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  • Digitalização de Serviços Públicos: o caso da Estônia que inspira modelos globais

    Digitalização de Serviços Públicos: o caso da Estônia que inspira modelos globais

    Com 99% dos serviços públicos acessíveis online, país báltico se torna referência em governo digital e oferece lições valiosas para o Brasil

    Após conquistar sua independência da União Soviética em 1991, a Estônia optou por reconstruir sua infraestrutura estatal com foco na digitalização. Sem recursos naturais abundantes e com uma população de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes, o país viu na tecnologia uma oportunidade para modernizar a administração pública e impulsionar o desenvolvimento econômico. 

    Desde 1999, a Estônia iniciou a digitalização de seus processos governamentais. Atualmente, 99% dos serviços públicos estão disponíveis on-line, incluindo registro de empresas, emissão de certidões de nascimento, pagamento de impostos, assinatura de contratos e acesso a registros médicos. Apenas três serviços ainda exigem presença física: casamento, divórcio e transferência de propriedade imobiliária. Além disso, desde 2005, o país permite a votação on-line em eleições nacionais, sendo pioneiro nesse modelo. 

    Principais características do governo digital estoniano: 

    Identidade digital (e-ID)  

    Cerca de 99% da população possui uma identidade digital, que permite acesso seguro a mais de 500 serviços governamentais, como abertura de empresas, transações bancárias e assinatura de documentos eletrônicos. 

    Sistema de saúde digital 

    O país implementou um sistema de saúde totalmente digitalizado, no qual 98% das prescrições médicas são emitidas eletronicamente. Os profissionais de saúde têm acesso imediato aos históricos médicos dos pacientes, melhorando a eficiência e a qualidade do atendimento. 

    Educação digital 

    Antes mesmo da pandemia, 87% das escolas estonianas já utilizavam soluções eletrônicas para o ensino. Durante o confinamento, 99% dos serviços governamentais permaneceram disponíveis on-line, demonstrando a resiliência da infraestrutura digital do país. 

    Transparência e segurança 

    A Estônia adota o princípio de que os dados dos cidadãos pertencem a eles. Os cidadãos podem verificar quem acessou suas informações pessoais e têm o direito de bloquear acessos não autorizados. Além disso, o país utiliza tecnologias avançadas, como blockchain, para garantir a segurança e a integridade dos dados. 

    O sucesso estoniano inspirou outros países a adotarem modelos semelhantes. A Itália, por exemplo, está tentando replicar o sistema de governo digital da Estônia. No Brasil, estados como Mato Grosso e Amapá implementaram a plataforma X-Road, desenvolvida na Estônia, para promover a interoperabilidade entre sistemas e facilitar o acesso a serviços públicos digitais. 

    Especialistas apontam que o Brasil poderia se beneficiar da adoção de serviços digitais semelhantes aos da Estônia, como a identidade digital unificada, votação on-line, registros médicos eletrônicos e plataformas integradas de serviços públicos. Tais iniciativas poderiam reduzir a burocracia, aumentar a transparência e melhorar a eficiência da administração pública brasileira. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom FRB Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB  

    Imagem: Flickr 

  • “Conecta Gestão” da Fundação Republicana reúne lideranças de vários municípios do Rio de Janeiro

    “Conecta Gestão” da Fundação Republicana reúne lideranças de vários municípios do Rio de Janeiro

    Seminário começou no estado, mas percorrerá todo país

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) realizou, no último sábado (24), na cidade do Rio de Janeiro, o seminário “Conecta Gestão – Encontro de Líderes Republicanos”, com o objetivo de capacitar os líderes municipais e regionais do partido no estado.

    Os palestrantes foram a prefeita de Miracema, Alessandra Freire, e o cientista político Fábio Vidal, que falou sobre a importância da FRB, presidida nacionalmente por Renata Sene, ausente no evento por motivos de agenda. Em seguida, ele ministrou a palestra “Transformando Gestão em Resultados”.

    Vidal explicou que o “Conecta Gestão” começou no Rio de Janeiro, mas percorrerá todo país. Faz parte de três eixos que a Fundação tem trabalhado este ano: “Conecta Gestão”, “Lidera Cidadão” e “Mobiliza Mais”.

    O Rio de Janeiro é uma cidade muito importante para o cenário nacional, principalmente na política. A proposta do “Conecta Gestão” é capacitar os líderes municipais e regionais do Republicanos, trazendo debates importantes, como: leitura do cenário, transformação da gestão, comunicação e política eficiente. Por isso, estamos aqui, hoje, para colaborar com o Republicanos do Estado”, destacou.

    Parlamentares, lideranças políticas e filiados de vários municípios marcaram presença num dia de muito aprendizado, entre eles: o deputado estadual Carlos Macedo, o vice-prefeito Fábio Silva de Abreu (São Fidélis); os vereadores Inaldo Silva (capital), Professora Amanda (Teresópolis), Tiago de Souza (Mendes), Anderson de Matos (Campos dos Goytacazes), Thimoteo Cavalcante (Angra dos Reis), Jeferson Mendes Cambuci, e o secretário estadual do Jovens Republicanos, Patrick Senhorinho.

    Em sua palestra “Relação Executivo-Legislativo: Equilíbrio, Conflito e Cooperação”, Alessandra Freire trouxe muitos recortes do que vive no dia a dia como primeira prefeita eleita de Miracema, na região noroeste do estado.

    “Esses encontros, onde podemos compartilhar nossas experiências, são muito importantes. Eu sou psicóloga, fui servidora pública concursada, depois me tornei vereadora e, hoje, estou no meu primeiro mandato como prefeita. Enfrentei muitos desafios ao assumir a prefeitura, mas, com muito trabalho, dedicação e responsabilidade, estamos colocando a casa em ordem e avançando. Eventos como esse fortalecem a nossa caminhada e mostram que é possível fazer política com sensibilidade, técnica e compromisso com as pessoas. Hoje, adquirimos muito aprendizado, troca de conhecimentos e fortalecimento de ideias que constroem um futuro melhor para nossas cidades”, assegurou.

    Durante a dinâmica, muitas perguntas e esclarecimentos de dúvidas, prontamente respondidas pelos palestrantes, o que para a vereadora Professora Amanda foi um diferencial:

    “A importância desse evento é enorme, porque nos permite construir políticas mais consolidadas, eficientes e que realmente façam a diferença na vida da população. A Fundação Republicana Brasileira desenvolve um trabalho incrível, tanto na formação quanto na informação e na troca de experiências. Eu já tive a oportunidade de conhecer a sede da FRB em Brasília e fiquei muito impressionada com a seriedade, o profissionalismo e a atenção com que conduzem tudo. Isso agrega muito no nosso dia a dia na política”, destacou.

    Também participaram do evento: o secretário especial de Inclusão e Diversidade Religiosa, João Mendes de Jesus, a subsecretária do Meio Ambiente, Jeane Espanhol, a secretária dos Direitos da Criança, Adolescente e Idoso, Leide e o secretário do Tesouro de Mangaratiba, Marcello Rosa.

    Foram momentos únicos, que proporcionaram insights valiosos, além do fortalecimento e alinhamento institucional, incentivando a troca de experiências e oferecendo conteúdos estratégicos para uma atuação política ética, eficiente e conectada aos princípios do partido.

     

    Por: Ascom Republicanos Rio de Janeiro
    Fotos cedidas

  • Democracia e gestão pública: Renata Sene participa de conferência internacional em Córdoba, na Argentina

    Democracia e gestão pública: Renata Sene participa de conferência internacional em Córdoba, na Argentina

    Evento internacional destaca boas práticas de participação cidadã e governança democrática

    No dia 22 de maio de 2025, a presidente da Fundação Republicana Brasileira, Renata Sene, participou da 24ª Conferência Anual do Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP), realizada na cidade de Córdoba, na Argentina. Convidada para compor um dos painéis do evento, Renata apresentou a temática “Governança Metropolitana, Cooperação Federativa e a Experiência do OCPF”, destacando os desafios enfrentados pelas áreas metropolitanas diante do crescimento urbano e das desigualdades sociais.

    O encontro teve como tema central “Conectar, Integrar e Humanizar: As cidades perante o desafio de construir comunidade” e reuniu experiências de diversos países que tiveram na democracia participativa um caminho eficaz para promover transformações sociais. A proposta principal foi discutir modelos de gestão pública fundamentados na participação cidadã, com ênfase em práticas inovadoras de planejamento e execução de políticas públicas.

    Renata Sene compartilhou sua experiência à frente de Francisco Morato, relatando como foram implementadas ações conjuntas com outras cidades metropolitanas de São Paulo, em áreas como assistência social, habitação e mobilidade urbana. Sua participação representou uma contribuição valiosa, levando o nome da Fundação Republicana Brasileira a um dos espaços mais relevantes do mundo na discussão sobre democracia e inclusão social.

    “É uma alegria compartilhar a experiência da minha cidade e também os desafios vivenciados por estar em uma região metropolitana. Após ser eleita, veio o desafio de compor com a cidade, utilizando metodologias participativas no processo democrático. Foi assim que promovemos o primeiro PPA participativo da história de Franscisco Morato”, destacou a presidente.

     

    Saiba mais:

    Com duração, de 21 a 23 de maio, a Conferência anual do OIDP teve início em 2001, em Barcelona, com a participação de diversas cidades locais, entre elas Porto Alegre, que é cofundadora da iniciativa. A cada edição, o encontro é realizado em uma cidade-membro, promovendo a troca internacional de experiências e o fortalecimento da agenda democrática.

    A Conferência reforça o compromisso com uma nova cultura federativa, pautada na escuta ativa, o planejamento colaborativo e na coragem coletiva para transformar as realidades metropolitanas e garantir o direito à cidade para todos.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

  • FRB realiza evento de comunicação para parlamentares e assessores

    FRB realiza evento de comunicação para parlamentares e assessores

    Fundação lança série de treinamentos para capacitar a base do partido

     

    Brasília/DF – No mês de maio, a Fundação Republicana Brasileira (FRB) iniciou uma jornada inédita de treinamentos presenciais com o objetivo de fortalecer a base do Republicanos no planejamento de estratégias de comunicação mais eficazes, voltadas à mobilização política e a melhores resultados nas eleições.

    O primeiro encontro foi realizado no dia 16 de maio, em Brasília, e reuniu participantes de diversos estados do país. A formação foi voltada a parlamentares, assessores de comunicação e coordenadores de campanha, com foco no desenvolvimento de habilidades estratégicas para atuação em seus territórios.

    Durante o evento, os participantes tiveram acesso a conteúdos relevantes e atuais, que propuseram reflexões profundas sobre o papel da comunicação política contemporânea.

    A presidente da FRB, Renata Sene, abriu o evento com palavras de acolhimento e entusiasmo:

    Sejam bem-vindos! Que seja um dia extraordinário, porque certamente o que vai acontecer aqui hoje será o maior laboratório de experiências e narrativas, uma série concebida para o país por um projeto do nosso presidente de honra, Marcos Pereira”.

    Impossibilitado de comparecer por conta de sua agenda política, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, enviou uma mensagem especial, destacando a importância do envolvimento de todos:

    “Vocês vão receber conteúdos sobre o Republicanos, marketing, redes sociais, planejamento, mobilização e objetivos eleitorais. Eu estarei acompanhando e torcendo pelo crescimento de cada um de vocês”, afirmou.

    O estrategista político Alessandro Paschoall abriu a programação com a palestra “A importância de saber se comunicar”, destacando que a boa comunicação vai além da oratória, trata-se de gerar conexão genuína com as pessoas:

    “Aqui, as pessoas puderam refletir sobre o que está acontecendo em suas bases e se essas ações são coerentes com o que acreditamos. Essa capacitação é para que cada um sinta parte ainda mais desse projeto, que é qualificar nossos atores locais para o Brasil e os seus territórios. Parabéns à Fundação, parabéns ao Republicanos, que pensa exatamente como as pessoas desejam: próxima da população e com comunicação de qualidade”, destacou.

     Em seguida, o estrategista político e sócio da Solomon’s Brain, Guto Ferreira, trouxe provocações com a palestra “Tá na hora de mudar a comunicação. Mas por quê?”, defendendo a importância de inovar:

    “O desconforto precisa ser rotina no nosso ramo. Entender a necessidade de mudar algumas rotas e arriscar mais na comunicação é fundamental

    para que possamos crescer nas eleições de 2026. Isso gera desconforto, mas é necessário”.

    Após uma breve pausa para o almoço, as atividades continuaram com ainda mais engajamento. Na parte da tarde, a presidente Renata Sene apresentou os projetos da FRB, com destaque para o Centro de Apoio aos Municípios (CAM), um canal de suporte técnico voltado a gestores, vereadores e equipes municipais comprometidos com o desenvolvimento de suas comunidades.

    Fechando a programação, a especialista Fernanda Camargos conduziu a palestra “Comportamento do voto evangélico”, destacando a necessidade de escuta e empatia na comunicação com esse eleitorado.

    “Quando a gente entende a pessoa, a gente consegue falar com ela”.

     “… Muitas vezes, uma comunicação efetiva é aquela que a gente não precisa falar nada”, afirmou.

    A jornada de treinamentos da FRB reforça que comunicar, mobilizar e influenciar com propósito é essencial para transformar realidades. A iniciativa marca o início de um novo ciclo de formação política no Republicanos, com foco em autenticidade, proximidade e impacto.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

    Revisão: Tamires Lopes

    Fotos: Carlos Gonzaga – Ascom FRB

  • Tecnologias Sociais: inovação participativa que transforma comunidades

    Tecnologias Sociais: inovação participativa que transforma comunidades

    Das “tecnologias adequadas” às práticas de mobilização cidadã: iniciativas que integram saberes e políticas públicas para promover a inclusão e melhorar as condições de vida no Brasil

     

    As Tecnologias Sociais vêm ganhando espaço como uma proposta que transcende os conceitos tradicionais de tecnologia. Diferente dos desenvolvimentos voltados apenas para ganhos econômicos ou avanços industriais, elas englobam métodos, processos e ferramentas criadas e adaptadas para solucionar problemas sociais de maneira participativa e democrática.  

    Dessa forma, as tecnologias sociais são soluções simples, muitas vezes desenvolvidas com base na resolução de problemas vividos diariamente por comunidades. Com a popularização dos meios digitais, essas tecnologias têm se destacado ainda mais, tornando-se exemplos inspiradores para outros grupos sociais. Elas mostram como desafios podem ser superados com criatividade, espírito empreendedor e, frequentemente, com foco na sustentabilidade. 

    Origens 

    O termo “tecnologias sociais” possui raízes internacionais na ideia de “tecnologia adequada”, que ganhou notoriedade na década de 1970, quando pensadores, como E.F. Schumacher, defendiam soluções tecnológicas adaptadas às realidades e necessidades locais.  

    No cenário global, o foco estava em desenvolver alternativas que respeitassem o meio ambiente, fossem de fácil manutenção e que pudessem ser reproduzidas em contextos diversos. No Brasil, o conceito começou a se consolidar a partir dos anos 90, quando movimentos sociais, universidades e órgãos governamentais passaram a reconhecer o valor dos saberes populares e da participação comunitária na solução de problemas. Essa convergência de iniciativas resultou na criação de práticas que privilegiavam o envolvimento direto das comunidades e buscavam a transformação social por meio de métodos que considerassem as especificidades locais. 

    Um exemplo de tecnologia social é o soro caseiro. A receita (duas medidas de açúcar e uma de sal, dissolvidas em 200 mililitros de água), amplamente conhecida pelas mães, mostrou-se fundamental na prevenção da desidratação e na preservação da vida de milhares de crianças ao redor do mundo. A verdadeira origem da fórmula permanece incerta: pode ter sido idealizada por uma avó atenta aos episódios de vômitos e diarreia do neto, ou por uma mãe empenhada em repor a perda de líquidos e sais minerais do filho. Independentemente de quem tenha sido o seu criador, o essencial é reconhecer que o soro caseiro possui eficácia comprovada tanto pela medicina quanto pelo uso popular, e que essa solução pode ser adaptada a diversas situações e contextos globais. 

    Aplicações na Sociedade Brasileira 

    No contexto brasileiro, as Tecnologias Sociais são implementadas em diversas áreas: 

    • Na educação, em projetos que utilizam metodologias ativas e participativas, incentivando a construção coletiva do conhecimento e o protagonismo estudantil;  
    • Na saúde pública, com a adoção de práticas que envolvem a comunidade na prevenção de doenças e na promoção da saúde, como grupos de apoio e rodas de conversa sobre hábitos saudáveis;  
    • No urbanismo e meio ambiente, através de iniciativas de planejamento urbano participativo, mapeamento social e projetos de sustentabilidade que buscam integrar a população na criação de espaços públicos mais inclusivos. 
    • Na inclusão social, com a realização de programas voltados à capacitação de populações vulneráveis, promovendo a autonomia e a melhoria das condições de vida, seja por meio de cooperativas ou de redes de economia solidária.  

    Desta forma, cada uma dessas áreas mostra como as Tecnologias Sociais atuam de forma sinérgica, valorizando a experiência e o conhecimento local para construir soluções que realmente atendam às demandas da população. 

    Em 2022, durante uma entrevista para a revista Forbes Digital, Saulo Barreto, cofundador do IPTI (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação) e um dos maiores divulgadores das Tecnologias Nacionais em todo o país, declarou que  

    “somos o povo estrategicamente mais bem posicionado do mundo para gerar soluções inovadoras que possam tornar nosso mundo melhor, mais justo e mais belo. Por um lado, temos recursos financeiros, imbatível capacidade de se virar (nosso “sivirismo”), criatividade, entre diversos outros valores, e por outro, temos problemas que são similares aos países mais subdesenvolvidos.” 

    O papel dos entes políticos 

    A efetivação e a ampliação das Tecnologias Sociais dependem, em grande medida, da atuação dos diversos entes políticos. Governos em todos os níveis, municipal, estadual e federal, desempenham funções essenciais para a consolidação dessas práticas. Isso ocorre, por exemplo, por meio da formulação de políticas públicas, da criação de marcos legais e da implementação de programas de incentivo que estimulem o uso de metodologias participativas e a valorização dos saberes populares. 

    Além disso, o financiamento e o apoio técnico a projetos-piloto, bem como as parcerias com universidades, ONGs e cooperativas, contribuem diretamente para a implementação de iniciativas baseadas em Tecnologias Sociais. 

    Ao reconhecerem o potencial transformador dessas tecnologias, os entes públicos não apenas fortalecem a cidadania, mas também criam condições para um desenvolvimento mais justo e sustentável.  

    Sendo assim, em um cenário em que a tecnologia muitas vezes é percebida como uma ferramenta de exclusão, a abordagem social propõe uma inversão de paradigma. Ao promover a integração entre o conhecimento técnico e os saberes populares, as Tecnologias Sociais se apresentam como uma alternativa viável e necessária para o desenvolvimento humano e para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e participativa. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom FRB Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB  

    Imagem: Internet 

  • Política que Gera Resultados mobiliza lideranças em Belém

    Política que Gera Resultados mobiliza lideranças em Belém

    Evento promovido pela FRB e pelo Republicanos Pará debate gestão pública e inovação tecnológica

     

    No último dia 10 de abril de 2025, a Fundação Republicana Brasileira (FRB) realizou o seminário “Política que Gera Resultados” em Belém (PA), reunindo parlamentares, filiados do partido e membros da comunidade local. Realizado no Hotel Princesa Louçã, Campina, Belém, o encontro teve como objetivo reunir lideranças políticas, movimentos e filiados para fortalecer a atuação conjunta em prol de resultados concretos para a sociedade.

    O evento foi mediado por Evandro Garla, presidente do Republicanos Pará e secretário de Estado de Justiça, que introduziu os temas aos participantes. As duas palestras ficaram a cargo de Renata Sene e Guto Ferreira. Renata Sene, presidente nacional da FRB e ex-prefeita de Francisco Morato (SP), apresentou sua experiência sob o tema “Gestão Transformadora”. Em sua fala, Sene ressaltou a importância de dar voz à população e fomentar a participação cidadã no debate público. Ela destacou que a iniciativa do evento criou um espaço para que todos pudessem expressar suas ideias sobre políticas públicas e afirmou:

    “A convite do nosso presidente Evandro, nós tivemos um público 10 também. Sensível a questões de política pública, mas que querem muito encontrar um espaço para falar. E foi isso que o nosso presidente fez, para que as pessoas pudessem dizer o que pensam sobre política pública. Isso de verdade é o que nós pensamos como Fundação e como Republicanos. Parabéns a esse evento extraordinário”.

    Na sequência, o estrategista político Guto Ferreira conduziu palestra sobre “Municipalidade Digital”, enfocando como a tecnologia pode ampliar os resultados e a influência política nos municípios. Ferreira destacou o alto nível de conhecimento político e social do público paraense. Ele observou que o encontro não só levou informações à região, mas também trouxe de volta para Brasília as demandas e sugestões dos republicanos do Pará. Segundo ele:

    “O público do Estado tem uma leitura política muito boa e uma leitura do que o Estado precisa socialmente e economicamente. A gente não só trouxe informação, como a gente está levando para Brasília também a informação dos republicanos aqui do Pará e a gente espera poder melhorar a estratégia nacional com base também no conhecimento local aqui”.

    Vale ressaltar que a FRB dispõe de duas subseções, sendo uma na capital paulista e a outra na capital paraense, o que facilita a articulação de iniciativas regionais de capacitação política, como este evento em parceria com o Republicanos Pará.

    Sendo assim, essas ações reforçam a missão da FRB de disseminar capacitações políticas em todo o país, conforme seu lema de “ajudar a formar cidadãos”, e o compromisso do Republicanos em incentivar políticas públicas participativas. Como observou Renata Sene, encontros como este são fundamentais para que a população “diga o que pensa sobre política pública”, alinhando iniciativas locais às estratégias nacionais.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Subseção FRB Pará

  • Presidente da FRB recebe moções em várias cidades de São Paulo

    Presidente da FRB recebe moções em várias cidades de São Paulo

    Atuação de Renata Sene como prefeita e presidente da instituição é reconhecida através de sessões nas câmaras legislativas paulistas

     

    Brasília/DF – Após assumir a presidência da Fundação Republicana Brasileira (FRB), a presidente Renata Sene recebeu moções de congratulações nas câmaras municipais de diversas cidades de São Paulo. As homenagens reconheceram tanto o trabalho desenvolvido por ela durante sua gestão à frente da Prefeitura de Francisco Morato, que transformou a realidade local, quanto o compromisso assumido na liderança da Fundação. Também foram destacados os 18 anos de atuação da FRB em todo o Brasil, promovendo educação política e a cidadania.

    A FRB é uma instituição sem fins lucrativos, criada pelo Republicanos em 2007. Ao longo de sua trajetória, tem levado capacitações e treinamentos gratuitos, tanto presenciais quanto on-line. Para embasar seu conteúdo, conta com o Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP), responsável pela elaboração de projetos, artigos, e-books e outros materiais voltados à disseminação de informações com foco acadêmico.

    Esse trabalho de construção de uma cidadania consciente e ativa motivou diversas homenagens. Em Osasco, o vereador Sergio Fontellas, em concordância com a Casa, aprovou a moção de congratulação em favor de Renata Sene e da FRB. Na cidade de Getulina, a FRB foi homenageada pelos vereadores Luiz Carlos e Donizete Mendes. Em Promissão, uma moção honrosa de aplausos foi aprovada pela Casa de Leis, tanto para a Fundação quanto para a presidente Renata Sene, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido por ela à frente do município de Francisco Morato/SP. Na Câmara Municipal de Lins, o vereador Robson Peres destacou que a moção era um reconhecimento pelo que Renata Sene já fez pela população e o que ainda fará através da Fundação.

    É uma missão de compromisso, diálogo e dedicação; e esse reconhecimento renova ainda mais minha fé no propósito”, afirmou Sene ao receber a homenagem na cidade de Balbinos, proposta pela vereadora Zilda Amadeu e aprovada pelos demais parlamentares. Também foram concedidas moções em Uru, por iniciativa do vereador Sidnei Vieira; em Guaiçara, pelo vereador Adãozinho; e em Sabino, proposta pelos vereadores Fernando Peres e Paulo Duenha.

    Fortalecer pontes, construir caminhos e valorizar os municípios é o que impulsiona a Fundação a seguir firme em sua missão de levar a boa política à população. Como destacou a presidente Renata Sene: “A política não é um espaço distante, ela está em tudo o que vivemos. Cada um de nós desempenha um papel fundamental na construção do futuro”.

    Fundação Republicana Brasileira – Ajudando a Formar Cidadãos

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB

    Fotos: Equipes dos parlamentares

  • A Inteligência Artificial na política: avanços e desafios em um novo cenário tecnológico

    A Inteligência Artificial na política: avanços e desafios em um novo cenário tecnológico

    Governos e partidos políticos adotam IA para otimizar serviços públicos e estratégias eleitorais, mas a tecnologia levanta questões éticas e de transparência

    A utilização em massa das Inteligências Artificiais (IAs) tem transformado setores diversos, incluindo a política. De análises de dados eleitorais à gestão pública, as IAs surgem como ferramentas para governos, partidos e candidatos. Porém, sua aplicação levanta questões éticas e de governança, criando um campo de tensão entre os avanços tecnológicos e a preservação da democracia.   

    Os benefícios da presença das IAs na política podem ser sentidos nas práticas de eficiência administrativa. Governos têm adotado IAs para melhorar a prestação de serviços públicos. Na Estônia, por exemplo, a IA é usada para automatizar processos judiciais em pequenas causas e para oferecer serviços personalizados aos cidadãos, reduzindo burocracias e custos.  Outro benefício seria a análise de dados eleitorais, uma vez que plataformas de IAs permitem a coleta e análise de grandes volumes de dados sobre comportamento eleitoral, ajudando campanhas políticas a segmentar e personalizar mensagens para grupos específicos. Isso foi amplamente observado nas campanhas presidenciais dos EUA em 2016 e 2020.   

    Há ainda a prevenção e o combate à corrupção. Ferramentas baseadas em IA podem identificar padrões suspeitos em contratos públicos e monitorar gastos governamentais, tornando mais fácil detectar fraudes e desvios. Um exemplo notável é o uso da IA na Índia para monitorar subsídios agrícolas, reduzindo significativamente desvios de recursos.   

    Por outro lado, a utilização desmedida das IAs pode também representar risco ao ambiente político, tão polarizado nos últimos anos. O uso de Inteligências para criação de deepfakes e manipulação de conteúdo digital representa uma ameaça à integridade do discurso público. Casos de vídeos falsificados e campanhas de desinformação geradas por IA têm se tornado mais comuns, especialmente em contextos eleitorais. Algoritmos de IA podem também perpetuar discriminações existentes se forem treinados em dados enviesados, levando a decisões injustas, como na concessão de benefícios sociais ou na gestão de segurança pública.  Há ainda a questão da garantia da privacidade e da vigilância: a adoção de sistemas de vigilância baseados em IAs, como o sistema de crédito social na China, levanta preocupações sobre violações de privacidade e potencial abuso de poder por governos autoritários.   

    Casos reais (e atuais) de uso de IA na política   

    • Estados Unidos 

    Durante a presidência de Barack Obama, a campanha utilizou modelos de IA para identificar eleitores indecisos e otimizar os esforços de mobilização. Mais recentemente, governos estaduais têm utilizado IA para prever desastres naturais e planejar respostas mais eficientes.   

    • China 

    O uso de IA para vigilância é amplamente documentado, com sistemas que monitoram cidadãos em tempo real e avaliam comportamentos para determinar “confiabilidade” social.   

    • Brasil:  

    Durante as eleições de 2022, candidatos e partidos usaram ferramentas de IA para análise de sentimentos nas redes sociais e segmentação de mensagens, embora também tenham surgido preocupações com o uso de desinformação automatizada.   

    O Futuro  

    A crescente utilização das IAs na política apresenta um dilema: enquanto a tecnologia promete eficiência e inovação, também exige uma regulamentação robusta para mitigar seus efeitos negativos. Governos, ONGs e organizações internacionais precisam criar marcos regulatórios que garantam transparência, ética e respeito aos direitos fundamentais.   

    No fim, as IAs têm o potencial de fortalecer ou enfraquecer as democracias, dependendo de como são aplicadas. Assim, cabe à sociedade civil, aos legisladores e aos próprios desenvolvedores de IAs moldar seu uso de maneira que promova a equidade e a justiça, garantindo que o futuro político seja tão inteligente quanto ético.   

     

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom FRB Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB  

    Imagem: Criação de Raphael Pinheiro 

  • Fundação Republicana Brasileira marca presença no Inova SEBRAE 2025, em Brasília

    Fundação Republicana Brasileira marca presença no Inova SEBRAE 2025, em Brasília

    Evento reuniu empreendedores, especialistas e expositores nos dias 10 e 11 de abril, com foco em tecnologia, criatividade e novos caminhos para o futuro dos negócios

     

    Nos dias 10 e 11 de abril, o Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, foi palco de mais uma edição do Inova SEBRAE, evento que se consolida como um dos mais relevantes do país no incentivo ao empreendedorismo criativo e inovador. Em 2025, o encontro teve um significado ainda mais especial ao ser realizado no ano em que a capital federal completa 65 anos — uma cidade que nasceu do sonho de grandes visionários e segue inspirando novos caminhos.

    A programação foi intensa e diversificada, com palestras, oficinas e experiências interativas, reunindo especialistas e expositores de diversos setores que apresentaram soluções tecnológicas, tendências e ferramentas práticas para impulsionar negócios de todos os tamanhos. O ambiente vibrante e colaborativo atraiu desde empresários consolidados até quem está dando os primeiros passos no universo do empreendedorismo.

    O espírito do Inova SEBRAE 2025 foi claro: inspirar, conectar e transformar. Cada espaço do evento foi pensado para provocar reflexões, estimular a criatividade e apresentar caminhos inovadores para melhorar processos e repensar estratégias, sempre com foco em gerar valor e diferenciação no mercado.

    Os colaboradores da Fundação Republicana Brasileira, juntamente com a equipe da Faculdade Republicana, marcaram presença no evento. A participação foi uma oportunidade valiosa para atualizar conhecimentos, estabelecer conexões e trazer novas ideias que possam fortalecer ainda mais o trabalho institucional. A equipe saiu do Inova com a bagagem cheia de inspiração e a mente voltada para o futuro.

    O Inova SEBRAE 2025 reafirmou que inovar não é apenas uma opção — é um movimento necessário para quem deseja crescer, se destacar e fazer a diferença em um mundo em constante transformação.

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

    Foto: Carlos Gonzaga – Ascom FRB

  • Brasil, a voz do diálogo: o papel histórico e atual do país na mediação de conflitos globais

    Brasil, a voz do diálogo: o papel histórico e atual do país na mediação de conflitos globais

    Com trajetória marcada por atuações diplomáticas em cenários de tensão internacional, o Brasil busca reafirmar sua vocação como mediador nos conflitos da guerra na Ucrânia e da crise no Oriente Médio, mesmo diante dos desafios geopolíticos atuais

    Desde o início do século XX, o Brasil consolidou uma reputação de mediador em conflitos internacionais, ancorado em sua política externa pacifista e no princípio do multilateralismo. Do papel pioneiro no Pacto de Bogotá (1948), que buscou promover a resolução pacífica de disputas na América Latina, à participação ativa em missões de paz da ONU, como no Haiti e em Angola, a diplomacia brasileira frequentemente se apresenta como uma ponte em cenários de tensão. 

    Nos últimos anos, porém, o contexto global se tornou mais desafiador. Com a guerra na Ucrânia e a escalada de violência no Oriente Médio, o Brasil tenta reafirmar sua tradição diplomática, mas enfrenta dilemas próprios de um mundo multipolarizado.   

    O caso da Ucrânia   

    Desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, o Brasil manteve uma postura cautelosa, evitando alianças diretas com qualquer uma das potências envolvidas. Embora condene a invasão russa no âmbito das Nações Unidas, o governo brasileiro também advoga pela necessidade de diálogo, reconhecendo os interesses de segurança da Rússia e a soberania ucraniana.  

    Com o atual governo, essa abordagem ganhou destaque. Durante cúpulas internacionais, o presidente Lula criticou a falta de esforços de negociação por parte das grandes potências, ao mesmo tempo em que propôs um grupo de países neutros para mediar um cessar-fogo. A iniciativa foi bem recebida por alguns setores, mas também gerou críticas por ser vista como ambígua diante da gravidade do conflito.   

    Crise no Oriente Médio   

    A retomada da violência entre Israel e o Hamas em 2023 reacendeu outra frente de atuação diplomática. Como presidente rotativo do Conselho de Segurança da ONU em outubro daquele ano, o Brasil articulou esforços para a aprovação de uma resolução que pedia um cessar-fogo humanitário. Apesar do veto dos Estados Unidos, a iniciativa evidenciou a tentativa brasileira de ocupar um espaço proativo em fóruns multilaterais. 

    Além disso, o Brasil, com sua vasta comunidade árabe-palestina e uma significativa população judaica, carrega um simbolismo único. Essa diversidade cultural reforça o apelo do país como uma voz legítima e equilibrada em questões do Oriente Médio, embora também exija uma gestão cuidadosa para evitar tensões internas.   

    Desafios e potencial   

    O papel do Brasil como mediador é frequentemente limitado por fatores estruturais, como a ausência de um poder militar ou econômico proporcional às grandes potências. Contudo, é justamente essa condição de ator neutro que reforça sua credibilidade em muitos cenários. O desafio, hoje, reside na capacidade de traduzir essa reputação histórica em ações eficazes em um mundo profundamente polarizado. 

    A aposta no multilateralismo, somada à defesa de reformas em instituições globais como a ONU, reflete a visão de que o Brasil pode atuar como um moderador relevante no cenário internacional. No entanto, sua capacidade de influenciar depende também de alianças estratégicas e de sua habilidade em manter uma postura equilibrada, mas assertiva. 

    Em um mundo marcado por conflitos cada vez mais complexos, o Brasil segue como um exemplo de que diálogo e diplomacia ainda podem ser ferramentas importantes de transformação. Resta saber se, diante dos desafios contemporâneos, o país conseguirá sustentar essa tradição e moldar um papel de liderança em prol da paz global.   

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP  

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB   

    Imagem: Internet