Categoria: Notícias

  • População brasileira supera os 204 milhões

    A população brasileira superou a marca dos 204 milhões de habitantes neste ano. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas hoje (28) no Diário Oficial da União, o país tinha, em 1° de julho, 204.450.649 habitantes. No ano passado, a população estimada era 202.768.562.

    O IBGE também divulgou as populações das 27 unidades da Federação e dos municípios brasileiros. O estado mais populoso do país, São Paulo, tem 44,4 milhões de pessoas. Mais cinco estados têm populações que superam os 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,87 milhões), Rio de Janeiro (16,55 milhões), Bahia (15,2 milhões), Rio Grande do Sul (11,25 milhões) e Paraná (11,16 milhões).

    Três estados têm populações menores do que 1 milhão: Roraima (505,7 mil), Amapá (766,7 mil) e Acre (803,5 mil).

    As demais unidades da Federação têm as seguintes populações: Pernambuco (9,34 milhões), Ceará (8,9 milhões), Pará (8,17 milhões), Maranhão (6,9 milhões), Santa Catarina (6,82 milhões), Goiás (6,61 milhões), Paraíba (3,97 milhões), Amazonas (3,94 milhões), Espírito Santo (3,93 milhões), Rio Grande do Norte (3,44 milhões), Alagoas (3,34 milhões), Mato Grosso (3,26 milhões), Piauí (3,2 milhões), Distrito Federal (2,91 milhões), Mato Grosso do Sul (2,65 milhões), Sergipe (2,24 milhões), Rondônia (1,77 milhão) e Tocantins (1,51 milhão).

    Fonte: Agência Brasil

  • Fundação Republicana participa das comemorações de 10 anos do PRB

    Sessão solene, apresentações artísticas, exposição comemorativa, novo jingle e filiações marcaram o evento

    Brasília (DF) – Republicanos, autoridades e convidados de todo o Brasil participaram, nesta terça-feira, 25, das comemorações de aniversário dos 10 anos do Partido Republicano Brasileiro (PRB). A Fundação Republicana Brasileira (FRB) esteve presente com sua equipe de colaboradores e voluntários. O presidente da FRB, Paulo Cesar Oliveira, prestigiou o evento, realizado na Câmara dos Deputados.

    A programação matutina contou com a abertura oficial da “Exposição Comemorativa PRB 10 Anos”, instalada no corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães (anexo II). Em seguida, correligionários, militantes e autoridades do bloco político participaram de uma sessão solene, presidida pelo secretário de Comunicação da Casa, Cleber Verde (PRB/MA), na qual foi exibido um vídeo institucional sobre momentos marcantes da legenda, desde a sua criação até os dias atuais. Líderes do partido, como o ministro do Esporte George Hilton, discursaram na tribuna.

    Segundo Paulo Cesar “a missão, os objetivos e os valores da Fundação são iguais aos do PRB. O partido prima pela disseminação da boa política e da formação do cidadão republicano, que é aquele que pensa no bem comum, que respeita a coisa pública e contribui para a construção da Nação com a qual sonhamos. Nesse contexto, a FRB tem contribuído por meio de seus cursos e ações, voltados tanto para a militância quanto para toda a sociedade. Esse papel está ligado ao crescimento do partido e vai continuar contribuindo. Isso se traduz em resultados”, declarou.

    O auditório Nereu Ramos, foi palco, no cronograma da tarde, de um bate-papo descontraído entre o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira; o senador Marcelo Crivella e o líder do PRB na Câmara, deputado federal Celso Russomanno. Pereira falou sobre sua trajetória pessoal e profissional e respondeu a perguntas do público. Russomanno, por sua vez, esclareceu dúvidas a respeito dos direitos do consumidor. A coordenadora nacional do PRB Mulher e deputada federal Rosangela Gomes também foi convidada a integrar a roda de conversa.

    “Esse é um momento histórico para o PRB. Chegamos aos 10 anos e atingimos nossa maioridade quando conquistamos 21 deputados federais. Mais do que isso, é uma alegria ver tantos homens e mulheres honrados aqui hoje. A política sofre pela falta de pessoas honradas. Mas somos diferentes, queremos ser o farol que ilumina o caminho. Estamos empenhados em resgatar a boa política. Não há outra maneira de ensinar ou conquistar as pessoas a não ser pelo bom exemplo”, enfatizou Pereira.

    Apresentações artísticas animaram a plateia. Crivella cantou sua nova música “Vai arrebentar” e também fez em dueto com o deputado federal Sérgio Reis, que apresentou sucessos de sua carreira musical. Na oportunidade, foi lançado o novo jingle do PRB. Intitulada “Meu coração é 10”, a canção foi composta e executada pelo cantor e deputado federal, Ronaldo Martins (PRB/CE). A produção musical é uma mistura de diversos ritmos tipicamente brasileiros.

    As filiações do ex-zagueiro e pentacampeão mundial da seleção brasileira de futebol Edmilson Moraes, do vice-prefeito de Itu (SP), Neto Beluci, e do prefeito de Leme (SP), Ademir “Gu” Zanóbia foram pontos importantes da celebração. Agora republicano, o empresário Chiquinho Scarpa também participou das atividades durante todo o dia.

    Deputados federais e estaduais, secretários de governo, prefeitos, vereadores, presidentes, coordenadores estaduais e municipais, administradores e militantes do PRB de diversos estados marcaram presença.

    Por Suellen Siqueira – Ascom FRB / Fotos 01 e 02: Roberto Ribeiro / Foto 03: Douglas Gomes

    Colaborou Mazé Rodrigues

  • MEC prorroga até amanhã prazo para inscrição no Fies

    O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para que os estudantes pré-selecionados para a segunda edição de 2015 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) concluam a inscrição na internet, no SisFies. A conclusão da inscrição poderá ser feita até amanhã (25). O prazo inicial tinha se encerrado no domingo (23).

    Ao acessar o site, o estudante deve clicar na opção Conclua sua inscrição. Após a conclusão no SisFies, o estudante precisa validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino em até dez dias, contados a partir do dia seguinte ao da conclusão da inscrição.

    Por fim, deve comparecer a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil seguinte à data da validação das informações pela Comissão de Supervisão e Acompanhamento.

    O Fies financia cursos superiores em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes têm até três anos depois de formados para quitar o empréstimo. Ao todo, serão ofertadas 61,5 mil vagas.

    Ao longo do curso, os alunos pagam parte da mensalidade de acordo com a faixa de renda familiar. Todos os beneficiados pelo Fies têm 5% de desconto nas mensalidades dos cursos.

    Fonte: Agência Brasil

  • Inscrições para vestibular da Fuvest começam hoje; nota do Enem será aceita

    Vestibulandos podem se inscrever de hoje (21) até o dia 9 de setembro para as provas da Fuvest que, pela primeira vez, utilizam o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Serão disponibilizadas, pelo Sisu, 1.489 vagas do total de 11.057. As inscrições podem ser feitas no site da Fuvest.

    O candidato precisa informar, no site, o número do CPF e pagar a taxa de inscrição de R$ 145 em qualquer agência bancária, por meio do boleto emitido no final do processo de inscrição.

    Estudantes com deficiência fazem a inscrição também pela internet e devem enviar a documentação solicitada pelos Correios até o dia 11 de setembro. O candidato receberá, até 23 de novembro, um e-mail com as condições especiais que serão oferecidas.

    Das 1.489 vagas destinadas ao Sisu, 413 vagas são de ciências exatas e tecnologia, 348 na área ciências biológicas e 728 em humanidades. Das 42 unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), 35 disponibilizaram vagas para o Sisu.

    A Escola de Comunicação e Artes (ECA), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU) não aderiram ao sistema, pois a seleção dos novos alunos exige provas de habilidades específicas.

    Os bônus do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp) continuarão a ser oferecidos a alunos vindos de escolas públicas que se inscreverem na Fuvest. Esse bônus pode chegar a 20%, de acordo com o grupo no qual o candidato se inserir. O bônus incide sobre a nota da primeira fase e a nota final do vestibular.

    Fonte: Agência Brasil 

  • Após anunciar metodologia diferenciada para os cursos de idiomas, FRB divulga nova grade de turmas

    Grade de Turmas Idiomas - Atualizada 2015Brasília (DF) – A metodologia de ensino para os cursos de idiomas da Fundação Republicana Brasileira (FRB) passou por recente reformulação. Agora, além de concluir o curso em menor tempo, os alunos poderão aprender por meio de uma técnica intensiva, baseada nos princípios da alfabetização, que promove a fixação do conteúdo por meio da audição e repetição de palavras.

    As aulas terão doze meses de duração. Os níveis que já estavam em curso também foram readaptados para o novo cronograma. A instituição conta, no momento, com dez turmas de inglês e quatro turmas de espanhol. A nova grade foi divulgada pela Coordenação Pedagógica e está disponível no portal da FRB na internet para acesso e download.

    Clique aqui e confira.

    Por Suellen Siqueira – Ascom FRB

    Arte: Argus Comunicações

  • Líderes conversam sobre a possibilidade de realizar o Curso de Política da FRB em Sergipe

    Brasília (DF) – O presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB) Paulo Cesar Oliveira esteve reunido, nesta terça-feira (18), com o deputado republicano Jony Marcos (PRB/SE) em seu gabinete, na Câmara Federal.

    Os líderes falaram sobre a possibilidade de realizar o Curso de Política Itinerante da instituição no estado de Sergipe. O objetivo é alcançar todos os estados brasileiros com ambas as versões: presencial e a distância.

    Na oportunidade, o deputado recebeu de Paulo Cesar, um press-kit contendo um portfólio institucional com as principais atividades da FRB. A agenda está sendo organizada para os próximos meses e, assim que for definida, será divulgada pela Fundação no seu portal na internet e também, nas mídias sociais.

    Acesse a agenda e acompanhe os próximos eventos.

    Por Suellen Siqueira – Ascom FRB

    Fotos: Carlos Gonzaga

  • Os 10 anos de um partido agregador

    Faltam apenas alguns dias para o Partido Republicano Brasileiro (PRB) completar 10 anos de existência. E são vários os motivos para termos a alegria de comemorar esta data. Embora jovem, ao longo desse período, a legenda tem mostrado que fazer política pode e deve ser uma atitude honesta, comprometida e de resultados. Os objetivos continuam os mesmos e estão sendo aperfeiçoados com o tempo: disseminar os valores do Republicanismo, alcançar as necessidades do povo e construir um Brasil melhor e mais coerente para todos.

    O PRB cresceu em número de filiados, de representantes a nível nacional, estadual e municipal; em atuação. A cada dia, mais pessoas se interessam por suas ideias e propostas. E se agregam ao grupo. Consequentemente, a Fundação Republicana Brasileira acompanha este crescimento, este processo contínuo de construção e consolidação. Hoje, temos a honra de afirmar, inclusive, que a FRB contribui para o desenvolvimento dos quadros e militantes do partido, por meio, principalmente, dos seus cursos, estudos e publicações.

    A FRB devolve o investimento e credibilidade confiados, em forma de serviços para toda a comunidade. Independentemente de preferência partidária, reconhecemos que a sociedade, como um todo, carece de educação e conscientização política. Por este motivo, temos trabalhado alinhados com os interesses da coletividade e buscamos ouvir, esclarecer, debater e levar informação de qualidade ao público. Isso só é possível graças ao comprometimento do PRB.

    Ao observar os vereadores, prefeitos, secretários, administradores, deputados estaduais e federais, senador e ministro, ou seja, os representantes do PRB que exercem cargos públicos, percebemos a vivência destas pessoas. São homens e mulheres que conhecem seus municípios e estados. Conhecem sua cultura, sua identidade e sentem na pele os principais problemas enfrentados pela população. Na verdade, antes de tudo, são cidadãos que vieram do povo e por meio do povo e estão convencidos a dedicar-se a ele.

    É uma satisfação saber que fazemos parte desta história de sucesso e que estamos construindo um caminho sólido, com metas, dedicação, empenho e muito aprendizado. Quero expressar aqui, em nome de toda a equipe de colaboradores e voluntários, que trabalham conosco na FRB, meus sinceros votos de vida longa ao único partido que é 10. E parabenizar, em especial, a todos os militantes aguerridos, que se dispõem e contribuem diariamente para que os objetivos sejam alcançados.

    FRB e PRB estão juntos nessa busca incessante de dias melhores.

    Parabéns, PRB! Parabéns, republicanos!

    Paulo Cesar Oliveira – presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB)

  • Curso de Política da FRB chega a Tocantins nesta quinta-feira, 13

    Em duas edições, Palmas e Araguaína serão contempladas

    O Curso de Política da Fundação Republicana Brasileira (FRB) será realizado, pela primeira vez, no estado do Tocantins. A capital Palmas e a cidade de Araguaína serão contempladas com as aulas ministradas pelo doutor em Ciência Política e coordenador acadêmico da FRB, Leonardo Barreto.

    A iniciativa foi articulada pelo presidente da instituição, Paulo Cesar Oliveira, com o apoio do deputado federal e presidente do PRB/TO, César Halum. Certificados de participação serão emitidos aos alunos.

    Além de um debate sobre a política atual, no cronograma estão inclusos temas como cidadania, democracia, ética, liderança, participação e Republicanismo. O serviço é totalmente gratuito.

    Serviço

    Curso de Política em Tocantins

    Datas: 13/8 em Palmas, às 14h. 14/8 em Araguaína, às 14h.

    Acesse a agenda e confira os endereços.

    Por Suellen Siqueira – Ascom FRB

    Foto: Agência PRB Nacional

  • Delegacia da Mulher deu início, há 30 anos, a políticas de combate à violência

    “Ele costumava fazer coisas para me amedrontar, pegava facão, me chutava, era soco, pontapé, tinha um machado também, que ele queria jogar na minha cabeça”, revela Cássia**, hoje com 37 anos, sobre a última cena de agressão protagonizada pelo ex-marido, com quem se casou aos 17. Ele era dez anos mais velho e essa era a desculpa para que Cássia recebesse “lições”, entre elas ameaças de morte com um revólver na cabeça.

    A violência física começou dois meses após o casamento. “Eu fiquei [fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][em casa] porque ele me pediu desculpa, éramos recém-casados, ele ficou chorando, falou que nunca mais ia acontecer”, relata. Depois da primeira, vieram muitas, justificadas pelo ciúme. Ela acreditava que era uma forma de proteção por parte do marido.

    O último episódio de violência ocorreu no dia do aniversário de Cássia, em 2012. Ela nunca havia procurado uma delegacia para denunciar, mas, nesse dia, sua vizinha de 12 anos ouviu os gritos e chamou a polícia. Levada para uma delegacia comum, ela conta que, ao dizer que estava com medo, o delegado minimizou o problema, disse que não poderia ajudar e que ela deveria fazer o que quisesse.

    “Eu falei que tinha muito medo do meu marido, tinha medo de ele me matar. O delegado disse: ‘ele vai te matar de qualquer jeito, ou preso ou fora da cadeia’”.

    Reclamações de mulheres sobre o atendimento prestado em delegacias de polícia comuns, onde geralmente eram ouvidas por homens, motivaram a criação da primeira Delegacia de Defesa da Mulher, há 30 anos, em São Paulo.

    Secretário de Segurança Pública do estado à época, o vice-presidente, Michel Temer, conta que recebeu um grupo de mulheres que criticava a forma como eram tratadas nas delegacias. “Quando iam reclamar de agressão de companheiro ou de violência sexual, recebiam tratamento inadequado, do tipo ‘quem sabe a culpa é sua’”, relembra Temer.

    Foi a partir desse encontro que a Secretaria de Segurança Pública resolveu criar a Delegacia de Defesa da Mulher, no centro da capital paulista. A ideia, explica Temer, era que a delegacia fosse integrada “por uma delegada, algumas escrivãs e muitas investigadoras para atender à mulher agredida nos seus direitos mais elementares”.

    A finalidade da delegacia era receber vítimas de violências físicas e sexuais cometidas por desconhecidos, com o intuito de dar um atendimento mais humanizado e acolhedor. A equipe de trabalho, entretanto, foi surpreendida por uma forte demanda: mulheres agredidas pelos próprios companheiros, como o caso de Cássia.

    Pioneirismo

    Primeira delegada especial para mulheres, Rosmary Corrêa conta que o equipamento foi a primeira política pública direcionada a vítimas de violência no Brasil. “A ideia era oferecer um espaço diferenciado para a mulher, que seria atendida por outras mulheres, para que ela ficasse mais à vontade para falar a respeito desse assunto”, lembra. Hoje, existem nove delegacias da mulher somente na capital paulista e 130 em todo o estado.

    A partir da criação da delegacia, o governo passou a ter ciência e a enxergar a violência sofrida pelas mulheres, tanto agressões físicas quanto discriminações e ofensas. Para atendê-las integralmente, criou-se um setor de assistência social, dentro da própria delegacia, além de um abrigo para mulheres que não podiam voltar para casa por medo de serem mortas pelo marido. “Tudo começou a aparecer depois que se mostrou a realidade que muitas mulheres viviam dentro de casa”, afirma Rosmary.

    Para ela, uma das conquistas da delegacia foi mostrar que a violência doméstica não era normal e que havia possibilidade de denúncia. “Tínhamos que mostrar para o agressor que bater na mulher, mesmo que fosse a mulher dele, era crime e como crime seria tratado”.

    Gislaine Doraide Ribeiro Pato, que também foi delegada da mulher no estado e hoje trabalha na coordenação de todas as delegacias, destaca que, na época, a violência doméstica era invisível, ocorria entre quatro paredes e não havia nem abertura nem impulso para que as denúncias viessem à tona. “Foi a primeira política pública desenvolvida em prol da mulher. Foi um avanço, um marco, uma ação que resplandeceu”, destacou.

    Gislaine explica que vários fatores impedem a mulher de denunciar o companheiro agressor. Há o receio de desaprovação da família em casos de divórcio e de perder a guarda dos filhos. Também há  a fragilidade emocional e a dependência financeira, além de situações de ameaça. “São fatores que ainda preponderam para que a mulher não consiga sair dessas amarras, quebrar tudo que faz com que ela continue sendo vítima”, analisa.

    A tradição familiar foi o principal entrave, no caso de Cássia. “Meu pai não queria que eu me separasse, então tinha que ficar”, relembra. Ela conta que, nos episódios de violência, o próprio marido chamava a família dela para uma conversa e dizia que a companheira havia feito “coisas erradas” e, por isso, tinha apanhado. “Meu pai colocava a culpa em mim toda vez e passava a mão na cabeça dele”, relata.

    Somente aos 34 anos, após 17 anos de casamento, ela conseguiu se libertar do ciclo de violência que vivia.

    “Eu não conseguia ver solução. Comecei a ter vontade de fazer alguma coisa porque um mês antes tinham morrido duas mulheres por conta de agressão e eu chorei muito. Eu lembro, porque eu falei assim: ‘Já pensou, meus filhos estarão na televisão, falando isso de mim, quem vai cuidar deles? O pai vai estar na cadeia e eu, morta’”.
    Com a ajuda de um amigo e de um advogado, ela conseguiu que o ex-marido saísse de casa. Uma medida cautelar, que vigora até hoje, obriga que ele fique a, pelo menos, 500 metros de Cássia e da casa em que ela vive com os três filhos.

    Desafios

    Para o vice-presidente, Michel Temer, houve grandes avanços no combate à violência contra a mulher nos últimos 30 anos. Ele cita como exemplos a Lei Maria da Penha (2006), que cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica, e a Casa da Mulher Brasileira, que reúne em um mesmo espaço serviços de assistência às mulheres vítimas de violência, como delegacia, juizado, Defensoria Pública e apoio psicossocial.

    Ele reconhece, no entanto, que há ainda desafios para mudar o quadro de violência contra a mulher. “Há deficiências? Claro que há. Mas elas vão sendo combatidas com muito mais velocidade do que eram há 30, 40 anos. É uma evolução constante.”

    Delegada da mulher desde 1994, Gislaine destaca os desafios a serem enfrentados. “Precisamos amparar e tentar fortalecer essas mulheres que estão fragilizadas. Eu acredito que existam leis muito boas, como a Lei Maria da Penha, previsão constitucional de que todo mundo é igual, só que na prática precisamos ainda concretizar essa igualdade e estamos caminhando para isso”, diz.

    Para a coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública de SP, Ana Paula Lewin, a Lei Maria da Penha, que completa nove anos na próxima sexta-feira (7), já é uma realidade. “É uma lei que hoje tem aplicabilidade. Enfrentamos ainda muitas barreiras, temos muita dificuldade, o atendimento ainda não é o melhor, mas jamais podemos deixar de reconhecer que esse é um instrumento que realmente funciona e que incentiva, inclusive, as mulheres a buscarem ajuda”, declarou.

    Para Ana Paula, as medidas de proteção de urgência, estabelecidas na lei, são ferramentas importantes no enfrentamento imediato à violência doméstica. As medidas incluem proteção policial, encaminhamento ao hospital e acompanhamento para a retirada dos pertences pessoais da casa que dividia com o companheiro. “Não precisamos nem discutir se a mulher vai tomar providências depois, se o processo-crime vai continuar, mas é uma medida para já encerrar o ciclo da violência e para a mulher conseguir se libertar da violência”, disse.

    Estatísticas

    A cada duas horas, uma brasileira é morta em situação violenta. Uma em cada cinco mulheres afirma ter sofrido algum tipo de agressão por parte de um homem. Os dados fazem parte do Dossiê Violência contra as Mulheres, plataforma multimídia online lançada ontem (5) pelo Instituto Patrícia Galvão.

    Na capital paulista, onde Cássia sofreu agressão, os registros de violência contra a mulher aumentaram 10,4% em junho deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, com  1.779 boletins de ocorrência. No estado de São Paulo houve queda de 8% no registro de boletins de ocorrência no mesmo período. Em junho de 2014 foram 10.585 registros e em 2015, 9.742.

    Na capital, as denúncias mais expressivas, em junho deste ano, dizem respeito a casos de ameaça (759 registros) e lesão corporal dolosa (716). Já no estado, foram registrados 4.614 e 3.752 denúncias desse tipo, respectivamente. Juntos, os dois crimes são responsáveis por 83% dos boletins de ocorrência na capital paulista. No estado, essa proporção é ainda maior e chega a 85,9%.
    * Colaborou Ana Cristina Campos, de Brasília
    ** Nome fictício a pedido da entrevistada

    Fonte: Agência Brasil [/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

  • Inflação para famílias com renda de até 2,5 salários sobe quase 8%

    A Índice de Preços ao Consumidor-Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias com renda de até 2,5 salários, fechou os primeiros sete meses do ano com alta acumulada de 7,94%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Em julho, o IPC-C1 registrou índice de 0,68%, resultado 0,17 ponto percentual abaixo da taxa apurada em junho, que foi 0,85%. O índice alcançou 10,31% nos últimos 12 meses.

    De junho para julho, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas, com destaque para despesas diversas (de 2,36% para 0,16%), vestuário (de 0,32% para -0,21%), educação, leitura e recreação (de 0,77% para 0,03%), alimentação (de 1,02% para 0,94%) e transportes (de 0,29% para 0,13%).

    Em contrapartida, o grupo habitação subiu de 0,97% para 1,18%, em razão do comportamento da tarifa de eletricidade residencial, que registrou elevação de 0,19% para 3,8%.

    Fonte: Agência Brasil