Autor: Mazé

  • Colaboradores do Complexo Republicano, em Brasília, vivenciam jornada imersiva de acolhimento

    Colaboradores do Complexo Republicano, em Brasília, vivenciam jornada imersiva de acolhimento

    Iniciativa proporcionou integração com a cultura organizacional e conexão entre as instituições

    Brasília/DF – A terça-feira (22) foi marcada por uma experiência especial para os colaboradores do Complexo Republicano, em Brasília. Eles participaram de uma experiência de onboarding, que proporcionou momentos de integração com as atividades, a cultura e os processos das três instituições que compõem o prédio:  o Republicanos, a Fundação Republicana Brasileira (FRB) e a Faculdade Republicana. A programação incluiu também momentos de descontração, tornando o encontro mais leve e acolhedor.

    Com 20 anos de história, o Republicanos é fruto do esforço coletivo de muitas pessoas, algumas já não estão presentes, mas deixaram sua marca nessa trajetória. O tesoureiro nacional do partido, Mauro Silva, destacou:

    “O Republicanos é feito por pessoas comuns que sonham alto e trabalham duro.  Somos um partido que honra suas raízes, mas que mantém o olhar firme no futuro. Saibam que vocês não estão apenas trabalhando em uma empresa. Estão fazendo parte da construção de uma história, uma história guiada por propósito, valores e compromisso com o Brasil que queremos deixar como legado às próximas gerações”.

    Cada instituição foi representada por seu gestor, que permaneceu presente durante toda a programação, demonstrando reconhecimento e valorização do papel de cada colaborador no crescimento conjunto das organizações. A presidente da FRB, Renata Sene, ressaltou:

    “Esse acolhimento que vimos aqui hoje não é realidade em todos os lugares, por isso, parabenizo a Inteligência Profissional pelo cuidado e sensibilidade nesse processo. Me senti, de fato, acolhida, como no dia em que cheguei aqui. Somente aqui dentro, é que conheci a grandeza que é FRB. E, mesmo que todos os partidos tenham uma fundação, nenhuma é igual a nossa. Somos a única da América Latina a ter uma faculdade própria. Isso nos possibilita a alcançar novos patamares”.

    A cultura do voluntariado, presente desde a criação das instituições, também foi destacada. A voluntária Leandra Goutinho compartilhou sua experiência:

    “O voluntariado é uma escolha que vai além do tempo doado, é sobre se colocar à disposição do outro e das causas que acreditamos. Participar dos eventos como voluntária me permite vivenciar na prática o comprometimento com a cidadania. A Fundação nos oferece esse espaço de atuação, aprendizado e conexão. Eu me sinto honrada em fazer parte disso”.

    O diretor-geral da Faculdade Republicana, Valdir Pucci, falou sobre os desafios da criação da instituição e sua missão:

    “Quando foi feita a pesquisa para a criação da IES, havia dois caminhos: o mais fácil e o mais desafiador. Como é típico do Republicanos, escolhemos o melhor caminho, o que agregaria maior valor no futuro, criar nossa própria faculdade. Nossa razão de existir é clara: acreditamos que o futuro não pode esperar. Por isso, preparamos profissionais com excelência, ética e consciência cidadã”.

    Ao longo do dia, coordenadores de cada setor apresentaram o funcionamento das áreas, demonstrando como cada colaborador pode contribuir para o desenvolvimento das atividades. Estiveram presentes tanto recém-chegados quanto colaboradores com anos de atuação. Independentemente do tempo de casa, os depoimentos foram unânimes quanto à importância da experiência.

    A analista de Departamento Pessoal do Republicanos, Deise Silva, com apenas duas semanas na instituição, relatou:

    “Foi incrível, realmente decolei. Pela primeira vez em anos de profissão tive uma experiência tão marcante. Me senti privilegiada de participar. Não conhecia o termo ‘Onboarding’ e foi um aprendizado e tanto. Pude ver como o Republicanos se empenha em fazer com que seus colaboradores tenham um diferencial. O conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você”.

    A recepção foi conduzida pela empresa Inteligência Profissional, responsável pelos processos internos do Complexo Republicano. Com o tema “a viagem”, a jornada dos participantes foi, de fato, uma imersão na história, missão e nos valores das três instituições.

    Dessa forma, a jornada evidenciou o compromisso coletivo do Republicanos, da Fundação Republicana Brasileira (FRB) e da Faculdade Republicana com o diálogo, a construção colaborativa e a empatia, pilares para uma convivência mais saudável, respeitosa e produtiva. Essa cultura começa dentro das próprias instituições, o que reforça a credibilidade de suas ações perante a sociedade. Por isso, cada iniciativa, por menor que pareça, representa uma política pública em movimento, com um propósito claro: o empoderamento do cidadão brasileiro.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Ascom FRB

  • 10 anos da Lei Brasileira de Inclusão

    10 anos da Lei Brasileira de Inclusão

    Com uma década de existência, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) consolidou direitos, inspirou políticas públicas e fortaleceu a autonomia das pessoas com deficiência no Brasil. No entanto, sua plena implementação ainda depende do engajamento contínuo de toda a sociedade 

    Aprovada em 6 de julho de 2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, representa um marco na construção de uma sociedade mais justa e acessível. A legislação, que completa dez anos de vigência, foi criada para assegurar e promover em condições de igualdade, o exercício dos direitos e liberdades fundamentais para mais de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, segundo dados do IBGE. 

    Inspirada na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008, a LBI incorporou os princípios de autonomia, dignidade, igualdade de oportunidades e não discriminação. Além disso, atribuiu responsabilidades claras ao poder público, às empresas e às instituições sociais, com foco na eliminação de barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais. Um dos principais avanços da lei foi o reconhecimento da capacidade jurídica plena das pessoas com deficiência. Isso significa que elas passaram a ter garantido o direito de tomar decisões sobre todos os aspectos da vida civil, com base em sua própria vontade. Para tanto, a lei prevê mecanismos de apoio, como a tomada de decisão apoiada, que oferece suporte sem comprometer a autonomia. Com isso, asseguram-se direitos fundamentais, como casar, votar, herdar, trabalhar e administrar os próprios bens.  

    Na área da educação, a LBI determina que todas as instituições de ensino, públicas ou privadas, garantam o acesso de pessoas com deficiência, vedando a cobrança de taxas adicionais. A lei também torna obrigatória a oferta de recursos de acessibilidade, como intérpretes de Libras, materiais adaptados, tecnologia assistiva e formação adequada para professores.  

    No mercado de trabalho, a legislação reforça a política de cotas para empresas com mais de 100 funcionários e amplia as exigências quanto à acessibilidade física e à adaptação dos postos de trabalho.  

    Políticas públicas 

    A LBI também impulsionou a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão. Programas federais como o Viver sem Limite, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Passe Livre e diversas iniciativas de acessibilidade urbana ganharam respaldo jurídico e institucional. Estados e municípios criaram secretarias, conselhos e coordenadorias específicas, com planos locais voltados à acessibilidade, ao transporte, à educação e à cultura.  

    Porém, apesar dos avanços legais e simbólicos, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para tornar a LBI plenamente efetiva. A acessibilidade física em espaços públicos e privados permanece insuficiente em diversas regiões, especialmente nas periferias urbanas e em cidades de pequeno porte. A acessibilidade digital, essencial em uma sociedade cada vez mais conectada, também é limitada. Além disso, o preconceito, o capacitismo e a desinformação ainda restringem o exercício pleno da cidadania por parte de muitas pessoas com deficiência. 

    Outro ponto sensível é a fiscalização. Diversos dispositivos da lei dependem de ações contínuas de órgãos de controle, do Ministério Público, das defensorias e da própria sociedade civil para que saiam do papel. A formação profissional e a inclusão no mercado de trabalho também permanecem como metas distantes para boa parte da população com deficiência.   

    Segundo especialistas e entidades da área, é necessário ampliar os investimentos públicos em acessibilidade urbana e digital, fomentar a qualificação profissional, ampliar oportunidades de emprego, promover campanhas de conscientização e integrar as políticas de inclusão às estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável.  

    Mais do que um marco jurídico, a LBI é um compromisso coletivo com a democracia, a diversidade e os direitos humanos. Como destaca o próprio texto da lei, a deficiência não está na pessoa, mas nas barreiras impostas por uma sociedade que ainda não compreende a inclusão como um valor central. Superar essas barreiras é, acima de tudo, um ato de cidadania. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da imagem: Internet 

  • Commodities: o motor silencioso da economia brasileira

    Commodities: o motor silencioso da economia brasileira

    Soja, minério de ferro, petróleo e carnes impulsionam as exportações e colocam o Brasil entre os principais players globais no comércio de commodities. No entanto, essa posição de destaque também evidencia os desafios de uma economia dependente de matérias-primas em um mercado internacional marcado pela volatilidade

    De produtos agrícolas a matérias-primas minerais, as commodities são elementos centrais da economia mundial. São bens padronizados, negociados em bolsas internacionais, e essenciais para o funcionamento de indústrias, a segurança alimentar global e a dinâmica dos mercados financeiros. Diferentemente da produção industrial, as commodities apresentam pouca ou nenhuma diferenciação de marca, um barril de petróleo ou uma tonelada de soja, por exemplo, têm valor equivalente independentemente da origem. Essa padronização, combinada à oferta e demanda globais, define seus preços e sua relevância como indicadores econômicos. 

    No Brasil, o mercado de commodities vem crescendo de forma expressiva e histórica. O país se consolidou como líder global em diversas categorias: é o maior exportador mundial de soja (incluindo derivados como farelo e óleo), café, açúcar e suco de laranja. No setor mineral, destaca-se a produção de minério de ferro, acompanhada por sal, níquel, bauxita, cobre e ouro. No agronegócio, o Brasil ocupa posição de destaque entre os principais exportadores de carne bovina, frango e suco de laranja, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

    Esse protagonismo rende dividendos que vão além da balança comercial. As receitas cambiais geradas pelas exportações contribuíram para a formação de reservas internacionais, atraíram investimentos estrangeiros e impulsionaram a produtividade do país. Apenas no primeiro trimestre do corrente ano, a exportação de farelo de soja bateu recordes. Em 2024, o agronegócio brasileiro atingiu a marca de US$ 137,7 bilhões em exportações, superando os Estados Unidos em volume. Minério de ferro, soja, petróleo e carne estão entre os dez principais produtos exportados, compondo parte significativa da pauta externa brasileira. 

    Termômetro econômico 

    Em termos macroeconômicos, o desempenho das commodities atua como um termômetro da economia global. Quando a demanda é aquecida, como ocorreu no início do ano vigente, impulsionada pela maior procura chinesa, os preços sobem, beneficiando as exportações brasileiras. Em contrapartida, períodos de crise reduzem a demanda, pressionam os preços e impactam diretamente o crescimento do país. Internamente, o cenário também apresenta obstáculos: a recente elevação da taxa Selic para 15% encarece o crédito e compromete a competitividade dos exportadores. Somam-se a isso novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos como café, carne e suco de laranja, com vigência a partir de 1º de agosto, o que acentua a urgência em diversificar mercados e destinos. 

    Embora altamente rentável, a dependência de commodities envolve riscos. A chamada “doença holandesa”, fenômeno econômico que descreve o enfraquecimento da indústria nacional decorrente da excessiva exploração de recursos naturais, alerta para os perigos de uma economia que negligencia setores de maior valor agregado. Além disso, políticas cambiais e de juros impactam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas.  

    Por isso, ganha força o movimento por estratégias de agregação de valor com base em sustentabilidade e inovação. No campo, isso se reflete no uso de bioinsumos e agricultura de precisão; na mineração, na ampliação do processamento interno de minérios; e nos serviços financeiros e logísticos, que se conectam diretamente à cadeia das commodities. Bancos como o BTG Pactual já desenvolvem operações internacionais que integram produção e exportação de alimentos, promovendo uma atuação completa “do campo ao comprador”.  

    As commodities, portanto, são a base invisível que sustenta grande parte da economia brasileira. Com impacto direto nas contas externas, na geração de empregos e na formulação de políticas macroeconômicas, elas são tanto um motor de desenvolvimento quanto um alerta sobre vulnerabilidades estruturais. O grande desafio do Brasil é deixar de ser apenas um fornecedor de recursos e se tornar protagonista em cadeias de valor complexas, com sustentabilidade, tecnologia e inovação como pilares da transformação. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da imagem: Internet 

  • Mercado de trabalho: as habilidades humanas que a inteligência artificial não consegue substituir

    Mercado de trabalho: as habilidades humanas que a inteligência artificial não consegue substituir

    Empatia, criatividade e julgamento complexo seguem como diferenciais indispensáveis em um mundo cada vez mais automatizado  

    A crescente presença das Inteligências Artificiais (IAs) no ambiente profissional tem intensificado os debates sobre quais competências humanas permanecerão essenciais. Para o futurista e influenciador digital Bernard Marr, autor do livro Future Skills: The 20 Skills and Competencies Everyone Needs to Succeed in a Digital World (Habilidades do Futuro: As 20 habilidades e competências que todos precisam para ter sucesso no mundo digital, em tradução livre), as aptidões mais valorizadas no futuro serão justamente aquelas que as máquinas não conseguem replicar, como empatia, criatividade e julgamento complexo.  

    Na obra, que tem gerado discussões relevantes no meio acadêmico e nas redes, Marr destaca que, embora as IAs sejam eficientes em tarefas técnicas, elas ainda não possuem capacidade de compreender emoções, nuances culturais ou contextos subjetivos, aspectos essenciais em muitas profissões. Por isso, habilidades interpessoais e cognitivas avançadas tendem a se tornar um diferencial cada vez mais valorizado no mercado.  

    “Proibido IAs” 

    Diversas áreas ainda dependem, e continuarão dependendo, de competências exclusivamente humanas. Na saúde, por exemplo, médicos e enfermeiros vão além do conhecimento técnico: utilizam empatia e julgamento clínico para interpretar sintomas subjetivos e acolher emocionalmente os pacientes, algo que a IA ainda não é capaz de fazer. Na educação, professores adaptam estratégias pedagógicas às necessidades individuais dos alunos, motivando, inspirando e desenvolvendo habilidades socioemocionais, um processo que requer sensibilidade e percepção humana.  

    No campo da criatividade, profissionais como artistas, escritores e designers se baseiam na originalidade e na expressão emocional, características inatas do ser humano. Ainda que a IA possa auxiliar na geração de ideias, a profundidade emocional e a autenticidade artística continuam sendo insubstituíveis. 

    Lideranças e empreendedores também se destacam por habilidades que vão além da técnica. A tomada de decisões estratégicas, a inteligência emocional e a capacidade de inspirar equipes são atributos que exigem visão de futuro, sensibilidade e a habilidade de navegar em ambientes complexos e em constante mudança, competências que a IA não reproduz com precisão. 

    Segundo Marr, para manter a relevância no mercado de trabalho em constante transformação, é fundamental desenvolver habilidades que complementem as capacidades das máquinas. Inteligência emocional, pensamento crítico, criatividade e domínio das novas tecnologias surgem como ferramentas essenciais para o profissional do presente e do futuro. 

    À medida que as Inteligências Artificiais remodelam o mundo do trabalho, as competências humanas seguem no centro do processo. Investir em seu aprimoramento é o caminho para garantir uma carreira sustentável, significativa e alinhada à nova era digital.  

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da Imagem: Pete Linforth/ Pixabay/ Freepik 

  • FRB celebra encerramento das primeiras turmas do Curso de Libras com emoção e compromisso com a inclusão

    FRB celebra encerramento das primeiras turmas do Curso de Libras com emoção e compromisso com a inclusão

    Cerimônia reúne alunos e professores em noite de homenagens e reafirma o papel da instituição na promoção da acessibilidade

    A Fundação Republicana Brasileira (FRB) realizou, com grande emoção, a cerimônia de encerramento das primeiras turmas do seu Curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais). O evento reuniu alunos, professores e representantes da instituição, em uma noite marcada por homenagens, gratidão e a celebração de uma importante conquista.

    As professoras Josyane Ferreira e Gabriela Guedes conduziram a formação com dedicação e sensibilidade, promovendo não apenas o ensino da Libras, mas também a vivência concreta da inclusão. Durante a solenidade, os alunos prestaram homenagens às docentes. Um dos momentos mais comoventes foi a apresentação de um poema pelo aluno Fabrício Nunes, que expressou, com palavras e emoção, a alegria de ter participado do curso.

    A presidente da FRB, Renata Sene, esteve presente na ocasião e destacou a importância do projeto para a missão institucional:

    Os alunos, com essas novas habilidades, não estão apenas participando de um movimento de inclusão, eles estão nos enviando uma mensagem poderosa sobre o quanto isso é importante. A Fundação conta com um time comprometido, envolvido em cada etapa desse processo, para que o Curso de Libras dê certo e cumpra sua missão: levar uma educação verdadeiramente inclusiva para um Brasil que está, cada vez mais, sedento por inclusão“, afirmou.

    A gerente administrativa da FRB, Gabrielle Assumpção, também enfatizou o papel do curso como uma verdadeira política pública:

    Para a FRB, realizar esse Curso de Libras é muito importante, porque estamos proporcionando inclusão para a nossa sociedade. Aqui, a inclusão não é só discurso, é prática, é vivência, é realidade. Queremos que mais pessoas participem dessa transformação”.

    Representando o diretor-geral da Faculdade Republicana, Valdir Pucci, o coordenador Fábio Vidal também prestigiou o evento e parabenizou os alunos pelo empenho e dedicação ao longo da formação.

    O encerramento das primeiras turmas do Curso de Libras reafirma o compromisso da FRB com uma educação acessível, que valoriza a diversidade e promove a cidadania. Afinal, inclusão se faz com ação, e a FRB segue firme nesse propósito.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Carlos Gonzaga – Ascom FRB

  • Combustíveis do Futuro: a caminho de uma revolução energética sustentável

    Combustíveis do Futuro: a caminho de uma revolução energética sustentável

    Hidrogênio verde, eletrificação e biocombustíveis avançados moldam o novo panorama energético global, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU 

    O mundo atravessa uma transformação energética sem precedentes. A busca por fontes de energia mais limpas e sustentáveis tem impulsionado pesquisas e investimentos em alternativas aos combustíveis fósseis, com destaque para o hidrogênio verde, a eletrificação automotiva e os biocombustíveis avançados. 

    Hidrogênio Verde e eletrificação
    Produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes renováveis de energia, o hidrogênio verde é considerado uma das soluções mais promissoras para a descarbonização de setores com altas emissões de gases de efeito estufa, como transporte, indústria pesada e geração de energia. Empresas como a Evo Hydrogen têm desenvolvido tecnologias inovadoras que permitem a produção eficiente de hidrogênio, promovendo uma combustão mais limpa e reduzindo significativamente as emissões de CO₂. 

    A eletrificação dos veículos também tem ganhado destaque como uma alternativa viável e altamente eficiente. Motores elétricos são, em média, três vezes mais eficientes que os motores a combustão interna e não emitem gases poluentes durante o funcionamento. Diante disso, diversas montadoras têm anunciado planos ambiciosos para a transição completa para veículos elétricos nas próximas décadas. 

    Biocombustíveis avançados 

    Além do hidrogênio verde e da eletrificação, os biocombustíveis avançados, como o biogás e os combustíveis sintéticos, desempenham um papel fundamental na transição energética. Essas alternativas oferecem a vantagem de serem compatíveis com a infraestrutura já existente e podem ser produzidas a partir de resíduos orgânicos, favorecendo a economia circular.  

    A adoção de fontes de energia mais limpas está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 7, que busca garantir o acesso à energia acessível, confiável, sustentável e moderna para todos, e o ODS 13, voltado à ação contra a mudança climática global.  

    Desafios e perspectivas
    Apesar dos avanços, a transição para um modelo energético mais sustentável ainda enfrenta desafios significativos, como a necessidade de investimentos em infraestrutura, o desenvolvimento de novas tecnologias e a implementação de políticas públicas eficazes. No entanto, a tendência global aponta para um futuro energético mais limpo e resiliente, com diversas soluções coexistindo para atender às diferentes demandas da sociedade. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da Imagem: Internet 

     

  • Presidente Renata Sene representa Brasil em fórum da ONU, em Nova York

    Presidente Renata Sene representa Brasil em fórum da ONU, em Nova York

    O encontro discutiu temas relacionados ao desenvolvimento sustentável, com foco na reta final da Agenda 2030

    A presidente da Fundação Republicana Brasileira (FRB), Renata Sene, foi convidada a representar o Brasil no 8º Fórum de Governos Locais e Regionais (LRGF), realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O evento reuniu representantes de diversos países comprometidos com a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A FRB também acompanhou a delegação do município de Francisco Morato (SP), apoiando a sistematização técnica de experiências locais de sucesso, como o planejamento participativo e programas voltados à inclusão e à saúde nas periferias.

    Com o tema “Um multilateralismo em rede para as gerações presentes e futuras: os governos locais no centro da contagem regressiva para 2030”, o Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), (sigla em inglês) destacou a importância de fortalecer a governança multilateral para garantir um futuro melhor para as pessoas e para o planeta, além de enfrentar as persistentes desigualdades dentro e entre os países.

    Uma sessão especial foi dedicada aos ODS, com ênfase no ODS 3 (Saúde e bem-estar), ODS 5 (Igualdade de gênero), ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico), ODS 14 (Vida na água) e ODS 17 (Parcerias e meios de implementação). Durante essa programação, os participantes têm a oportunidade de apresentar políticas públicas e ações locais já implementadas ou em fase de execução. Além dos ODS previstos na programação oficial, a FRB também destacou seu apoio à proposta brasileira de criação do ODS 18 (Igualdade Étnico-Racial), que reconhece o combate às desigualdades raciais como fator essencial para o desenvolvimento sustentável.

    O encontro aconteceu entre os dias 14 e 23 de julho, com o HLPF e o LRGF atuando de forma integrada.

    Além da presença da presidente Renata Sene, que tem trajetória reconhecida na área da sustentabilidade, cabe ressaltar que a FRB foi a única fundação partidária brasileira convidada a participar dessa agenda internacional. Esta é a primeira vez que a instituição marca presença em um evento de tamanha relevância no cenário global, um marco que reforça o compromisso da FRB com a democracia local, a educação cidadã e o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros. Durante a programação, a presidente Renata Sene participou de painéis de alto nível e articulou parcerias com agências da ONU, redes internacionais de cidades e instituições acadêmicas, reforçando o papel da FRB como ponte entre os municípios brasileiros e espaços multilaterais.

    Nesse contexto, destaca-se que a Fundação conta com um setor específico voltado às demandas municipais, que oferece atendimento técnico especializado a gestores públicos, fortalecendo a gestão e promovendo conexões estratégicas em prol do desenvolvimento local.

    A participação da FRB na ONU representa um momento histórico e um posicionamento de responsabilidade e escuta ativa. Como destaca a presidente Renata Sene:

    “Estamos no Fórum de Governos Locais e Regionais, mostrando ao mundo a força dos municípios brasileiros no avanço da Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Levamos nossas experiências e soluções locais para inspirar políticas públicas e globais. Acreditamos que é nos territórios onde as mudanças reais acontecem, com participação cidadã, inclusão e desenvolvimento sustentável. A FRB é a ponte entre o Brasil e o mundo, fortalecendo a democracia local e conectando comunidades brasileiras a grandes instituições internacionais. Nosso compromisso é claro, transformar vidas por meio de políticas públicas que promovam inclusão, desenvolvimento e a justiça social. Juntos, podemos construir um futuro que é não deixar ninguém para trás”.

    A atuação da Fundação no evento também evidenciou sua estratégia de fortalecer a paradiplomacia dos municípios e ampliar a formação política cidadã como pilares para o avanço da Agenda 2030. Na Fundação Republicana Brasileira, trabalhamos pela construção coletiva de um futuro mais justo e inclusivo para as gerações presentes e futuras. Seguimos firmes, conectando o local ao global com coragem, propósito e visão transformadora.

    O que são os ODS?

    Diante de um cenário marcado por desigualdades, colapso ecológico e transformações na economia global, tornou-se essencial implementar ações integradas para reverter esse quadro. Nesse contexto, os países membros da ONU, juntamente com outras partes interessadas no desenvolvimento sustentável, adotaram a Agenda 2030 durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, realizada em Nova York.

    Essa iniciativa global, chamada Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, contempla os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas interligadas, que abordam desafios como erradicação da pobreza, segurança alimentar, educação de qualidade, igualdade de gênero, proteção ambiental, entre outros. A proposta é construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável, priorizando as populações mais vulneráveis.

    A Agenda 2030 foi lançada em setembro de 2015 e estabeleceu o prazo de 15 anos para o cumprimento de suas metas, ou seja, até 2030.

     

    Por: Mazé Rodrigues – Ascom FRB
    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB
    Fotos: Arquivo pessoal da presidente Renata

  • ONU: das cinzas da Segunda Guerra à liderança global pelo desenvolvimento sustentável

    ONU: das cinzas da Segunda Guerra à liderança global pelo desenvolvimento sustentável

    Entenda como a Organização se consolidou internacionalmente e hoje lidera a implementação da Agenda 2030, por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 

    A Organização das Nações Unidas (ONU) surgiu no cenário devastador do pós-Segunda Guerra Mundial. A experiência traumática da Liga das Nações mostrou ser incapaz de preservar a paz, o que levou os países aliados a planejar uma estrutura internacional mais eficaz. Sendo assim, nos acordos de Dumbarton Oaks (1944) e na Conferência de San Francisco (1945), representantes de 50 países redigiram a Carta das Nações Unidas, que entrou em vigor em outubro de 1945, com o propósito de prevenir novos conflitos, promover os direitos humanos e fortalecer o multilateralismo. 

    Desde então, a ONU se organizou em seis órgãos principais:  

    1. Assembleia Geral 
    2. Conselho de Segurança (com poder de veto para os cinco membros permanentes) 
    3. Conselho Econômico e Social 
    4. Tribunal Internacional de Justiça 
    5. Secretariado  
    6. Conselho de Tutela (atualmente inativo)  

    Essas instâncias atuam de forma integrada em áreas como segurança coletiva, desenvolvimento, direitos humanos e disputas jurídicas internacionais, com presença global por meio de missões de paz e ações humanitárias em situações de catástrofe ou pandemia. 

    Atuação ao longo das décadas
    Durante a Guerra Fria, a polarização global limitou a atuação da ONU, mas a organização liderou diversas missões de paz, ações humanitárias e imposição de sanções diplomáticas. A partir das décadas de 1970 e 1980, ampliou seu foco para questões ambientais e de saúde global, com a criação de agências como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), fundada com a Carta de Londres em 1945 e ativa desde 1946, foi pioneira nesse campo, promovendo educação, ciência e cultura.   

    Além dessas, outras agências também desempenham papéis fundamentais: o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que atuam em áreas como saúde, educação, segurança alimentar, emprego e redução da pobreza.  

    Importância atual e os ODS 

    No século XXI, a ONU permanece como o principal fórum internacional para a promoção da paz, cooperação e resposta a crises humanitárias. Apesar das críticas à lentidão de seus processos e às limitações do Conselho de Segurança, seu papel é essencial na coordenação de respostas globais a pandemias, mudanças climáticas e conflitos.  

    A partir dos avanços obtidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000-2015), a ONU iniciou um processo para estabelecer uma nova agenda global. Em 1983, a Comissão Brundtland definiu o conceito de “desenvolvimento sustentável” como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as futuras gerações. A ECO-92, Conferência da Terra realizada no Rio de Janeiro, aprovou a Agenda 21, e, em 2012, a Rio+20 lançou o documento “The Future We Want”, que pavimentou o caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

    Entre 2013 e 2014, um Grupo de Trabalho Aberto da Assembleia Geral, com 30 representantes, elaborou 17 objetivos e 169 metas específicas. Em 25 de setembro de 2015, os 193 países membros adotaram formalmente a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com vigência a partir de janeiro de 2016.  

    Assim, os ODS visam erradicar a pobreza, combater desigualdades, promover saúde e educação de qualidade, enfrentar as mudanças climáticas, incentivar cidades sustentáveis e fortalecer a paz e as instituições. Embora não sejam legalmente obrigatórios, todos os países assumiram compromissos de implementação, acompanhamento e prestação de contas de suas ações em relação aos ODSs.  

    Atualmente, os ODS orientam políticas públicas e ações de cooperação em nível global. Contudo, em 2023, a ONU alertou que apenas 15% das metas estavam no prazo previsto, e muitas sofriam retrocessos. Por isso, a organização lançou a “Década de Ação”, com o objetivo de acelerar os avanços e garantir que a Agenda 2030 seja cumprida.  

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da Imagem: Site ONU

  • Quanto tempo dura cada resíduo na natureza e por que isso importa para o futuro do planeta?

    Quanto tempo dura cada resíduo na natureza e por que isso importa para o futuro do planeta?

    De fraldas descartáveis a embalagens de vidro, resíduos do consumo moderno podem permanecer por séculos no meio ambiente. Conhecer esses prazos é o primeiro passo para a mudança

     

    Nosso lixo tem memória e, em muitos casos, longevidade. Produtos que usamos por minutos ou horas podem permanecer séculos ou até milênios no meio ambiente, causando danos quase irreversíveis à biodiversidade, aos oceanos e ao clima. A decomposição de resíduos varia enormemente, dependendo do tipo de material, das condições ambientais e da forma de descarte. Mas os números impressionam e lançam um alerta sobre a urgência de revermos nossos padrões de consumo e descartes. 

    O caso mais extremo é o do vidro. Presente em garrafas, potes e embalagens, esse material pode levar entre 4 mil anos e até 1 milhão de anos para se decompor na natureza. Isso significa que qualquer pedaço de vidro descartado hoje pode ainda estar intacto quando civilizações futuras visitarem ruínas do nosso tempo. Logo atrás estão as garrafas plásticas (PET), amplamente utilizadas em bebidas e produtos de limpeza. Estima-se que levem de 200 a 600 anos para desaparecer, tempo durante o qual se fragmentam em microplásticos que contaminam a água, o solo e entram na cadeia alimentar, afetando peixes, animais terrestres e até seres humanos. 

    Outro vilão persistente são as fraldas descartáveis, que combinam plástico, gel absorvente e fibras sintéticas. Seu tempo de decomposição varia de 450 a 600 anos, e a maioria ainda é descartada de forma inadequada, acumulando-se em lixões a céu aberto e liberando poluentes orgânicos e microplásticos. 

    Mesmo resíduos muitas vezes vistos como recicláveis, como a lata de alumínio, têm decomposição longa: 100 a 500 anos. Apesar de serem 100% recicláveis, milhões de latas ainda acabam no lixo comum, sem reaproveitamento. Já produtos como filtros de cigarro e chicletes, frequentemente descartados em calçadas e praias, podem levar de 2 a 5 anos para se decompor. Pequenos e aparentemente inofensivos, eles concentram toxinas que poluem cursos d’água e matam peixes e aves. 

    Entre os resíduos de menor tempo de decomposição estão o papel e papelão, que duram de 2 semanas a 4 meses, dependendo da composição e do ambiente. Mesmo assim, quando descartados em locais anaeróbios como aterros sanitários, podem liberar gás metano, um potente gás de efeito estufa. Materiais têxteis naturais, como o algodão, e produtos de madeira não tratada se decompõem em 6 meses a 1 ano, mas sua produção e descarte em larga escala ainda têm impactos socioambientais. 

    Por que isso importa?
    Os números mostram que o lixo não é apenas um problema estético ou logístico. Ele representa uma ameaça duradoura à vida no planeta. Quanto maior o tempo de decomposição, maior o risco de contaminação, ocupação de espaço em aterros e emissão de poluentes. E mesmo os resíduos que somem mais rapidamente, quando acumulados, também se tornam vetores de doenças, poluição e desequilíbrio ecológico. Diante disso, cresce o movimento global por políticas públicas de controle de resíduos, com foco na logística reversa, educação ambiental, banimento de plásticos de uso único e incentivo à economia circular. Países como Alemanha, Canadá e Japão têm implementado legislações rigorosas para reduzir o impacto do lixo, aumentar as taxas de reciclagem e promover alternativas biodegradáveis. Já o Brasil, com seus desafios de saneamento e desigualdade, precisa acelerar esse debate. Leis como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305/2010) já estabelecem diretrizes para gestão adequada de resíduos, mas a execução ainda é falha em muitas regiões. Além disso, o avanço da cultura do descarte rápido e do consumo descartável agrava o problema. 

    Certas atitudes cotidianas têm o poder de transformar a relação que temos com o lixo e o meio ambiente. Reduzir o consumo de embalagens e produtos descartáveis é um primeiro passo essencial para diminuir a geração de resíduos. Separar corretamente o lixo seco e úmido facilita a reciclagem e evita a contaminação de materiais reaproveitáveis. Participar de iniciativas de reciclagem e compostagem comunitária fortalece o senso de responsabilidade coletiva e contribui para o ciclo sustentável dos resíduos. Além disso, é fundamental que cidadãos cobrem de empresas e do poder público ações concretas para a redução, coleta e reaproveitamento dos materiais descartados. Pequenas escolhas individuais podem gerar grandes impactos ambientais quando praticadas em escala. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da Imagem: Freepik  

  • Prêmio Earthshot 2025 será no Brasil

    Prêmio Earthshot 2025 será no Brasil

    Evento sobre reconhecimento global e esperança ambiental acontecerá em novembro, no Museu do Amanhã, situado no Rio de Janeiro

    O Brasil será a capital mundial das soluções ambientais em 2025. O Prêmio Earthshot, uma das principais iniciativas internacionais dedicadas à preservação do planeta, acontecerá pela primeira vez no país, tendo como palco o simbólico Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

    Criado pelo Príncipe William, do Reino Unido, o prêmio tem se consolidado como uma plataforma global de incentivo a ideias práticas e transformadoras voltadas ao enfrentamento das urgentes crises climáticas e ambientais do século XXI.

    O Earthshot Prize foi lançado em 2020, mas sua origem remete a uma inspiração histórica. O nome faz referência ao célebre “moonshot”, termo cunhado nos anos 1960 para descrever a ambiciosa meta do então presidente norte-americano John F. Kennedy de levar o homem à lua. Assim como aquele desafio impulsionou avanços científicos e tecnológicos de impacto duradouro, a proposta de William é lançar “Earthshots”, metas audaciosas para restaurar o meio ambiente e proteger o planeta ao longo desta década crucial. 

    Com apoio da Royal Foundation e do naturalista Sir. David Attenborough, o prêmio estabelece cinco objetivos fundamentais até 2030:  

    1. Proteger e restaurar a natureza;  
    2. Limpar o ar;  
    3. Reviver os oceanos;  
    4. Construir um mundo livre de resíduos;  
    5. Consertar o clima.  

    A cada ano, cinco vencedores recebem 1 milhão de libras esterlinas cada um (cerca de R$ 7 milhões), além de suporte técnico, mentoria e acesso a uma rede internacional de inovação e impacto. 

    Inovações 

    Desde sua primeira edição, o Earthshot tem revelado soluções surpreendentes, com aplicação concreta e potencial de escala. Em 2021, a cerimônia inaugural em Londres premiou, por exemplo, a Costa Rica, pelo sucesso de suas políticas de reflorestamento que multiplicaram a cobertura florestal do país. Também foram homenageados o projeto de hidrogênio verde da Enapter (Alemanha) e o Coral Vita (Bahamas), iniciativa inovadora de cultivo rápido de recifes de coral. 

    Em 2022, em Boston, chamou atenção o trabalho de Charlot Magayi, do Quênia, que criou um fogão limpo que reduz em até 90% a emissão de poluentes tóxicos em comunidades carentes, um impacto direto na saúde de milhares de mulheres e crianças africanas. 

    Já em 2023, em Singapura, entre os vencedores estavam o projeto indiano S4S Technologies, que ajuda agricultoras a conservar alimentos com energia solar, e a Accion Andina, aliança latino-americana que promove o reflorestamento andino com envolvimento das comunidades locais. 

    Na edição mais recente, realizada em 2024 na Cidade do Cabo, África do Sul, foram celebradas iniciativas como o Keep IT Cool, que utiliza tecnologia para conservação sustentável de alimentos; a GAYO (Ghana), que mobiliza juventudes africanas para a ação climática; e a coalizão High Ambition for Nature and People, voltada à conservação de 30% das áreas naturais da Terra até 2030. 

    Por que o Brasil? 

    O anúncio de que o Earthshot 2025 acontecerá no Brasil veio diretamente do Príncipe William, durante a cerimônia de premiação na África do Sul, no dia 24 de junho. A escolha do Rio de Janeiro foi estratégica e simbólica. O Brasil é uma das maiores potências ambientais do planeta, com a maior biodiversidade do mundo, uma matriz energética majoritariamente renovável e protagonismo internacional nas discussões sobre clima e desenvolvimento sustentável. Além disso, a cerimônia será realizada às vésperas da COP-30, conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorrerá em Belém, no Pará, de 10 a 21 de novembro do corrente ano. A aproximação entre os dois eventos sinaliza um alinhamento importante entre iniciativas governamentais, privadas e da sociedade civil em torno da pauta ambiental. 

    Segundo o Príncipe William, trazer o Earthshot ao Brasil é também “um reconhecimento ao papel fundamental que os países do Sul Global têm na construção de um futuro sustentável para todos”. Para ele, salvar o planeta “é um jogo coletivo”, que precisa de líderes locais, tecnologias acessíveis e soluções enraizadas na cultura e na realidade dos territórios. 

    O Prêmio representa mais do que uma cerimônia anual: é um movimento global que aposta na ciência, na criatividade e na cooperação para reverter os danos ambientais acumulados nas últimas décadas. Ao sediar o evento no Museu do Amanhã, com sua arquitetura futurista e vocação para o pensamento ecológico, o Brasil se coloca no centro desse esforço, com a oportunidade de mostrar ao mundo sua capacidade de liderar uma agenda ambiental que seja, ao mesmo tempo, inclusiva, inovadora e eficiente. 

     

    Texto: Arnaldo F. Vieira – Ascom Subseção/SP 

    Revisão: Tamires Lopes – Ascom FRB 

    Crédito da Imagem: @invoga