Autor: Tamires Lopes

  • PL da Dosimetria: tensão política e impactos eleitorais – Conjuntura Republicana Ed. nº 240

    PL da Dosimetria: tensão política e impactos eleitorais – Conjuntura Republicana Ed. nº 240

    A aprovação do PL da Dosimetria em 9 de dezembro evidencia a complexidade das articulações políticas sobre as consequências jurídicas dos atos de 8 de janeiro de 2023 e a tensão entre governabilidade e pressão eleitoral

    Diferentemente do PL da Anistia, que enfrentou forte rejeição pública e judicial, a dosimetria atua como instrumento de moderação ao permitir a redução de penas já estabelecidas, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem romper totalmente a lógica de responsabilização.

    A proposta revela um cálculo estratégico: atender parcialmente às demandas da base bolsonarista enquanto se busca preservar a legitimidade institucional perante a sociedade e o Judiciário.

    A condução da pauta pelo deputado Hugo Motta (Republicanos/PB) demonstrou capacidade de mediar pressões conflitantes. Ao mesmo tempo em que avançou em um tema sensível, a tramitação expôs tensões dentro da base governista, que recebeu a aprovação com críticas, reforçando o caráter delicado da negociação. No Senado, a medida segue sob forte pressão política, fator decisivo para definir seu alcance final e estabelecer precedentes sobre a condução de pautas polarizadas em ano eleitoral.

    O PL da Dosimetria terá impactos políticos e eleitorais evidentes. Ele gera ganhos concretos à base bolsonarista, evidencia fragilidades na governabilidade e influencia a percepção de capital político dos atores envolvidos.

    A medida também tende a orientar futuras negociações legislativas, reorganizar alianças partidárias e influenciar estratégias para 2026, funcionando como referência para a gestão de temas sensíveis em cenários de alta polarização.

    O avanço do PL da Dosimetria ainda expõe riscos políticos e institucionais. A aprovação sob tensões internas pode gerar desgaste ao Executivo, testar os limites das alianças partidárias e estimular críticas de setores da sociedade e da mídia.

  • FNDE divulga estados que terão recursos para Ensino Médio Integral – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    FNDE divulga estados que terão recursos para Ensino Médio Integral – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    O Ministério da Educação (MEC) publicou, na segunda-feira (1º), a Portaria nº 121/2025, que estabelece os estados habilitados a receber recursos do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI)

    A iniciativa, executada pela Secretaria de Educação Básica do MEC, tem como objetivo ampliar a oferta de educação em tempo integral no ensino médio nas redes estaduais e no Distrito Federal.

    Ao todo, 14 estados brasileiros receberão recursos referentes ao exercício de 2025, somando R$ 70,1 milhões distribuídos entre as categorias de custeio e capital. Os repasses serão realizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao MEC e responsável pela operacionalização financeira da ação.

    Os estados habilitados pela portaria são: Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

    O valor destinado a cada ente federado foi calculado com base no limite de até R$ 2 mil por estudante, conforme disponibilidade orçamentária. Os critérios utilizados seguem a Resolução nº 17/2020, que regulamenta os procedimentos de transferência de recursos para implantação de escolas de ensino médio em tempo integral.

    Foram observados, especialmente, os artigos 6º, 7º e 14º, que tratam da definição dos estados habilitados e da metodologia de cálculo dos repasses.

    A política de fomento integra o esforço nacional para fortalecer a oferta de educação integral, garantindo maior tempo de permanência dos estudantes na escola, ampliação das oportunidades formativas e melhoria das condições de aprendizagem.

    Criado pela Portaria nº 1.145/2016 e regulamentado atualmente pela Portaria nº 2.116/2019, o Programa de Fomento apoia as redes estaduais e distrital na implementação de escolas de ensino médio em tempo integral.

    A ação é coordenada pela Secretaria de Educação Básica do MEC, por meio da Diretoria de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, com transferência de recursos realizada pelo FNDE.

    As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Fundação Republicana Brasileira (FRB).

     

    Texto: Engenheiro Ragi – Consultor do CIM/FRB

  • Edição 2025 do FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança chega ao fim – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    Edição 2025 do FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança chega ao fim – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) concluiu, nos dias 14 e 28 de novembro, em São Paulo e Brasília, o ciclo 2025 do FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança

    O projeto, iniciado em maio, contou com oito módulos e reuniu participantes de todos os estados, em formato presencial e on-line, com especialistas dedicados a fortalecer a comunicação estratégica para gerar resultados reais junto ao eleitorado.

    Para a presidente da FRB, Renata Sene, o Mobiliza 2025 teve caráter transformador:

    “Foi uma jornada do saber. Encontramos pessoas habilidosas nos seus campos de atuação, lideranças locais que vão transformar seus espaços e impactar positivamente suas populações. Essa jornada passou rapidinho e já está pensada para 2026. Vem aí o FRB Mobiliza 26, com temas como comunicação assertiva, comunicação não violenta, inteligência artificial e muito mais. O que está por vir é extraordinário”, afirmou.

    O percurso formativo abordou fundamentos da comunicação, tendências do voto, identidade digital, mobilização, estratégia de conteúdo e uso da marca, além de exercícios práticos e, no módulo final, construção de credibilidade e responsabilidade comunicativa.

    A gerente administrativa da FRB, Gabrielle Assumpção, ressaltou:

    “A FRB trabalha para pessoas e por pessoas. Organizar o Mobiliza é saber que ele vai impactar a sociedade. Preparar essas lideranças significa garantir que o trabalho delas gere resultados positivos na vida do cidadão. A Fundação Republicana se preocupa em levar capacitação ética, transparente e comprometida para todo o Brasil. Atendemos o país inteiro e queremos que todos conheçam o nosso trabalho e o compromisso que temos com o povo brasileiro.”

    Participantes também relataram avanços. O vice-prefeito de Queluz/SP, Augusto Carrupt, afirmou que o curso amplia horizontes e prepara lideranças para transformar realidades. A assessora parlamentar Andrea da Silva destacou que os aprendizados aprimoram o trabalho diário, enquanto a vereadora Sheyla Chaves, de Garuva/SC, elogiou a iniciativa e o alcance da FRB.

    Após oito meses de atividades, o FRB Mobiliza – Comunicação e Liderança se consolidou como um dos principais programas de formação política do país. O encerramento marcou o início da preparação para a edição 2026, que aprofundará habilidades essenciais em um cenário cada vez mais tecnológico.

    Assim, a FRB reafirma seu compromisso em formar cidadãos e lideranças conectadas à realidade do Brasil, fortalecendo a boa comunicação na política contemporânea.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB

  • CCJ adia votação do PL Antifacção em meio a embate político – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    CCJ adia votação do PL Antifacção em meio a embate político – Conjuntura Republicana Ed. nº 239

    A discussão sobre o PL Antifacção chega ao Senado em clima de pressão, com a pauta da segurança pública no topo da agenda nacional e o debate sobre o combate às facções convertendo-se em ativo eleitoral

    A aprovação na Câmara, por ampla maioria, sinalizou um ambiente favorável ao endurecimento penal, mas a tramitação no Senado reconfigura o tabuleiro.

    O embate entre governo e oposição se intensifica: enquanto a oposição pressiona por medidas mais rígidas e ajustes de alcance, o Executivo busca preservar instrumentos de investigação e controle.

    A votação na CCJ foi adiada para a próxima semana, evidenciando cautela e disputas internas.

    Há consenso sobre a necessidade de enfrentar o crime organizado, mas persiste a tensão entre eficácia, legalidade e impactos institucionais.

    O projeto segue com chance real de aprovação, sujeito a alterações relevantes, e se torna um teste de equilíbrio entre a urgência política e a engenharia institucional.

  • Estratégias eleitorais são moldadas por pesquisas – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    Estratégias eleitorais são moldadas por pesquisas – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    Faltando pouco menos de um ano para as eleições, a tendência é que, a partir de agora, todos acompanhem com maior frequência a divulgação de pesquisas eleitorais realizadas pelos institutos e publicadas pelos principais veículos de comunicação do país

    Esses levantamentos buscam “decifrar a realidade” na qual os eleitores estão inseridos, permitindo compreender seus valores, percepções e expectativas diante de diferentes temas. Dessa forma, candidatos e gestores podem evitar posturas desalinhadas às demandas do eleitorado, ajustando suas ações conforme o contexto da disputa.

    Como os cenários, influenciados por eventos conjunturais e circunstâncias, se transformam, essas mudanças podem impactar diretamente o comportamento dos eleitores. Sendo assim, o papel das pesquisas é justamente verificar como esses valores se alteram, possibilitando que o candidato adeque seu posicionamento ao longo da trajetória e identifique qual tendência poderá definir a escolha do eleitor.

    Existem dois tipos principais de pesquisas utilizadas em campanhas eleitorais: qualitativas e quantitativas.

    1. A pesquisa qualitativa, realizada com um pequeno grupo de pessoas selecionadas conforme perfis específicos, capta manifestações espontâneas sobre temas que não poderiam ser explorados com profundidade em um questionário padronizado. Por meio dela, avaliam-se a imagem do candidato e de seus adversários, seus pontos fortes e fracos, os principais temas da campanha, entre outros aspectos ligados, como a comunicação.
    2. Já a pesquisa quantitativa busca mensurar, de forma estatística, tendências de opinião do eleitorado pesquisado. É com ela que se identificam, por exemplo, o nível de conhecimento sobre um candidato, sua rejeição, o peso de determinados temas conforme prioridades e valores do eleitor, além dos percentuais de intenção de voto de cada concorrente.

    Vale ressaltar que as pesquisas qualitativas e quantitativas são complementares e, mais do que indicar quem lidera as intenções de voto, devem ser utilizadas como instrumentos centrais na definição da estratégia eleitoral, desde a segmentação do público-alvo, passando pelo posicionamento do candidato, até a construção das narrativas e mensagens-chave que orientarão todo o processo de comunicação da campanha.

    As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Fundação Republicana Brasileira (FRB).

     

    Texto: Gilmar Arruda – Estrategista Político
    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

  • Correios enfrentam agravamento da crise financeira – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    Correios enfrentam agravamento da crise financeira – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) tem enfrentado, nos últimos anos, um cenário adverso, marcado por graves crises financeiras

    Entre os principais fatores estão os altos custos fixos, especialmente com folha de pagamento e passivos judiciais, e a perda de receita decorrente do avanço da concorrência privada.

    Os problemas financeiros também decorrem de ineficiências operacionais, agravadas por fragilidades de gestão e limitações logísticas, evidenciadas pelo fato de que 85% das unidades de atendimento operam de forma deficitária. Embora a obrigação de universalização do serviço impeça o fechamento dessas unidades, sua manutenção aprofunda o desequilíbrio financeiro e amplia o déficit de caixa.

    Diante desse cenário, o debate sobre a reestruturação e a possível privatização dos Correios tem ganhado relevância na agenda pública. A proposta busca reequilibrar as contas da estatal, modernizar sua gestão e ampliar a competitividade do setor postal.

    A iniciativa pretende reduzir o peso fiscal da empresa sobre o Estado e atrair investimentos que melhorem a eficiência operacional, embora críticos alertem para os riscos de enfraquecimento da função social dos serviços postais em regiões menos rentáveis.

  • Votação do PL Antifacção é adiada na Câmara – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    Votação do PL Antifacção é adiada na Câmara – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    Na última quarta-feira (12), foi apresentado à Câmara dos Deputados o quarto parecer do Projeto de Lei Antifacção (PL 5582/2025), de autoria do Poder Executivo

    A nova versão, relatada pelo deputado Guilherme Derrite (PP/SP), incorporou diversos ajustes técnicos e recuos em pontos polêmicos, mas não alcançou consenso e teve sua votação adiada.

    O projeto surge em meio a um contexto de crescente tensão entre os governos federal e estaduais, marcado por crises na segurança pública e pelo avanço de facções criminosas.

    A proposta visa endurecer a legislação no enfrentamento dessas organizações, mas transformou-se em palco de disputas político-institucionais no Congresso.

    Entre as principais alterações, destaca-se a redefinição do conceito de facção criminosa, agora descrita como “organização criminosa ultraviolenta”. O texto também excluiu a equiparação entre facções e grupos terroristas, presente em versões anteriores, o que gerou preocupações jurídicas e diplomáticas.

    Quanto à autonomia da Polícia Federal (PF), o novo parecer manteve as prerrogativas constitucionais da instituição, afastando a exigência de que a PF só pudesse atuar em cooperação com as polícias estaduais mediante autorização dos governadores, ponto amplamente questionado.

    A decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de adiar a votação foi motivada pela necessidade de ajustes e correções na redação. Motta também elogiou a postura do relator, destacando sua disposição em acolher críticas e promover mudanças.

    O Congresso Nacional busca capitalizar o debate e firmar-se como principal articulador das soluções legislativas, enquanto o Poder Executivo tenta preservar a centralidade na formulação das políticas de segurança e o controle técnico sobre as alterações legais propostas.

    Nesse sentido, o adiamento da votação, é interpretado como uma estratégia para reequilibrar forças e abrir espaço a uma negociação mais ampla, evitando o desgaste político que uma eventual rejeição poderia causar em uma pauta de alta sensibilidade social e forte apelo público.

  • FRB projeta protagonismo institucional na COP30 – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    FRB projeta protagonismo institucional na COP30 – Conjuntura Republicana Ed. nº 236

    A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), sediada em Belém/PA, tem revelado um cenário de contrastes: enquanto o Brasil busca afirmar-se como líder global da agenda ambiental, enfrenta desafios logísticos e políticos

    Mais do que um encontro sobre o clima, o evento transformou-se em palco de projeção de lideranças e reposicionamento internacional do país, ao reafirmar a Amazônia como ativo estratégico da política externa e símbolo do protagonismo verde.

    Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o combate ao negacionismo e a centralidade das populações vulneráveis na agenda ambiental, além de criticar o desequilíbrio entre os gastos com guerras e o financiamento climático.

    O discurso procurou posicionar o Brasil como mediador entre o Sul Global e o Norte desenvolvido, tendo a Amazônia como símbolo da transição ecológica, além de sinalizar a postura que o país adotará nas negociações durante o evento.

    Entretanto, a tentativa de invasão da Blue Zone, área restrita às negociações, no segundo dia da conferência, alterou o rumo político do encontro. O episódio, protagonizado por grupos indígenas e movimentos sociais, expôs fissuras internas e gerou constrangimento ao governo, ao evidenciar o distanciamento entre o discurso oficial de inclusão e as críticas de quem reivindica maior participação nas decisões.

    Por sua vez, a Fundação Republicana Brasileira (FRB) marcou presença na COP30 reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e a qualificação da gestão pública.

    Sob a liderança da presidente Renata Sene, a FRB apresentou o Caderno de Boas Práticas em Políticas Públicas, voltado à disseminação de experiências bem-sucedidas em mitigação e adaptação climática nos municípios.

    Ao reunir exemplos de políticas que tornam as cidades mais resilientes e sustentáveis no Brasil e no mundo, a Fundação reforça o papel dos municípios como protagonistas da transformação ambiental e demonstra que a ação climática eficaz depende de planejamento, governança e compromisso institucional.

  • Os efeitos da pauta da segurança pública nas eleições de 2026 – Conjuntura Republicana Ed. nº 235

    Os efeitos da pauta da segurança pública nas eleições de 2026 – Conjuntura Republicana Ed. nº 235

    Nas pesquisas de opinião, a violência vem ocupando as primeiras posições entre as maiores preocupações dos brasileiros. Desde abril do corrente ano, o tema assumiu a liderança, superando pautas como questões sociais, economia, saúde, corrupção e educação

    A megaoperação policial realizada em 2 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre um dos maiores desafios da atualidade: a segurança pública. Não por acaso, institutos de pesquisa apontam alta aprovação popular à ação, reflexo de uma sociedade exausta da sensação permanente de insegurança, que há tempos ultrapassou os limites dos grandes centros urbanos.

    Com os holofotes voltados para o tema, observam-se desdobramentos políticos e eleitorais significativos. A megaoperação evidenciou que, historicamente, o campo progressista tem dificuldade em se apropriar da pauta da segurança pública, por não conseguir oferecer respostas efetivas aos problemas da violência. Assim, o tema foi incorporado com mais força pelo campo da direita, que deve travar disputas pela hegemonia do discurso sobre o tema nas eleições de 2026.

    Paralelamente, a guerra de narrativas entre esquerda e direita, centrada em determinar quem tem a melhor solução para o problema e quem é responsável pelo flagelo da violência, tende a intensificar a polarização política.

    A comoção e o medo, sentimentos poderosos na formação da opinião pública, serão amplificados no debate eleitoral e utilizados como instrumentos de mobilização social.

    Ao fim, a megaoperação simboliza uma mudança de ventos no cenário político e social, elevando a segurança pública ao patamar de tema central na definição do voto dos eleitores em 2026.

     

    Texto: Gilmar Arruda – Estrategista Político
    Foto:  Tânia Rêgo/Agência Brasil
    As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Fundação Republicana Brasileira (FRB).
  • Câmara Jovem e Prefeito Mirim visitam Brasília – Conjuntura Republicana Ed. nº 235

    Câmara Jovem e Prefeito Mirim visitam Brasília – Conjuntura Republicana Ed. nº 235

    Iniciativa desperta protagonismo, consciência cidadã e compromisso com o futuro entre jovens de 11 a 17 anos

    Brasília – A Fundação Republicana Brasileira (FRB) recebeu, na quinta-feira (30), a visita dos integrantes dos programas Câmara Jovem e Prefeito Mirim, de Caçapava/SP. A caravana, formada por jovens de 11 a 17 anos, chegou à capital com entusiasmo e uma vontade genuína de aprender sobre cidadania e gestão pública.

    Criado pelo vereador Maicon Goiembiesqui (Republicanos/SP), o projeto transforma a forma como os jovens percebem a política, recriando nas escolas o processo democrático das campanhas à posse e despertando o senso de responsabilidade social.

    Durante a visita, o grupo conheceu o Complexo Republicano. Na FRB, foram recebidos pela gerente administrativa Gabrielle Assumpção e pelo cientista político Fábio Vidal, que apresentaram o papel educativo da instituição. Na Faculdade Republicana, o diretor-geral Valdir Pucci destacou o conhecimento como ferramenta de transformação. Já no Republicanos, o presidente estadual do partido, Mauro Silva e o secretário nacional do movimento Jovens Republicanos, Wallace Rocha, ressaltaram o poder da juventude na construção de uma sociedade mais justa e participativa.

    Entre os visitantes, histórias inspiradoras chamaram a atenção. O vereador jovem e vice-presidente da Câmara Jovem, Carlos Eduardo Cortês, o Cadu, de 11 anos, que tem deficiência visual, emocionou ao dizer:

    “Quando os membros da comissão passaram na minha escola, eu senti que aquilo era para mim, que eu poderia fazer a diferença. Estar no projeto aumentou meu senso de justiça. Pretendo seguir na política, porque acredito que somos nós, jovens, que vamos mudar o nosso país.”

    O prefeito mirim, Pietro Teixeira, de 17 anos, afirmou:

    “O que mais me chamou atenção foi ver a juventude na política. A gente cresce achando que política é coisa de adulto, mas esse projeto mostra que podemos participar, decidir e representar os jovens da nossa cidade.”

    Já Manuela Oliveira, vereadora mirim e liderança em sua escola, contou:

    “Desde cedo me envolvi em lideranças, e acompanhar uma campanha política me motivou a seguir esse caminho. Hoje, graças ao vereador Maicon, tive a oportunidade de viver essa experiência que me faz acreditar que posso representar minha cidade e fazer o melhor pelo Brasil.”

    Orgulhoso, Maicon Goiembiesqui, destacou o impacto transformador da iniciativa:

    “O jovem não é o futuro, ele é o presente. Quando criamos espaços para que eles tenham voz e vez, percebemos o quanto são capazes. O desenvolvimento humano, a capacidade de oratória e o senso de responsabilidade que adquirem são surpreendentes. A visita a Brasília é a realização de um sonho, e a prova de que estamos formando uma geração consciente, crítica e participativa.”

    O encontro simbolizou esperança e reforçou o compromisso da FRB, da Faculdade Republicana e do Republicanos com a formação cidadã e o despertar político das novas gerações.