Categoria: Artigos

  • Novos projetos

    Este ano, além de conquistas e realizações, também será de grandes desafios. Projetos que saíram do papel, como a Faculdade Republicana, nos forçaram a saltar degraus mais altos, que incluem a mudança da sede da FRB para um espaço mais amplo e aconchegante, que comporte mais alunos…

  • A renovação que não ficou só nas urnas

    A mudança política que observamos nas eleições de 2018 parece não ter ficado restrita ao deputados e senadores eleitos. Ela também atingiu os espaços de poder e influência na escolha da composição das mesas diretoras, tanto do Senado como na Câmara. A vitória de Davi Alcolumbre (DEM/RJ) para a presidência do Senado representou uma injeção de sangue novo na “velha política” de Renan Calheiros (MDB/AL), que presidiu a Casa por quatro vezes. A sigla que tinha tradição forte à frente do Senado desde a redemocratização
    deu lugar ao inovador.

    Em seu discurso de posse, Alcolumbre (DEM/RJ) demonstrou um tom conciliatório, desvinculando-se do revanchismo e da perseguição a aqueles que pensam de forma diferente. Prometeu acabar com o “segredismo” no Senado, eliminando o conforto do voto secreto. Sua aposta para a condução da Casa será por meio da transparência e o compromisso com a República. Em suas palavras, enfatizou: “precisamos reunificar o Senado da República em torno do que lhe deve ser mais caro: a República e o interesse público” (portal do Senado).

    Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também do DEM/RJ, foi reeleito ao terceiro mandato consecutivo com votação bastante expressiva e no primeiro turno, obtendo 334 votos. Maia é, sem sombra dúvidas, uma das grandes lideranças da Câmara e com certeza contribuirá para que o Brasil atinja os seus desafios.

    Juntamente com o deputado Rodrigo Maia, foram eleitos os cargos que comporão a mesa diretora da Câmara até 2021. O deputado federal e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira – PRB/SP, foi eleito para o cargo de primeiro vice-presidente da Casa com 398 votos. Isso representa 90 votos a mais do que o necessário para se aprovar uma emenda constitucional. Alguns dos seus objetivos para esse cargo são: cooperar para a formação de uma Câmara forte, produtiva e respeitada. Conhecendo o deputado Marcos Pereira, acredito que os seus anos de experiência não só à frente do PRB, mas como advogado, professor de Direito, e ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além de seus 10 anos na vice-presidência da TV Record, contribuirá e muito para alcançar os objetivos
    propostos.

    Na qualidade de cientista político e tutor on-line da FRB, eu cumprimento todos os eleitos
    para as mesas diretoras tanto na Câmara como no Senado, torcendo por mandatos bem-sucedidos. Espero que o nosso país retome o crescimento com a direção da nova equipe eleita. Inclusive, a FRB não só acredita nessa renovação política, mas também participou ativamente desse processo que tanto impactou as eleições de 2018, levando a conscientização política aos estados por meio dos seus diferentes cursos e palestras. Assim, esperamos que as reformas tão necessárias ao Estado sejam agora discutidas e
    aprovadas, resguardando sempre o respeito à coisa pública e à família.

    Nós da FRB desejamos um ótimo ano de trabalho produtivo a todos!

    Fábio Vidal – cientista político e tutor do Curso de Política On-line

    Foto: José Cruz /Agência Brasil

  • 2018: o ano da renovação

    O tão esperado 2018 está indo embora a passos largos. Fomos embalados pela ansiedade de ver a seleção brasileira jogar na Copa do Mundo na Rússia e após isso, as eleições tornaram-se o evento mais importante para os rumos da Nação. Novas regras eleitorais foram incorporadas ao sistema político. Menos tempo de campanha para os candidatos apresentarem suas propostas e a extinção do financiamento privado de campanha testaram a capacidade de driblar as adversidades daqueles que lutavam para alcançar o
    poder. Hoje, após os resultados do primeiro e do segundo turno, é possível avaliar que perfis bem diferentes do quadro político tradicional chamaram mais a atenção do povo. A maioria dos eleitores brasileiros relevou que a palavra que resumiu a vitória tanto no Congresso como no Palácio do Planalto chama-se renovação.
    O Senado Federal, que tinha como característica principal parlamentares experientes, também conhecido como a casa sênior do Congresso Nacional, surpreendeu muitos especialistas com a maior taxa de renovação histórica de 87%, assim, 46 dos 54 senadores eleitos são novatos, segundo o portal do Senado. Sabe-se ainda, que de cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. A eleição nessa casa expressou um ponto de reflexão aos detentores de mandatos. Em outras palavras, os eleitores manifestaram nas urnas que estão verdadeiramente cansados das propostas daqueles que estavam ali até o momento. E portanto, resolveram deixar o usual de lado e optaram por um projeto renovado.
    Na Câmara dos Deputados a mudança não foi muito diferente, segundo os dados da Secretaria Geral da Mesa – SGM, o índice de renovação foi de 47,37%. É a maior renovação desde a Assembleia Constituinte, em 1986. Das 513 cadeiras disponíveis, 234 serão ocupadas por deputados de primeiro mandato. Caberá ao novo governo a tarefa de negociar com 30 partidos diferentes, dos quais se observa que as antigas e maiores agremiações só perderam sua influência. Por outro lado, partidos nanicos e menores ganharam espaço.

    Fazendo uma análise geral dos resultados das eleições de 2018, é possível relatar que o eleitor brasileiro saiu deste processo um pouco mais crítico em relação o engajamento político das nossas lideranças do que no passado. A corrupção, os escândalos e a falta de comprometimento com a população parecem aspectos inegociáveis ao eleitor e o instrumento utilizado pelo cidadão para reivindicar uma política mais transparente foi o voto. De forma mais clara, é como se eleitor optasse por sangue novo na expectativa de que o político eleito entregue resultado efetivos, caso contrário não terá o mesmo apoio na próxima disputa. Inclusive, a FRB e outras instituições democráticas têm trabalhado intensamente para relembrar ao cidadão a importância do voto e conscientizá-lo que saber escolher o seu candidato pode influenciar e muito nos rumos do país.

    Devemos ser realistas a ponto de compreender que a renovação é benéfica, mas também traz consigo grandes desafios, um deles é saber que caberá ao Congresso pouco experiente apreciar temas relevantes à população brasileira em 2019, como a Reforma da Previdência. Portanto, a renovação por si só não adianta. O cidadão deve se apoderar dessa arma preciosa que é o voto popular, mas ao mesmo tempo deve fiscalizar e acompanhar seus representantes. Que a nossa consciência política transcenda às urnas e que lutemos pela renovação do cidadão.

    Renato Junqueira – presidente da Fundação Republicana Brasileira

  • Palavra do Presidente – Liderança Feminina

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  • A transformação social do Política pra quê?

    Qual a visibilidade de um morador de região carente dentro da nossa sociedade? Como dar voz a pessoas que não possuem o mesmo acesso a transporte, saneamento básico e educação do que os moradores de grandes centros? Como representar comunidades marginalizadas dentro e fora do Congresso?

    Na edição do nosso Política pra quê? realizado no Setor Habitacional Sol Nascente, Ceilândia/DF, foi possível ouvir de perto a realidade de pessoas batalhadoras, de origem humilde, que passam por desafios que pessoas de classe média sequer imaginam. O local foi apontado no Censo 2000 como a maior favela do Distrito Federal e segunda maior do Brasil. Hoje, em processo de urbanização, possui 100.000 habitantes e caminha para se transformar em bairro próprio, como os vizinhos “P” Norte e Expansão do Setor “O”.

    Reconhecida como a maior comunidade horizontal da América Latina desde 2013, o Sol Nascente possui os problemas que toda região pobre tem: cenário de tráfico, evasão escolar, desemprego e violência. Escutamos o retrato nu e cru de se viver no local diretamente de alguns moradores, sendo a maior parte deles líderes comunitários e ativistas engajados no resgate da juventude por meio do esporte e da música para evitar aumento nos índices de criminalidade.

    Na ocasião de 21/10, pude cumprimentar os presentes para exibir um pouco do nosso trabalho na Fundação Republicana Brasileira, inclusive sobre os cursos gratuitos que muito podem contribuir no desenvolvimento dos cidadãos da localidade. Contamos com a presença de nosso cientista político e coordenador acadêmico Leonardo Barreto, que conduziu a roda de conversa com a população.

    No encontro, conhecemos a história de Maurício Nascimento, que diante da falta de oportunidades se envolveu no tráfico de drogas e após cumprir sua pena decidiu se empenhar em movimentos sociais. Realiza encontros de debate que investem no rap, no grafite, na poesia e no esporte para motivar jovens a continuarem os estudos e conciliarem seus talentos no tempo livre para evitar o envolvimento no crime. Por meio dos grupos de apoio e de atividades recreativas, jovens e adultos discutem como podem cobrar do governo uma representatividade maior no cenário político. Para Maurício, é dever das autoridades entender as necessidades da população.

    As pessoas que residem em Sol Nascente precisam acordar horas mais cedo para pegar um ou dois veículos apenas para chegar em seus estágios e empregos, visto que muitas vans e ônibus são piratas, pois só passam ônibus regulares na via de fora do bairro. A volta para casa é como a ida: passageiros apertados, muitas vezes em pé e sem condições seguras. Há reclamações de que o único posto de saúde da região, inaugurado em junho, raramente possui médicos de prontidão ou medicamentos. A Escola Rural, única da comunidade, é concorrida por não ter vagas para todos que precisam. Não há creches públicas na região. Diante de tantas adversidades, é fundamental reconhecer a importância da política na vida das pessoas, que pode melhorar com a criação de novos projetos.

    Escutar diretamente da fonte as complicações que afetam diariamente a vida desses cidadãos é um dos papéis do projeto Política pra quê?, que foi criado justamente para ceder às pessoas a oportunidade de explicar o que é a atividade para elas e como deveria ser de acordo com suas realidades. Por meio do encontro em Sol Nascente, nos comprometemos a retornar para discutir políticas públicas viáveis para atender as principais carências da área.

    A transformação social do Política pra quê? se inicia a partir do momento em que o cidadão conhece seus direitos e deveres e toma consciência de que é possível sim cobrar dos gestores públicos as demandas que garantam melhoria de qualidade de vida à população.

    A FRB permanece à disposição da comunidade para levar edições do projeto, que como todos os outros da instituição, é gratuito e voltado a todos os cidadãos.

    Renato Junqueira – presidente da Fundação Republicana Brasileira

  • Vote consciente

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    Certamente você já recebeu alguma mensagem nas redes sociais convocando o eleitor a anular seu voto. A afirmação é comum durante o período eleitoral e diz que se cinquenta por cento dos votos forem anulados, novas eleições devem ser agendadas. No entanto, tal colocação não passa de um mito.

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  • Estamos mais conscientes politicamente

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    [/fusion_text][/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][fusion_builder_row][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container][fusion_builder_container hundred_percent=”no” equal_height_columns=”no” menu_anchor=”” hide_on_mobile=”small-visibility,medium-visibility,large-visibility” class=”” id=”” background_color=”” background_image=”” background_position=”center center” background_repeat=”no-repeat” fade=”no” background_parallax=”none” parallax_speed=”0.3″ video_mp4=”” video_webm=”” video_ogv=”” video_url=”” video_aspect_ratio=”16:9″ video_loop=”yes” video_mute=”yes” overlay_color=”” video_preview_image=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” padding_top=”” padding_bottom=”” padding_left=”” padding_right=””][/fusion_builder_container]

  • Data comemorativa ou de reflexão?

    Celebrado neste mês de agosto, o “Dia Internacional da Juventude” é uma data que vem ganhando representatividade no nosso calendário. Sem sombra de dúvidas as políticas para juventude estão adquirindo espaço no cenário mundial. No entanto, um longo e árduo caminho ainda deve ser percorrido no que diz
    respeito ao Brasil.

    A data reforça a necessidade de um olhar sensibilizado para antigos problemas e anseios enfrentados pela juventude, como a baixa qualidade de serviços públicos o pouco incentivo à educação, lazer e a oportunidade no mercado de trabalho.

    Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017, do IBGE, o número de jovens entre 16 e 29 anos que não estudam e nem exercem atividade remunerada saltou de 22,7% em 2014 para 25,8% em 2017. No Brasil são mais de 50 milhões de jovens, todavia os dados estatísticos dessa faixa etária não são os mais animadores. Ano após ano, cerca de 30 mil jovens são assassinados no país, sendo a maioria das vítimas homens negros. Inclusive, estima-se que ocorre um assassinato a cada 24 minutos.

    E para completar a triste estatística, os dados do TSE revelam que a proporção de jovens entre 16 e 17 anos que tiraram o título para votar pela primeira vez nas eleições deste ano caiu em comparação a 2014. No pleito de 2014, a proporção de jovens nessa faixa etária, cujo voto é opcional, era de 23,33%. Já em 2018 a proporção é de apenas 21,58%.

    Muitas pessoas enxergam os jovens e adolescentes como o futuro da nação, e é pensando nisso que afirmamos que a data não é comemorativa, e sim um ponto de reflexão para os jovens brasileiros. Precisamos de mais incentivo, investimento e oportunidades para essa parcela da população. Algumas perguntas que surgem quando ponderamos a participação do jovem atualmente são: o que estamos fazendo para impactar o nosso meio? Como posso ser um agente de transformação social?

    Renato Junqueira – presidente da Fundação Republicana Brasileira e coordenador Nacional do PRB Juventude 

  • Fake news: notícias falsas que não são recentes

    O mundo parece ter acordado para o impacto da internet como meio de comunicação apenas há pouco tempo. Acontecimentos políticos recentes, como a eleição norte-americana de 2016, que levou Donald Trump ao poder, bem como o círculo de notícias falsas que pairavam durante “Brexit”, plebiscito que definiu a saída do governo britânico da União Europeia, impulsionaram a atenção das autoridades para os riscos das fake news. Inclusive, nas eleições de 2016 dos EUA foi divulgado até que o Papa Francisco estava apoiando a candidatura de Donald Trump. A intensidade do impacto dessas notícias para ambos os casos ainda é algo questionável e difícil de ser mensurado, mas é inegável que uma informação inventada pode influenciar a opinião das pessoas. Todavia, a cultura de criar falsos episódios e boatos com o objetivo de manipular o senso crítico dos eleitores compõe uma estratégia antiga.

    Para comprovar que a utilização das fake news não é fato novo, vale a pena observar as eleições de 1989, que inclusive são apontadas por alguns especialistas como um estilo de candidatura que pode se assemelhar ao processo eleitoral de 2018, formado por muitos candidatos à presidência e com plataformas ideológicas diferenciadas. Durante a campanha de 1989, por exemplo, a equipe de marketing do candidato Collor usou uma entrevista com a ex-namorada do ex-presidente Lula acusando-o de incentivar o aborto de sua filha. Além disso, o Brasil de 1989 não é o mesmo de hoje. Naquela época a população dependia muito da televisão para se informar e atualmente a internet tem tomado o espaço da TV. Mas ainda nessa disputa, a grande mídia utilizou-se do monopólio privado para intervir no resultado das eleições.

    O grande problema é que a criação de notícias falsas sempre existiu. No entanto, a era da informação fez com que seu impacto se tornasse muito mais intenso. A cada clique e compartilhamento de mensagens em redes sociais e em grupos de aplicativos abre-se a oportunidade para que muitas acessem notícias manipuladoras. Cabe ressaltar que não configurara-se a criação de nova estratégia como muitos afirmam, mas apenas aplicação de técnica que foi potencializada com a utilização em massa da internet.

    Porém, nem todos sabem ao certo como diferenciar uma notícia falsa de uma verdadeira. E o pior, sem ter certeza da credibilidade das fontes que veicularam aquele conteúdo, acabam repassando a informação a terceiros que também retroalimentam o ciclo – e dessa forma, as ditas fake news viralizam na rede. Em uma pesquisa survey, intitulada “A cara da democracia”, realizada em março de 2018 pelo Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação – INCT, que ouviu 2.500 pessoas nas diferentes regiões do país, adicionou-se a seguinte pergunta no questionário: “Você tem recebido notícias sobre política que desconfia serem falsas?”. Para a surpresa dos pesquisadores, apenas 23,9% dos entrevistados afirmaram desconfiar das informações que recebem, uma proporção muito baixa para a percepção desse fato, que, como mencionado, não é nada novo.

    É bem provável que essa baixa percepção esteja relacionada ao desconhecimento do que realmente sejam fake news. Portanto, seguem algumas dicas para quem quer se manter informado e ao mesmo tempo não deseja tornar-se alvo de manipulações. O primeiro passo é sempre checar a fonte de quem publicou a matéria. As fake news geralmente são produzidas por mecanismos robôs que editam milhares de notícias inverídicas por dia. Portanto, um fator que serve como alerta é a presença de erros grotescos de ortografia e formatação nessas matérias, o que destoa bastante daquilo que estamos acostumados usualmente.

    Um cidadão atento deve ter o faro sensível, por isso é sempre importante desconfiar do portal que divulgou aquela notícia antes de compartilhá-la. Portais com nomes desconhecidos ou de baixa reputação devem deixar o eleitor “de orelhas em pé”. Assim, uma dica é priorizar veículos de comunicação com alta credibilidade, portais que já possuam uma tradição em transmitir esse tipo de informação. Outro conselho é tomar cuidado com conteúdos apelativos e sensacionalistas. O que movem as fake news são aquelas novidades bombásticas que geram escândalos. Além de todos os cuidados já mencionados, existem alguns recursos que podem auxiliar as pessoas que estão na dúvida sobre confiabilidade de um conteúdo.

    Uma atitude que deveria se tornar um hábito para todos nós é sempre pesquisar no Google a disseminação da informação. Inclusive, na ferramenta Google Notícias é possível identificar se uma notícia é falsa por meio de seu motor de buscas. Além disso, o portal www.boatos.org costuma desmistificar as principais informações falsas anunciadas na internet.

    Acessem nosso canal no Youtube e confiram o vídeo em que abordei o tema.

    Renato Junqueira – presidente da Fundação Republicana Brasileira