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  • Presidente Mauro Silva prestigia cerimônia de posse de novos ministros

    Como parte da reforma ministerial, a presidente da República, Dilma Rousseff,

    empossou seis novos representantes de Estado .

    059Após reforma ministerial, anunciada pela presidente da República, Dilma Rousseff, em janeiro deste ano, foram empossados pela chefe de Estado, na manhã desta segunda-feira, dia 17, seis novos ministros. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, reuniu representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, diversas autoridades políticas, imprensa e convidados. O presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB), Mauro Silva, prestigiou o evento. A reforma parte da intenção dos ministros de disputar as eleições deste ano, além de alterações pontuais em algumas pastas. Para ocupar a vaga de Marcelo Crivella, que concorrerá ao governo do Rio de Janeiro, tomou posse Eduardo Lopes, que comandará o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A indicação partiu de Crivella, e foi confirmada por meio de nota oficial, divulgada pelo Planalto, no dia 13 deste mês. Segundo a presidente Dilma, os ministros empossados devem dar sequencia aos trabalhos, que estão alcançando resultados. “Os novos ministros trazem para o governo trajetórias profissionais e experiências que muito vão contribuir para o nosso trabalho. Tenho certeza que vocês darão continuidade aos bons projetos tocados pelos antecessores”.

    foto 02Rousseff falou ainda sobre a atuação de Crivella à frente do MPA. “Cumprimento Marcelo Crivella pela atuação histórica no setor pesqueiro. Parabenizo ainda pela criação do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, ao qual coordenou e proporcionou mais recursos de custeio, mais recursos para investimento e instrumentos bem mais adequados de apoio ao produtor”, destacou. Para encerrar, a presidente desejou êxito. “Àqueles que saem, muito sucesso. Àqueles que ficam, muito trabalho”. Na oportunidade, o presidente da FRB Mauro Silva, cumprimentou o novo ministro do MPA, Eduardo Lopes, e falou sobre a importância deste acontecimento para o PRB. “Esta data é um marco para o partido, pois estamos ampliando nossos passos dentro do Governo Federal”, destacou. Foram empossados ainda, os seguintes ministros: do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto; das Cidades, Gilberto Occhi; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller; e do Turismo, Vinicius Nobre Lages.

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    Entre os republicanos presentes estavam o presidente nacional do PRB Marcos Pereira; o líder do PRB na Câmara dos Deputados, deputado George Hilton; o secretário Executivo da Pesca, Átila Maia; os deputados federais Márcio Marinho (BA), Cleber Verde (MA) e Vitor Paulo (RJ); os presidentes regionais Aroldo Martins (MT) e Wanderley Tavares (DF); o vice-presidente da FRB, deputado distrital Evandro Garla; o secretário de Esportes do Distrito Federal, Julio Cesar; o secretário do Idoso do DF, Ricardo Quirino; o secretário do Conselho de Governo do DF, Roberto Wagner Monteiro; o secretário de Planejamento e Ordenamento da Pesca, Flávio Bezerra da Silva.

    Às 16h, será realizada uma cerimônia exclusiva, para transmissão de cargo, no MPA.

    Por Suellen Siqueira

    Fotos: Douglas Gomes

  • Curso para Lideranças Políticas da FRB capacita coordenadores do Distrito Federal

    Aula com foco nas Eleições 2014 foi ministrada pelo cientista político

    Leonardo Barreto para lideranças do Recanto das Emas (DF) .

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    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) está trabalhando na capacitação dos militantes do Partido Republicano Brasileiro (PRB) para o período eleitoral. Na manhã deste sábado, dia 8, a instituição realizou o “Curso para Lideranças Políticas – Eleições 2014”, na sede, em Brasília (DF). Na oportunidade, 32 coordenadores políticos do Recanto das Emas, cidade satélite do Distrito Federal, participaram da aula ministrada pelo coordenador acadêmico da FRB, Leonardo Barreto. A solicitação partiu do líder comunitário Josué Souza. Todos receberam certificado.

    Entre o conteúdo abordado, Barreto explicou os conceitos gerais e históricos da política, além de dados estatísticos sobre o pleito. “A gente não tem ideia de como as pessoas estão desencantadas e absolutamente descrentes de salvação e qualquer melhoria, que passe pelo processo político. Isso virou um senso comum, uma verdade popular. Mas pesa pra quem leva a política a sério e quer trabalhar de verdade”, ponderou.

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    O cientista político considerou ainda, a importância de explorar experiências passadas, pois, segundo ele, elas transmitem uma credibilidade real. “É preciso estar engajado, ser um agente de transformação social, para provar que nem todos os políticos são iguais. E infelizmente, nem a sociedade é totalmente virtuosa, pois nossos representantes são espelho do que somos”.

    O vice-presidente da FRB e deputado distrital, Evandro Garla, falou sobre a atuação do partido e da necessidade de ser persistente e trabalhar com dedicação. “A verdade é que devemos estar preparados para tudo, inclusive para receber um ‘não’. Durante minha campanha fui xingado na rua, por que algumas pessoas acham que todo candidato é igual, independente de o conhecerem”.

    Para enriquecer o debate, o deputado federal Vítor Paulo falou de sua experiência na política. “Participo ativamente há vinte anos. Já passei por dez eleições nacionais e municipais. Tudo nos prepara e agrega conhecimento”. Em relação ao curso, Vítor Paulo foi enfático. “A Fundação é excelente nesse trabalho de capacitação. O Mauro é um presidente muito dedicado, focado. Vocês têm aqui uma oportunidade valiosa”.

    foto 03Para encerrar, o presidente da FRB, Mauro Silva, explicou os princípios do Republicanismo aos alunos. “Nosso ideal é disseminar o jeito republicano de administrar. Por isso investimos nesse trabalho de capacitação. É por meio do zelo e cuidado com a coisa pública que devemos atuar”. Ele destacou ainda que, o crédito do PRB em relação à Fundação demonstra o diferencial da legenda. “O partido investe, como deve ser, no trabalho da Fundação. E está preocupado em qualificar seus militantes. Espero que vocês tenham sido bem recebidos e tenham gostado do curso”.

    Impressões

    “Essa foi uma manhã de aproveitamento. Aprendi muito aqui, principalmente  como deve ser o comportamento diante dos eleitores e como ajudar os pré-candidatos. O PRB e a Fundação estão de parabéns pela iniciativa. Ainda não sou filiado, mas percebi que esse partido é realmente nota 10”. – Uziel dos Santos, 35 anos.

    “O curso foi muito produtivo. Hoje aprendi estratégias de campanha diferentes e muito também com erros que não devemos cometer. Aqui aprendemos que a imagem do futuro candidato é tudo, e deve ser positiva. Além disso, temos que fazer projetos que realmente venham de acordo com as necessidades da população”. Emerson Ferreira, 27 anos. 

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    “Acredito que cursos como esse são de grande valia, pra quem vai ser candidato. Hoje saio daqui com uma visão diferenciada em relação à campanha. Vamos mudar algumas estratégias e acrescentar o que aprendemos aqui em nossa campanha”. Thaine de Araújo, 31 anos.

    “O curso foi maravilhoso, adorei! O conteúdo abordado estava riquíssimo. E eu gostaria de parabenizar o PRB e a FRB pela aula e pela estrutura na qual fomos recebidos. Gostei muito da forma de trabalhar do partido”. Eleusa Gomes, 47 anos.

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    Dia Internacional da Mulher

    E neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Fundação homenageou o público feminino. Alunas e funcionárias receberam do presidente Mauro Silva um cartão comemorativo decorado. Ele dedicou algumas palavras a elas, destacando sua importância. E também, em relação à sua participação ativa nos projetos da FRB, uma vez que 85% do quadro de funcionários e voluntários da instituição é composto por mulheres, que atuam em diversas áreas e contribuem para o desenvolvimento do trabalho.

     

    Por Suellen Siqueira / Colaborou Eulla Carvalho

    Fotos: Douglas Gomes

     

  • Fundação Republicana participa de jantar do ‘Grupo 10’, do PRB/DF

    Evento reuniu 600 pessoas, entre autoridades, militantes e simpatizantes da legenda

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    Na noite desta quinta-feira, dia 6, a churrascaria Pampa, em Brasília recebeu mais de 600 republicanos, para o ‘Jantar com o Grupo 10’. O evento reuniu autoridades, militantes e simpatizantes do Partido Republicano Brasileiro do Distrito Federal (PRB/DF), e contou com a colaboração do presidente Mauro Silva e equipe da Fundação Republicana Brasileira (FRB).

    A instituição, que tem como missão disseminar os valores éticos e políticos aos cidadãos, marcou presença para fortalecer o vínculo com o grupo. E se colocou à disposição, para promover a qualificação dos pré-candidatos e lideranças do PRB, como já tem feito, nos diversos cursos de política oferecidos por todo o país. A intenção é contribuir para uma atuação mais consciente e comprometida dos republicanos, principalmente em época de eleições, onde a necessidade de preparar-se e compreender melhor o cenário político atual, fica mais evidente.

    Estiveram presentes o presidente do PRB/DF Wanderley Tavares; o deputado federal Vítor Paulo; o deputado distrital e vice-presidente da FRB, Evandro Garla; o secretário de Esporte do DF Júlio César Ribeiro; o secretário do Idoso Ricardo Quirino; além de pré-candidatos do partido. Personalidades bastante conhecidas na capital brasiliense, como o jornalista e apresentador da Rede Record, Henrique Chaves, e o empresário Claudeci Luart, também compareceram.

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    Grupo 10

    O ‘Grupo 10’ é uma equipe composta por autoridades, assessores, militantes e pré-candidatos do PRB/DF. Os integrantes reúnem-se periodicamente, para traçar metas e diretrizes para o trabalho, com o objetivo de nortear a atuação da legenda no Distrito Federal e entorno, de forma homogênea. Todos participam ativamente com opiniões e propostas. Neste ano, em especial, os republicanos estão focados nas Eleições 2014.

    Por Suellen Siqueira – Ascom FRB

    Fotos: Júnior Vitorino – Argus Comunicações

     

  • FRB acerta detalhes para as atividades da primeira subseção

    Presidente da FRB se reúne com cientistas políticos para afinar a metodologia de cursos da subseção de São Paulo
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    Na tarde desta quinta-feira, dia 13, o presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB) Mauro Silva se reuniu com os cientistas políticos Leonardo Barreto e Julio Ogusuka Gushiken, no diretório do Partido Republicano Brasileiro, em Brasília (DF).

    A 11 dias da inauguração da primeira subseção da FRB, em São Paulo (SP), o objetivo do encontro foi acertar detalhes da metodologia acadêmica e afinar os trabalhos, que serão realizados no novo espaço, a partir do dia 24 deste mês.

    Barreto é o coordenador acadêmico da instituição. É ele quem elabora metodologia e conteúdo dos cursos de política, presencial e on-line. O professor também ministra as aulas, no Distrito Federal, entorno, e de forma itinerante, nos estados.

    Ogosuka será o profissional responsável por coordenar as mesmas atividades, na subseção da FRB, aos paulistas e paulistanos. Tendo como base o trabalho realizado na sede, o cientista político ministrará os cursos, simpósios e palestras.

     Por Suellen Siqueira – Ascom/FRB

  • Fundação Republicana terá primeira subseção em São Paulo

    Inauguração do espaço será realizada no próximo dia 24, na sede do PRB/SP

    A primeira subseção da Fundação Republicana Brasileira será em São Paulo. A instituição, que atualmente funciona na sede, em Brasília, e também realiza cursos itinerantes em diversos estados, além de a distância, na plataforma on-line, terá um novo espaço. A inauguração será no próximo dia 24, na sede do Partido Republicano Brasileiro no estado (PRB/SP) e reunirá autoridades, membros da sociedade civil, imprensa e convidados.

    Inicialmente serão disponibilizados os cursos de política, simpósios e palestras, no auditório cedido pelo PRB para as atividades. Assim como na capital federal, paulistas e paulistanos também poderão participar de eventos promovidos pela FRB, com o objetivo de conscientizar, debater e despertar ainda mais o interesse dos cidadãos para a política. Os serviços são gratuitos, destinados a diversos públicos, independente de filiação partidária e envolvimento com o PRB.

    Mauro Silva, presidente da Fundação, explica a iniciativa. “A meta é alcançar todo o Brasil, para atender todos os estados. Mas isso será feito aos poucos, a começar por São Paulo, um estado importante para o desenvolvimento do país, no qual já estivemos outras vezes e constatamos um potencial enorme para a expansão dos trabalhos”.

    Em Brasília os responsáveis pelos trabalhos e projetos da FRB são o presidente Mauro Silva e a secretária geral Telma Franco. Em São Paulo, dois outros parceiros estão responsáveis: o coordenador Aildo Rodrigues Ferreira e Juliana Uchôa.

    Serviço

    Inauguração da primeira subseção da FRB

    Data/horário: 24/02, às 19h30

    Local: Auditório da sede do Partido Republicano Brasileiro em São Paulo (PRB/SP)

    Endereço: Rua Pires da Mota, 399, Aclimação – São Paulo/SP

    Por Suellen Siqueira – Ascom/FRB

     

  • Cursos de idiomas da FRB alcançam a marca de 500 alunos atendidos

    Além de abrir novas turmas, instituição já tem lista de espera para 2015

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    Os cursos de idiomas da Fundação Republicana Brasileira alcançaram a marca de 500 alunos matriculados e frequentes em 2013/2014. Além de abrir novas turmas para as aulas de inglês, às segundas e quartas-feiras, nos períodos vespertino e noturno, a instituição também recebeu novos interessados nas classes de espanhol. E já possui uma lista de espera, com inscrições para 2015.

    Após a inauguração da nova sede, em setembro do ano passado, com espaço maior e dependências melhor equipadas, mais pessoas puderam ser atendidas pelos serviços gratuitos da instituição. Ao final do mês seguinte, a FRB comemorou a marca de 380 alunos.

    O objetivo é qualificar os participantes para se comunicar em inglês e espanhol em situações corriqueiras e profissionais, com foco na conversação, tendo em vista também, a aproximação de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol. A didática institucional aplicada pelos professores prepara os alunos para oportunidades no mercado de trabalho que, muitas vezes, exige razoável conhecimento e domínio de outros idiomas.

    Segundo a coordenadora pedagógica da FRB Adaiane Susy Rabêlo, “a Fundação deseja que os alunos realmente aprendam. Acredito que nosso diferencial está no comprometimento, na forma como atendemos e consideramos suas opiniões, principalmente quando ouvimos deles aquilo que precisamos aprimorar. A bolsa requer participação e compromisso por parte dos alunos também, para que saiam daqui aptos para praticar o idioma”, enfatiza.

    A pedagoga explica ainda que, a procura pelos cursos aumentou muito, devido ao carinho e respeito – o contato direto com o aluno. “Queremos que eles saiam do trabalho ou de casa para se envolver e ser contagiados pelos professores. E não apenas para assistir uma aula, mas que tenham prazer em estar aqui”.

    Por Suellen Siqueira – Ascom/FRB

     

  • Mobilidade social e o jogo eleitoral

    Léo-Barreto-682x1024Nenhum evento político pode ser explicado por um único motivo. Eles são o resultado da interação entre variáveis que podem ser mais ou menos controladas. Circunstâncias, costumes, estratégias e também o acaso são  elementos que tornam a equação política dinâmica e fluida.

    Em busca da compreensão do fenômeno político, formam-se os modelos explicativos que, inevitavelmente, reduzem e simplificam a realidade complexa. Eles funcionam da mesma forma com que um globo terrestre de papelaria passa uma ideia do mundo: permite a visualização concreta de conceitos abstratos, sendo útil desde que os seus limites não sejam desconsiderados.

    No que toca aos fatores decisivos em eleições presidenciais, mesmo ideias cristalizadas como o desempenho econômico do governo têm dificuldades para serem confirmadas isoladamente (o famoso “é necessário, mas não suficiente”).

    Por exemplo, estudo realizado pelos cientistas políticos Adam Przworski e José Antônio Cheibub  com 135 países não encontrou correlação entre desempenho econômico e reeleição, fazendo-os concluir ser “possível que os eleitores se preocupem com outras coisas que não o seu bem-estar material”.

    Faz parte da análise política testar e acrescentar variáveis na tentativa de obter modelos mais sofisticados e próximos da realidade. Sobre as eleições presidenciais brasileiras, apesar do número restrito de casos observáveis (de 1989 para cá), algumas explicações sobre o voto já foram consolidadas e podem ajudar a entender o que estará em jogo em 2014.

    Nosso atalho é o trabalho dos cientistas políticos Lúcio Rennó e Vitor Peixoto. Utilizando o Estudo Eleitoral Brasileiro realizado em 2010, eles testaram um conjunto de treze variáveis de natureza sócio econômica e de conjuntura política, entre elas a aprovação do governo e participação em programas sociais, por exemplo.

    Os fatores tradicionais (verificados como sendo importantes também em outras eleições) que influenciaram o voto em Dilma foram a aprovação do governo e a identificação partidária com o PT. Os fatores circunstanciais foram ter votado em Lula na eleição anterior e, principalmente, ter experimentado um processo favorável de mobilidade social (a participação em programas sociais não foi estatisticamente importante, apesar de estar indiretamente associada à mobilidade de parte da população).

    Com o distanciamento do período Lula, é possível que a percepção de mobilidade social continue e ganhe mais força como fator circunstancial de decisão da disputa presidencial. Ela traz a questão econômica de volta, mas de forma qualificada. O crescimento do PIB, o nível de emprego, a inflação, o endividamento das famílias, as oportunidades de educação, a corrupção e a eficiência da gestão só servirão para construir narrativas eficazes de reforço ou de contestação do atual governo se conseguirem contar de forma ajustada como elas interferem no crescimento pessoal dos indivíduos, passado e futuro.

    A ideia de mobilidade social é uma meta política típica de regimes democráticos e mostra o processo de evolução do país nesse sentido. Em contextos de liberdade, os indivíduos são capazes de transformar suas aspirações em plataformas políticas, tomando a agenda eleitoral.

    Não é simples sintetizar uma narrativa sobre mobilidade social, considerando principalmente que os indivíduos possuem condições e percepções distintas a respeito do que precisam para evoluírem. Por exemplo, para uma parte da população, as expectativas de melhoria de vida estão vinculadas ao auxílio de programas governamentais. Para outra, o crescimento está ligado ao esforço pessoal e a sua principal reivindicação é que o governo não as atrapalhem tanto.

    Para complicar, a distinção entre os grupos está ficando cada vez menos clara. Muita gente ascendeu nos últimos anos, mas a sua posição não é tão consolidada como as da classe média tradicional, sem contar que um contingente enorme de pessoas ainda está na rabeira da pirâmide social brasileira… Este é o mapa eleitoral sobre o qual os presidenciáveis terão que se debruçar e fazer suas opções estratégicas no ano que vem.

    Como o efeito maior ou menor das narrativas varia também de acordo com a credibilidade do interlocutor (outra variável) que, por sua vez, é construída em torno de dados, experiências de gestão anteriores e aspectos biográficos, as táticas serão determinadas pelo perfil dos presidenciáveis. Nesse sentido, Dilma está muito atrelada ao discurso das políticas sociais e Aécio ao tema meritocrático, uma  tese que, se não for suficiente para o atual momento, tende a se tornar a narrativa hegemônica no futuro na medida em que as pessoas melhorem e dependam mais de si e menos do Estado. Campos ainda não deixou claro o que vai fazer, mas a presença de Marina lhe oferece um forte conteúdo simbólico de mobilidade por esforço próprio.

    Portanto, não é a economia. É a economia associada às trajetórias pessoais, é o fornecimento perspectivas de mobilidade social. As narrativas presidenciáveis, mais do que perguntas retóricas, terão que responder a clássica pergunta feita pelos cientista político americano Samuel Popkin: “afinal, o que o governo tem feito (ou pode fazer) por mim nos dias atuais?”

    Leonardo Barreto

    Doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília e coordenador acadêmico da Fundação Republicana Brasileira

  • Mobilização nacional da juventude contra o crack chega a Brasília no próximo sábado

    Evento será realizado no ginásio Nilson Nelson e reunirá participantes do DF e entorno para dizer não às drogas
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    No próximo sábado, dia 1º de fevereiro, a capital federal será palco de uma mobilização contra o uso de substâncias entorpecentes, com ênfase no crack. O evento intitulado “Saiba dizer não – Brasil campeão é um Brasil sem Crack” reunirá participantes de todas as cidades-satélites do Distrito Federal e entorno, a partir das 15h, no Ginásio Nilson Nelson. A entrada é franca. A Fundação Republicana apoia a iniciativa e prestigiará o evento, representada por seu presidente Mauro Silva e equipe.

    O projeto, que já reuniu milhares de pessoas, em mais de vinte estados da Federação, tem como objetivo alertar a sociedade quanto aos malefícios do uso de drogas, que têm se alastrado pelo país – principalmente o crack, com rápido poder destrutivo. Na oportunidade, diversas pessoas regeneradas, antes vítimas dos entorpecentes, falarão sobre suas experiências.

    Os organizadores nacional e estadual do movimento, Marcello Brayner e Wendel Silva, comandarão as atrações artísticas e esportivas, que prometem animar o evento, com apresentações de música, dança e três partidas de futebol entre times locais. A proposta é mostrar que, por meio de atividades sadias, e de uma mudança de hábitos é possível ter uma vida feliz, e totalmente livre dos vícios.

    Saiba mais

    O crack tem se alastrado rapidamente pelo país. E preocupa famílias, organizações e autoridades. Por este motivo, uma pesquisa iniciada em 2011 e divulgada no ano passado, aponta que no país há cerca de 370 mil usuários da droga, sendo 50 mil deles crianças. Os dados são do Ministério da Justiça, num levantamento realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Outra pesquisa, da Confederação Nacional dos Municípios fornece um dado ainda mais alarmante: 98% das cidades brasileiras estão enfrentando problemas relacionados ao consumo de crack e outras substâncias. A “pedra”, como é conhecida, é obtida a partir da mistura de pasta-base de coca ou cocaína refinada, bicarbonato de sódio e água. Substâncias como cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica também podem fazer parte da sua composição.

    Sua ação é devastadora: após ser aquecida, a pedra torna-se gás, é inalada e absorvida pelos pulmões, e chega rapidamente à corrente sanguínea. Em segundos a droga é capaz de alcançar o cérebro humano – o que torna a dependência mais rápida. Os efeitos mais comuns são euforia, irritabilidade, falta de apetite, insônia, espasmos musculares, taquicardia, tremores, e alterações da percepção e do pensamento.

     

    Serviço

    Evento: “Saiba Dizer Não – Brasil Campeão é um Brasil Sem Crack”

    Data: 1º de fevereiro de 2014

    Horário: 15h

    Local: Ginásio Nilson Nelson – SRPN Trecho 01, Eixo Monumental – Brasília (DF)

    Aberto ao público. Ônibus serão disponibilizados em pontos estratégicos, nas cidades satélites do DF e entorno.

    Credenciamento da imprensa: Portão 1 – Inferior (Tribuna de Imprensa)

    Por Suellen Siqueira

    Com informações do Ministério da Justiça / Crédito de imagem: Projeto FJU-DF

  • Um Brasil embrutecido

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    O início do ano foi marcado pelas cenas de barbárie de presos degolados na penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão. Já havia algum tempo que notícias desse caos humano chegavam de lá. Mas foi apenas com o pedido de explicações da comissão de direitos humanos da ONU feito junto ao governo brasileiro que a atenção da opinião pública foi despertada para o caso.

    A culpa logo recaiu sobre o governo e principalmente sobre a família Sarney, que exerce influência política no estado há muito tempo. A indignação foi tão longe que um grupo de cidadãos do Rio de Janeiro começou a recolher assinaturas para pedir o impedimento de Roseana Sarney, no Maranhão.

    Acusar um estado ou uma família da matança de Pedrinhas é promover uma leitura simplista do problema. Para começar, antes do Maranhão, tivemos o Carandiru em São Paulo, diversas mortes em Bangu, no Rio de Janeiro, o massacre de Urso Branco, em Rondônia e muitos outros para nos lembrar que o problema é nacional.

    O problema de fundo e de resolução mais difícil nesse caso não é a incompetência dos políticos, mas é o o sentimento da sociedade de modo geral (sempre há exceções) de não se incomodar muito com essas mortes. Na verdade, mesmo que não admitam, muitos se sentiram felizes e até vingados. Ou não?

    Ontem, ao ler a notícia do lamento do pai de um dos presos assassinados que chorava as mais de 100 perfurações encontradas no corpo do seu filho, acabei indo até os comentários feitos pelos leitores e encontrei a frase que, para mim, é mais apavorante do que a sorte dos decapitados: “meu solidário BEM FEITO rs” (sic).

    Acredito que o autor desse comentário não tenha noção do quanto as suas palavras estão enraizadas nas piores tradições que temos. Ele não apenas negou o direito à vida do preso e o direito do pai de chorar a morte do filho. Também negou a qualquer preso o direito à humanidade.

    Independente do que o rapaz tenha feito, há coisas que não podem ser flexibilizadas e a humanidade é a principal delas. Ignorar isso seria retroceder centenas de anos na nossa história, seria dizer que a matança nazista não nos ensinou coisa alguma e que a cultura da morte venceu.

    A barbárie não pode ser aceita em nenhum lugar e sob nenhuma circunstância. Muito sangue já foi engolido pela terra para que aprendêssemos esta lição. Não é possível dizer que somos civilizados enquanto celebramos cabeças cortadas e mutilamos as famílias no seu direito sagrado de chorar seus mortos. Sem extirpar a violência que existe dentro de nós, não haverá paz, sono tranquilo, nem cordialidade, esteja o cidadão preso ou livre. Ou quebramos a lógica da violência, ou ela prevalecerá, nos proporcionando apenas, nas palavras de Thomas Hobbes, a existência “embrutecida, curta e marcada pelo medo da morte violenta”.

    Mauro Silva – presidente da Fundação Republicana Brasileira

  • Fundação Republicana terá subseções em outros estados

    Inicialmente, a instituição fará a expansão dos trabalhos, para atender o estado de São Paulo 
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    Após a inauguração da nova sede, em setembro deste ano, e a expansão dos trabalhos realizados, a Fundação Republicana Brasileira se prepara para lançar as subseções da instituição. O objetivo é atender, num primeiro momento, o estado de São Paulo, com espaço físico e serviços disponíveis a partir de 2014.

    Por este motivo, a diretoria tem realizado uma série de encontros, para estabelecer as frentes de trabalho. A previsão é que as atividades sejam iniciadas em São Paulo, em fevereiro de 2014, com o Curso de Política, simpósios, palestras e os cursos de idiomas.

    Nesta quarta-feira, dia 4, o presidente da FRB Mauro Silva e a secretária geral Telma Franco estiveram reunidos com Juliana Uchôa, do PRB/SP. Ela será responsável por secretariar a subseção no estado, junto com o presidente municipal do PRB/SP, Aildo Rodrigues Ferreira, que irá coordenar os trabalhos no local.

    Para Mauro Silva as subseções são necessárias, para melhor atender à demanda por todo o país. “O objetivo é atender a todos os estados, e faremos isso gradualmente, a começar por São Paulo. Nossa meta é alcançar todo o Brasil”, explica.

    Por Suellen Siqueira