedy. Ambos relataram as oportunidades de liderança que lhes foram conferidas ainda na juventude: Garla, como secretário-geral do partido, e Junqueira, como presidente de uma fundação partidária e secretário nacional do Jovens Republicanos.

    Após o almoço, servido aos participantes no local do evento – intervalo que contou com o entretenimento do Grupo de Capoeira Sol Nascente –, a programação foi retomada com a palestra “Raízes na Comunidade, Resultado na Gestão”, ministrada pela presidente da FRB, Renata Sene. Uma exposição repleta de estratégias de gestão, capacitação e liderança, abordando a trajetória da então assistente social e premiada ex-prefeita de Francisco Morato (SP).

    Em seguida, a palestra do secretário Wallacy Rocha levantou um questionamento e reflexões, como “Por que muitos jovens acreditam que não podem ser líderes, principalmente na política?”. Uma abordagem com o intuito de despertar a proatividade, qualificação constante e o protagonismo dos jovens como partícipes de uma nova política, baseada em valores, ética e ação concreta.

    Na sequência, o Painel Internacional, mediado pelo secretário de Relações Internacionais do Republicanos, Bruno Góes, contou com a participação do primeiro brasileiro eleito vereador nos Estados Unidos. O paulistano Maurício Galante, que ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de Arlington, no Texas, revelou aspectos que diferenciam e aproximam os processos eleitorais do Brasil e EUA, assim como o papel dos jovens nas eleições norte-americanas.    

    De volta ao cenário nacional, o diretor-geral da Faculdade Republicana, Valdir Pucci, ressaltou a parceria do IV Congresso com a FRB, mantenedora da faculdade, única instituição de ensino superior do Brasil credenciada pelo Ministério da Educação (MEC), que promove educação política à sociedade e cujos cursos são acessíveis e estão à disposição.  

    Entre os destaques da tarde, o Painel “Jovens no Parlamento”, mediado por Renata Sene, com as participações das vereadoras Caroline Gabi (Rodeio Bonito-RS), Letícia Borba (Cortês-PE) e Luna Motta (Rio Piracicaba-MG), possibilitou a abordagem de outras importantes pautas do contexto político: protagonismo feminino; desafios da mulher multifacetada – mãe, empreendedora, líder; violência de gênero; propósito político alinhado a valores e raízes; inteligência social compartilhada e replicada.

    Em clima de aprendizados e troca de experiências, o evento também contou com uma breve explanação do vereador de Caçapava (SP), Prof. Maicon Goiembiesqui, sobre boas práticas, a capacidade de liderar promovendo formação e oportunidades, com vistas ao protagonismo e inovação.

    Depois, foi a vez da palestra do estrategista político Guto Ferreira, que retornou com questionamentos provocativos sobre liderança, a habilidade de se debater assuntos diversos de forma consistente e fundamentada, bem como a necessária unidade da juventude – uns pelos outros.

    “O sucesso político não acontece por acaso” foi o mote do TED Talk do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, que compartilhou

    sua inspiradora trajetória de vida, marcada pela superação do vício em drogas e pela dedicação à transformação de vidas por meio da fé e do serviço público.

    Reconhecido pela gestão premiada (Band Cidades Excelentes 2022) e pelo uso criativo das redes sociais – que o tornou conhecido como o “prefeito tiktoker” –, Manga ressaltou o poder das redes por meio de uma comunicação estratégica, capaz de transitar de conteúdos leves para pautas mais densas à medida que consolida a audiência.

    Encerrando o evento, o secretário Wallacy Rocha voltou ao palco para fazer os agradecimentos finais, chamando a exibição de um vídeo institucional – O Futuro Começa Onde a Juventude é Protagonista” – e um coffee break de confraternização.

     

    Inovação, criatividade e reconhecimento

    O IV Congresso Nacional dos Jovens Republicanos não ficou restrito aos debates formais. A organização do evento também promoveu momentos de descontração e criatividade, com atividades

    como a “Batalha de Ideias” – sobre temas como regulação das mídias e pena de morte no Brasil –, que incentivaram o raciocínio rápido e o trabalho em equipe.

    O encontro ainda contou com premiações simbólicas, como a entrega da taça à caravana campeã, de Mato Grosso – em reconhecimento ao estado com maior participação e mobilização nas redes sociais –, além da Premiação da Escola de Jovens Líderes, homenagens conferidas a lideranças com atuação de destaque em suas regiões e à Executiva Nacional do Jovens Republicanos.

     

    Prestação de contas e impacto

    O evento representa um investimento na formação de novas lideranças. O público-alvo foi cadastrado e o encontro cumpriu rigorosamente os critérios de organização e transparência. A estrutura contou com mais de 1.000 (mil) participantes presenciais, mais de 60 voluntários, apoio técnico e estandes interativos.

    A organização estima que o evento impactou, diretamente, mais de 200 mil jovens com o alcance nacional por meio das redes sociais e canais oficiais do Jovens Republicanos.

    Com um equilíbrio entre formação política, engajamento e inovação, o IV Congresso reafirma o papel do Jovens Republicanos como um dos principais movimentos de juventude partidária no Brasil. A iniciativa demonstra que a renovação política passa, necessariamente, pelo investimento em quem está disposto a liderar com propósito, ética e compromisso com o país.

    Serviço resumido:

    • Evento: IV Congresso Nacional dos Jovens Republicanos
    • Tema: Jovens que lideram, país que avança
    • Data: Domingo, 24 de agosto de 2025
    • Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília (DF)
    • Participantes: Jovens de todas as regiões do Brasil, autoridades, lideranças políticas
    • Destaques: Palestras, painéis, premiações, integração e cultura
    • Cobertura de fotos: https://www.flickr.com/photos/203357555@N05/albums/72177720328600557/

    Por: Rosanna Amazonas – Jornalista, Coordenadora de Comunicação do Movimento Mulheres Republicanas Nacional

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

  • FRB Mobiliza: Comunicação e Liderança reforça o papel da comunicação estratégica na política

    FRB Mobiliza: Comunicação e Liderança reforça o papel da comunicação estratégica na política

    Módulo 5 reuniu lideranças, especialistas e autoridades em dois encontros presenciais que abordaram formatos de conexão com o público e estratégias de comunicação com resultados concretos

     

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) segue ampliando sua atuação com o FRB Mobiliza, projeto que capacita lideranças políticas, assessores de comunicação, coordenadores de campanha em todo o país. Em setembro, foram realizadas duas edições presenciais do seu Módulo 5, em São Paulo e Brasília, que reuniram grandes nomes e proporcionaram momentos de aprendizado e prática em redes sociais, comunicação e marketing político.

    Em São Paulo, no dia 5, o encontro foi aberto pela cerimonialista Marina Teixeira. A presidente da FRB, Renata Sene, destacou a consolidação do Centro de Inovação Municipal (CIM), evolução do Centro de Apoio aos Municípios (CAM), criado para levar soluções e transformação efetiva aos municípios. Também anunciou o novo capítulo da FRB em parceria com a Faculdade Republicana, garantindo aos cursos oferecidos pela Fundação a certificação de uma Instituição de Ensino Superior (IES) reconhecida pelo MEC.

    A primeira palestra foi conduzida pela estrategista em comunicação Denise Matos, responsável pela comunicação da FRB, com o tema “Quem não se comunica, se trumbica”. Ela destacou que: “Comunicar não é apenas falar; é construir pontes, gerar confiança e dar sentido às mensagens que transmitimos, gerando conexão”.

    Após o intervalo, a estrategista em marketing Diandra Santos apresentou a palestra “Arquitetura da Influência Digital – Parte 2”, dando continuidade à primeira parte, realizada em julho, no formato on-line. Em sua fala, Diandra afirmou: “A maior tendência hoje nas redes sociais é a curadoria de conteúdo. Diante do excesso de informação, muitos já não querem refletir profundamente. Surge, então, a contratendência de selecionar e apresentar assuntos em alta sob a própria perspectiva. Essa macrotendência dá ao público a chance de formar opinião a partir do que você compartilha.”

    Já em Brasília, no dia 12, o FRB Mobiliza repetiu o formato de sucesso, novamente com palestras de Denise Matos e Diandra Santos, mas com diferenciais. O secretário de Justiça e presidente estadual do Republicanos no Pará, Evandro Garla, participou do encontro e ressaltou: “Uma equipe preparada é o grande diferencial”. Também esteve presente o estrategista político Guto Ferreira, que deixou um recado direto: “Sem estratégia não há vitória, e hoje é o dia de aprender a colocar isso em prática”.

    Um dos ensinamentos de destaque foi sobre a importância da verificação de página, tema que desperta grande interesse do público e que eleva a credibilidade dos conteúdos disseminados em perfis com selo de verificação.

    Nos dois encontros, foram realizados momentos de práticas orientadas e abertas para perguntas, trocas que enriqueceram a experiência dos participantes. Parlamentares como o deputado federal por Pernambuco, Ossésio Silva; o vereador por Goiânia, Isaias Ribeiro; e o vereador por Osascos, Sérgio Fontellas, participaram ativamente, fazendo perguntas às palestrantes.

    Com as edições em São Paulo e Brasília, o FRB Mobiliza – Módulo 5 reafirmou o compromisso da Fundação Republicana Brasileira em formar líderes capazes de comunicar, mobilizar e transformar a realidade política por meio de estratégias sólidas e de impacto concreto.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Carlos Gonzaga

  • Transição energética: o caminho do Brasil para um futuro de baixo carbono

    Transição energética: o caminho do Brasil para um futuro de baixo carbono

    Origem do conceito impulsiona a mudança global das matrizes energéticas e ganha força no Brasil com programas de renováveis, hidrogênio e justiça climática  

    A transição energética é um conceito atual que representa a substituição gradual de combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas, eficientes e sustentáveis, promovendo ampla reestruturação dos sistemas energéticos. O termo envolve não apenas a geração, mas também o consumo, a distribuição e a reutilização de energia, visando à descarbonização, segurança energética e ao enfrentamento das mudanças climáticas.  

    Historicamente, o uso de carvão, petróleo e gás seguiu etapas de adoção (as “adições energéticas”), mas a transição em curso é qualitativamente distinta: trata-se de uma transformação estrutural, impulsionada por tecnologias renováveis, políticas ambientais e marcos regulatórios. Sua relevância global decorre da urgência em reduzir emissões de gases de efeito estufa, ampliar a eficiência energética e garantir acesso à energia em consonância com os ODS da ONU. 

    No Brasil, essa mudança já é perceptível. Cerca de 90% da matriz elétrica vem de fontes renováveis (principalmente hidrelétricas, seguidas por eólica e solar), colocando o país na liderança do G20 em sustentabilidade energética. No total da matriz, as renováveis representam aproximadamente 49%.  

    Nos últimos anos, o país ingressou em uma “segunda onda” da transição, diversificando sua matriz com hidrogênio verde, biocombustíveis sustentáveis (SAF) e metanol limpo. Programas como o Nacional de Hidrogênio e o MOVER (Mobilidade Verde e Inovação) estimulam inovação, descarbonização do transporte e incentivos para veículos elétricos e produção nacional de tecnologias limpas. 

    Destaca-se também a atuação conjunta de agentes públicos e privados. A Petrobrás, por exemplo, busca equilibrar petróleo e gás com expansão de fontes renováveis e inclusão social, em linha com o Plano de Transformação Ecológica, que articula agricultura, indústria, finanças e energia em uma agenda de baixo carbono. Além disso, títulos verdes, linhas de crédito ESG, apoio do BNDES e plataformas de investimentos climáticos já mobilizaram bilhões no setor.  

    Apesar dos avanços, persistem desafios: ampliar a geração descentralizada (com mais comunidades energéticas), acelerar o acesso ao hidrogênio verde e assegurar uma transição justa, que preserve empregos, renda e equilíbrio regional. A COP30, que acontecerá em Belém-PA, prevista para novembro, deve reforçar esse debate ao integrar justiça social e metas climáticas ousadas.  

    Assim, o Brasil conta com uma matriz de elevada renovabilidade e políticas robustas que indicam uma transição acelerada. Para consolidar esse caminho, será crucial fortalecer instituições, expandir tecnologias limpas emergentes, aprimorar regulações e garantir que os benefícios alcancem toda a sociedade.  

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom/FRB 

    Crédito da imagem: ShutterStock 

  • Neurodiversidade e educação especial abrem novos caminhos para a inclusão no Brasil

    Neurodiversidade e educação especial abrem novos caminhos para a inclusão no Brasil

    Concebidos no movimento pelos direitos das Pessoas com Deficiência, os conceitos de neurodiversidade e neurodivergência ganham espaço nas práticas educativas, da infância à vida adulta, e desafiam o país a consolidar uma educação verdadeiramente inclusiva 

    Nos últimos anos, os meios de comunicação e a internet têm dado maior visibilidade a dois termos ainda pouco conhecidos pelo público em geral: neurodiversidade e neurodivergência.  

    O termo neurodiversidade foi cunhado em 1998 pela socióloga Judy Singer e popularizado por Harvey Blume, para defender que diferenças neurológicas, como autismo, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e dislexia, são variações naturais do cérebro humano, e não distúrbios a serem “curados”. Esse paradigma nasce do movimento das Pessoas com Deficiência e se alinha ao modelo social da deficiência, que identifica nas barreiras sociais os principais obstáculos à inclusão.  

    Já a neurodivergência refere-se a indivíduos cujas funções neurocognitivas diferem dos padrões majoritários, abrangendo condições como TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH, dislexia, ansiedade e transtornos de humor e personalidade. Em síntese: a neurodiversidade é o conceito amplo; a neurodivergência, a referência aos sujeitos que apresentam essas diferenças. 

    Diante disso, surge a questão: como a educação especial acolhe essas pessoas?  

    No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), respaldada pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, determinou que as escolas regulares ofereçam Atendimento Educacional Especializado (AEE), com recursos adaptados, salas multifuncionais e professores capacitados. Esse atendimento vai além da infância: cada vez mais adultos têm se reconhecido como neurodivergentes, buscando apoio por meio de terapias, tecnologias assistivas e redes de suporte. 

    Muitos, por exemplo, que descobrem TDAH ou TEA apenas na vida adulta relatam sensação de identidade e alívio. Eles passam a ter acesso a grupos terapêuticos, adaptações em contextos profissionais e acadêmicos e a direitos assegurados por lei, como ajustes no trabalho e na universidade, avanços possibilitados pela recente legislação inclusiva brasileira. 

    Nesse cenário, instituições de ensino também têm sido chamadas a repensar suas práticas. A inclusão de neurodivergentes requer currículos flexíveis, uso de recursos visuais, pausas sensoriais e acompanhamento individualizado. Universidades públicas vêm implementando políticas de acessibilidade universal, com tecnologias assistivas e suporte contínuo. O Instituto Rodrigo Mendes (https://institutorodrigomendes.org.br) é exemplo de entidade que capacita professores e gestores em práticas inclusivas, impactando milhões de educadores e estudantes. Contudo, a realidade brasileira revela grandes lacunas: muitas escolas carecem de materiais adaptados, equipes multidisciplinares e condições acessíveis; diagnósticos em adultos são insuficientes; e preconceitos enraizados dificultam o reconhecimento da neurodiversidade como valor social. 

    Inclusão 

    Para que a inclusão de pessoas neurodivergentes avance no sistema educacional brasileiro, especialistas indicam três frentes prioritárias. A primeira é ampliar a formação continuada de docentes e equipes escolares, com foco em práticas pedagógicas afirmativas e sensíveis à diversidade neurocognitiva. A segunda é fortalecer a rede de diagnóstico e atendimento, sobretudo para adultos, assegurando acesso a profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. A terceira consiste em incorporar os princípios da neurodiversidade aos currículos escolares, promovendo uma cultura de respeito, empatia e valorização das diferentes formas de pensar, aprender e interagir. 

    Reconhecer que os cérebros funcionam de maneiras diversas, muitas vezes não lineares, não apenas acolhe os neurodivergentes, mas enriquece toda a comunidade escolar, tornando-a mais sensível, criativa e plural. Assim, a educação cumpre sua vocação democrática e reafirma-se como espaço de pertencimento para todos. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

    Crédito da imagem: Internet

     

  • Arquitetura Sustentável deixa o papel e transforma cidades

    Arquitetura Sustentável deixa o papel e transforma cidades

    Telhados verdes, edifícios que produzem sua própria energia e bairros planejados com foco ambiental. Casos no Brasil e no mundo mostram que construções sustentáveis já são realidade e apontam caminhos para obras públicas mais ecológicas e inclusivas

     

    A arquitetura sustentável ganha espaço ao adotar práticas que respeitam o meio ambiente e promovem eficiência energética. Do reuso de água à geração de energia limpa, diferentes projetos comprovam que é possível construir com baixo impacto ambiental sem abrir mão do conforto.  

    Cada região adapta soluções às suas condições locais, utilizando materiais regionais, técnicas bioclimáticas e recursos tecnológicos para integrar edificações à natureza. Estratégias como painéis solares, telhados verdes, ventilação natural e uso de materiais reciclados tornam construções mais sustentáveis e reduzem o consumo de recursos naturais. 

    Exemplos não faltam. No Brasil, obras como o Palácio Rio Negro (Manaus), o Complexo Educacional Parque Dunas (Natal), a sede do SEBRAE (Brasília) e a Casa Gilberto Petry (Porto Alegre) demonstram que eficiência ambiental pode caminhar junto da arquitetura tradicional e moderna. Essas construções utilizam iluminação e ventilação naturais, painéis solares, telhados verdes, isolamento térmico e aproveitamento da água da chuva, garantindo conforto e economia em climas que vão do úmido Amazônico ao frio Sul. 

    No cenário internacional, o Vancouver Convention Centre West (Canadá) foi o primeiro centro de convenções a conquistar a certificação LEED Platinum, com telhado verde de 24 mil m² e sistema de resfriamento por água do mar. Já a Olympic House, sede do COI (Suíça), recebeu três das certificações ambientais mais exigentes do mundo, provando que grandes projetos podem alcançar autossuficiência energética e hídrica. Alguns prédios chegam até a gerar mais eletricidade do que consomem, devolvendo o excedente à rede. 

    Não apenas grandes obras se destacam. Em menor escala, residências experimentais evidenciam o potencial sustentável. A NexusHaus, por exemplo, é uma casa protótipo desenvolvida por estudantes da Alemanha e dos EUA e é capaz de gerar 100% da energia que consome por meio de painéis solares (inclusive para carregar um veículo elétrico), além de reaproveitar quase toda a água utilizada, com captação de chuva e tratamento de águas cinzas. Projetos assim mostram que é possível construir de forma sustentável a custos acessíveis, rompendo paradigmas das moradias tradicionais. 

    Soluções urbanas sustentáveis  

    Nas cidades, a arquitetura sustentável ultrapassa os edifícios individuais e alcança o planejamento urbano. Em Medellín, na Colômbia, o projeto Corredores Verdes transformou dezenas de vias com arborização massiva: mais de 600 árvores e milhares de plantas nativas reduziram em até 2 °C a temperatura nas áreas atendidas. Já no Rio de Janeiro, jardins de chuva substituem o asfalto por canteiros projetados para absorver e filtrar a água, ajudando a evitar enchentes em pontos críticos. Além de reduzir calor e alagamentos, essas soluções recuperam a biodiversidade, melhoram a qualidade do ar e oferecem espaços públicos mais agradáveis.  

    Infraestruturas verdes de parques lineares a calçadas arborizadas e ciclovias complementam a arquitetura sustentável em nível comunitário. Elas demonstram que a sustentabilidade urbana não depende apenas de alta tecnologia, mas também do resgate de elementos naturais no desenho das cidades. 

    Sustentabilidade e Políticas Públicas 

    O avanço da arquitetura sustentável indica que essas práticas tendem a se tornar padrão, sobretudo em obras públicas. Telhados vivos, energia solar, coleta de chuva e materiais ecológicos já figuram entre as recomendações para projetos governamentais e de habitação social. Em Minas Gerais, por exemplo, conjuntos do Minha Casa Minha Vida receberam placas solares, reduzindo a conta de luz de famílias de baixa renda, um modelo que poderia ser ampliado nacionalmente.  

    Além do aspecto ambiental, a sustentabilidade futura precisa ser também social. Construções “verdes” devem ser acessíveis desde sua concepção. Conceitos de desenho universal, como rampas, elevadores e banheiros adaptados, garantem que todos usufruam dos benefícios da arquitetura sustentável. Essa perspectiva inclusiva dialoga com as metas globais da ONU para cidades resilientes e acessíveis.  

    Por fim, incorporar critérios sustentáveis nas obras não é apenas uma medida ambiental, mas um investimento estratégico. Embora algumas soluções elevem o custo inicial, no longo prazo, edificações eficientes geram economia de água e energia, reduzem gastos em saúde pública e valorizam os bairros. São benefícios coletivos que superam amplamente o investimento. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom/FRB  

    Crédito da imagem: Internet 

  • FRB participa de simpósio sobre inteligência artificial e democracia

    FRB participa de simpósio sobre inteligência artificial e democracia

    O encontro foi marcado por debates sobre como a IA pode servir à democracia, e não ser subjugada por ela

     

    Brasília/DF – A Fundação Republicana Brasileira (FRB) foi convidada a participar do I Simpósio Internacional sobre Inteligência Artificial e Democracia (SIIAD), promovido pelo Instituto de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), na terça-feira, 26 de agosto. O evento teve por objetivo discutir os desafios e as oportunidades que a Inteligência Artificial (IA) impõe à sociedade, impactando diretamente a vida das pessoas, as instituições e a própria essência da democracia.

    O simpósio reuniu especialistas de diversas áreas que trouxeram reflexões e questionamento de como a IA pode ser utilizada a favor da democracia. Mais do que um espaço de diálogo, o encontro destacou a importância de compreender a tecnologia para que seus benefícios sejam aproveitados sem comprometer os valores fundamentais da sociedade.

    Em sua fala, a presidente da FRB, Renata Sene, trouxe um olhar social e alertou que o distanciamento digital restringe o acesso à informação, afetando sobretudo mulheres, crianças e servidores públicos, o que amplia as no presente e no futuro. Ela também provocou a reflexão: como a inteligência artificial pode contribuir para levar internet a todos os lugares? Para ilustrar, citou o exemplo da cidade de Francisco Morato (SP), onde apenas 30% da população tem acesso à internet, muitas vezes de qualidade precária.

    “O debate que propusemos aqui está ligado às questões sociais que envolvem esse passivo social. A inteligência artificial não pensa sozinha: somos nós, por trás das estratégias, que precisamos desenhar um Brasil mais justo por meio da formação política. É por isso que a nossa fundação participa dessas mesas internacionais, para provocar gestores locais e garantir que a proteção das pessoas seja preservada. A IA abraçou o mundo, mas nossa missão é garantir que ninguém fique para trás”, destacou Sene.

    A FRB também esteve representada pelo estrategista político Guto Ferreira, que integrou a mesa sobre “Uso da IA na Comunicação Política”. Ele ressaltou a necessidade de preparar gestores para

    criar políticas públicas inovadoras.

    “O mais importante do dia de hoje, foi perceber que conseguimos levar para a Fundação o debate da tecnologia aliada ao social. Quando unirmos esses dois pontos em uma discussão que vai oriente a criação de políticas públicas melhores, capazes de compreender e atrair as pessoas por meio da tecnologia, teremos condições de ampliar a representatividade da população dentro dos projetos dos partidos políticos e da própria Fundação”, afirmou Ferreira.

    Ao final de sua participação, a presidente Renata colocou o Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) da FRB à disposição do projeto, oferecendo apoio na produção e análise de indicadores, para que nenhuma comunidade seja excluída das transformações tecnológicas. A FRB reafirma, assim, seu papel essencial de levar debate e capacitação, a quem está na ponta, observando os impactos dentro e fora das instituições e atingindo diretamente a vida das pessoas em seus municípios. Desta forma, cumpre, mais uma vez, sua missão de oferecer educação política de qualidade a todo o Brasil, agora também com o olhar atento às inovações tecnológicas.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

    Foto: Carlos Gonzaga – Ascom FRB